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Rui Borges e a exibição de Flávio Gonçalves: «Ele é um miúdo que é um predestinado, tem uma qualidade acima da média»

Rui Borges analisou o triunfo do Sporting sobre o Rio Ave por 4-0,em conferência de imprensa, no Estádio dos Arcos.

O Sporting venceu o Rio Ave por 4-0. Após o encontro, Rui Borges fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa, onde deixou rasgados elogios a Flávio Gonçaves, que foi homem do jogo do encontro.

«Eu estava lá a dizer: ‘Vais pagar 100€ por cada passe que falhares’. [Risos] Porque ele é um miúdo que é um predestinado, é um miúdo que tem uma qualidade acima da média, muito acima da média. Está no crescimento dele, tem dado uma boa resposta, fez um bom jogo. Estou a brincar, claro, gostei do jogo dele. Mas pode melhorar e tem de olhar para o jogo dessa forma, não ficar já empolgado por ter feito um golo e uma assistência. Podia ter tido, se calhar, mais um golo e, se calhar, mais uma assistência. Por isso, tem de olhar sempre nessa perspetiva, ter essa ambição e sempre com os pés bem assentes na terra, que é isso que ele tem de ter e fazer. Pois, de resto, é um miúdo que nós sabíamos claramente que era aposta nossa, será aposta nossa. É um miúdo com muita margem de progressão, acima de tudo, e é um miúdo diferenciado».

Lê a conferência de imprensa completa.

Flávio Gonçalves Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Sotiris Silaidopoulos responde ao Bola na Rede após o Rio Ave x Sporting: «Isso foi um grande problema para nós na primeira parte»

Sotiris Silaidopoulos fez a análise ao desaire do Rio Ave frente ao Sporting. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Sotiris Silaidopoulos analisou o desaire do Rio Ave diante do Sporting por 4-0. O Bola na Rede esteve presente no Estádio dos Arcos e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico grego.

Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.

Bola na Rede: O Rio Ave teve algumas dificuldades em controlar o espaço entrelinhas, sobretudo na primeira parte. O que é que mudou ao intervalo para melhorar esse aspeto na segunda parte?

Sotiris Silaidopoulos: Sim, é verdade. Na primeira parte, o Sporting colocou vários jogadores no espaço entrelinhas, especialmente entre a nossa linha defensiva e a linha média. Foi algo em que não conseguimos estar bem organizados ou preparados, como já tinha dito, como tínhamos treinado. Foi um grande problema na primeira parte para nós e concordo em absoluto com isso. Mas, se fores ver, dois golos do Sporting foram em transições rápidas. Eu acho que, às vezes, fomos agressivos e tentámos recuperar a bola em zonas altas do terreno. Na segunda parte, tentámos compactar mais as linhas e os jogadores e ser mais agressivos quando a bola viesse para a nossa área. Às vezes, não precisamos de seguir as rotações do adversário, precisamos de manter a posição e controlar a área, e acho que estivemos melhor na segunda parte nesse sentido. Quero agradecer aos adeptos pelo apoio. É importante mantermo-nos juntos, como fizemos na época passada, quando tivemos momentos difíceis, e acho que vamos ter uma boa época.

Rui Borges responde ao Bola na Rede: «Tínhamos de ser muito competentes nos primeiros duelos e nas segundas bolas»

Rui Borges fez a análise ao triunfo do Sporting frente ao Rio Ave. O técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Rui Borges analisou o triunfo do Sporting frente ao Rio Ave por 4-0 O Bola na Rede esteve presente no Estádio dos Arcos e teve a oportunidade de colocar uma questão ao técnico leonino.

Lê também a questão colocada a Sotiris Silaidopoulos, treinador do Rio Ave.

Bola na Rede: Na antevisão, tinha alertado para a possibilidade de o Rio Ave criar um 4×4 na linha ofensiva. A realidade é que o Sporting acabou por beneficiar disso, sobretudo pelo posicionamento mais adiantado dos dois extremos do Rio Ave. Pergunto-lhe de que forma é que a equipa conseguiu sobrecarregar os dois médios interiores do Rio Ave, através do jogo entrelinhas e das transições rápidas?

Rui Borges: Tínhamos de ser muito competentes nos primeiros duelos e nas segundas bolas. Era mesmo muito importante a forma como o Doumbia e o Altimira, quando eram atraídos pelas referências da frente, rapidamente se transportavam para trás para ganhar as segundas bolas. E isso conseguimos numa fase inicial. Porque o Rio Ave, às vezes, pode perder a primeira bola, depois a bola cai ali e está outro homem por perto, e torna-se difícil, porque os alas do Rio Ave dão-se um bocadinho à morte, até em espaços difíceis para os laterais pegarem nas referências, e nessas segundas bolas conseguem acelerar outra vez. E foi muito competente toda a nossa linha defensiva nesse aspeto, nas coberturas, nos primeiros duelos e nas segundas bolas também. Os nossos médios, depois, claro, quando ganhávamos bolas, tínhamos homens livres e bola descoberta em segundas linhas para entrarem e depois acelerarem, que foi o que aconteceu na primeira parte, e conseguimos facilmente desbloquear e, acima de tudo, finalizar.

Taça de Portugal: Beira-Mar leva o susto até ao fim e sobrevive nos pénaltis frente ao União Lamas

O Beira-Mar empatou frente ao União Lamas por 3-3. O encontro realizado em Aveiro só se decidiu nos pénaltis.

O Beira-Mar apurou-se esta sexta-feira para a segunda eliminatória da Taça de Portugal ao vencer o União de Lamas por 5-4 no desempate por grandes penalidades, depois de um 3-3 que resistiu ao prolongamento, no Estádio Municipal de Aveiro.

Os auri-negros tinham construído uma vantagem tranquila, com David Oliveira a abrir aos 9′, Gustavo Almeida a ampliar aos 15′ e Didi a fazer o terceiro aos 51′. A resposta feirense chegou em pouco mais de meia hora: Mário Henrique reduziu aos 58′, Rubinho aos 73′ e Pereirinha empatou aos 84′, obrigando a mais 30 minutos que não desfizeram a igualdade.

Na marcação dos penáltis, Diogo Abdul falhou pelo Beira-Mar, mas Kiko e Daniel Rodriguez desperdiçaram do lado do Lamas e entregaram o apuramento aos aveirenses. Na próxima ronda, o Beira-Mar volta a jogar em Aveiro, frente ao vencedor do duelo entre o Lusitano Ginásio Clube e os Belenenses, em jogo marcado para 19 ou 20 de setembro.

FC Porto faz sondagem por jovem que vai assinar pelo Chelsea: Aston Villa também está na corrida

O FC Porto e o Aston Villa fizeram sondagens ao Chelsea pelo empréstimo do jovem defesa italiano Honest Ahanor.

O FC Porto e o Aston Villa realizaram sondagens para garantir o empréstimo do jovem defesa Honest Ahanor, jogador de 18 anos que está prestes a ser contratado pelo Chelsea. A informação foi avançada pelo jornalista italiano Alfredo Pedullà.

O promissor defesa, que pode atuar tanto a central como a lateral-esquerdo, destacou-se na última temporada ao serviço da Atalanta, onde realizou 35 jogos no campeonato italiano. Formado no Genoa, o jovem talento prepara-se para dar o salto para os blues de Londres, mas a forte concorrência no plantel inglês deverá motivar uma cedência imediata para que possa continuar a somar minutos e evoluir.

Atento a esta oportunidade de mercado na reta final de transferências, o FC Porto posiciona-se como um dos possíveis destinos para acolher o jovem defesa italiano, embora tenha a concorrência direta do Aston Villa.

Imprensa saudita garante: Souffian El Karouani está fechado no Benfica e já tem data de chegada

O Benfica garantiu a contratação por empréstimo do lateral marroquino Souffian El Karouani, que assina contrato este sábado com as águias.

O lateral-esquerdo marroquino Souffian El Karouani vai reforçar o Benfica por empréstimo de uma temporada, proveniente do Al Qadsiah, da Arábia Saudita. A informação foi avançada em primeira mão pelo portal saudita Asharq Al-Awsat.

De acordo com a mesma fonte, o defesa irá assinar oficialmente o contrato de cedência este sábado, dia 29 de agosto, data em que a transferência será formalizada.

A chegada de Karouani à Luz surge como uma solução para a ala esquerda da defesa encarnada e para fazer concorrência a José Neto e Samuel Dahl, num acordo de empréstimo válido pelo período de uma época.

Ruben Amorim elogia AC Milan após vitória e deixa palavras para Gonçalo Ramos: «Às vezes parece que são dois a pressionar»

O AC Milan venceu o Venezia por 2-0, com Gonçalo Ramos a estrear-se a marcar. Rúben Amorim fez o rescaldo da vitória.

Ruben Amorim analisou a vitória do AC Milan por 2-0 frente ao Venezia, destacando as dificuldades sentidas pela equipa durante a partida, os aspetos que ainda precisam de ser melhorados e o contributo de Gonçalo Ramos, que acabou por ser decisivo.

O treinador português começou por abordar a exibição da equipa e reconheceu as dificuldades nos duelos individuais e nas transições, apesar de considerar que o AC Milan criou mais oportunidades de golo:

«Acho que é fácil compreender o jogo. Disse antes do jogo que seria um jogo difícil, devido à forma como eles iriam jogá-lo. Tivemos dificuldades nos confrontos individuais e em algumas transições, mas criámos mais oportunidades de golo do que eles. É evidente, mas nunca mantivemos a posse de bola durante muito tempo. Gerimos bem algumas coisas, outras nem tanto; temos de continuar a trabalhar, mas vencemos, e isso é o mais importante».

Ruúben Amorim apontou depois alguns aspetos que a equipa precisa de corrigir, com destaque para a ocupação dos espaços nos cruzamentos e a preparação das transições:

«Temos de melhorar a forma como ocupamos o espaço durante os cruzamentos. Quando atacamos, os nossos centrais têm de ter em conta que o seu papel é diferente. Não se devem preocupar com quem marca, mas sim começar a preparar as transições. Há muito a fazer, mas não é fácil jogar neste estádio. Os adeptos têm boa memória, mas estão a dar o seu melhor. Às vezes não se ganha de forma bonita, mas isso ajuda-nos a ganhar confiança».

Por fim, o técnico português foi questionado sobre a exibição de Gonçalo Ramos, destacando o trabalho que este realiza em prol da equipa, para lá do golo marcado

«Não sei, e não penso nos golos dele. É claro que é o avançado, pagámos muito por ele, mas a forma como trabalha ajuda-nos imenso. Às vezes parece que são dois a pressionar, mas, no fim de contas, é só ele. Hoje desperdiçou duas oportunidades, mas na terceira não pensou em mais nada, só em marcar, e conseguiu».

Alavés vence pela margem mínima frente ao Villarreal com Renato Veiga a titular: Eis os resultados do dia na La Liga

O Alavés bateu o Villarreal por uma bola a zero na terceira jornada da La Liga, com golo decisivo de Lucas Boyé.

O Alavés venceu o Villarreal por 1-0, num encontro disputado esta sexta-feira a contar para a terceira jornada da La Liga, graças a um golo solitário na primeira parte.

O único tento da partida foi apontado aos 31 minutos por intermédio de Lucas Boyé, que finalizou com eficácia após uma assistência de Pérez, desfazendo o nulo e colocando a formação caseira em vantagem.

Na segunda metade, o ‘Submarino Amarelo’ procurou reagir e lançou peças importantes na frente de ataque, como Gerard Moreno, Nicolas Pépé e Akhomach. No entanto, a defensiva do Alavés segurou a vantagem tangencial até ao apito final.

Eis os resultados do dia na La Liga:

  • Racing Santander 3-2 Elche
  • Alavés 1-0 Villarreal

Histórico: Portugal vence pela primeira vez a Espanha num jogo oficial de Basquetebol

Portugal fez história ao vencer a Espanha por 95-89, naquela que foi a primeira vitória de sempre num jogo oficial frente aos espanhóis.

Portugal entrou da melhor maneira na segunda fase de qualificação para o Mundial 2027, ao vencer a Espanha por 95-89, em Saragoça. Os linces protagonizaram uma vitória histórica, a primeira de Portugal sobre a Espanha em jogos oficiais, e deram um passo importante rumo ao apuramento.

A seleção portuguesa entrou muito forte na partida, sobretudo no plano defensivo, e começou a assumir o controlo do marcador a partir do quarto minuto. A intensidade defensiva criou dificuldades à Espanha, que cometeu vários erros, permitindo a Portugal terminar o primeiro períodos com uma vantagem de sete pontos, por 21-14.

No segundo período, a Espanha conseguiu reagir e venceu o parcial por 27-26, mas os linces mantiveram-se na frente ao intervalo, por 47-41. Após o descanso, a formação espanhola voltou a aproximar-se no marcador e venceu o terceiro quarto por 30-24, deixando o encontro empatado a 71 pontos à entrada para os últimos dez minutos.

Portugal voltou a mostrar-se superior no período decisivo, que venceu por 24-18, fechando o encontro com uma vitória por 95-89. Com este resultado Portugal deixa tudo em aberto no grupo I, ficando a apenas um ponto da liderança do grupo.

Rui Borges e a goleada sobre o Rio Ave: «Nem estava tudo errado nos outros jogos, nem hoje está tudo certo»

Acompanha a conferência de imprensa de Rui Borges após o encontro entre Rio Ave e Sporting, referente à 4.ª jornada da Primeira Liga.

O Sporting venceu o Rio Ave na 4.ª jornada da Primeira Liga. Acompanha a conferência de imprensa de Rui Borges na sala de imprensa do Estádio dos Arcos.

Sobre a análise à goleada por 4-0 e a importância de manter a baliza a zeros disse: 

«É um jogo simples. Acho que entrámos bem, entrámos fortes. Queríamos entrar muito fortes, não deixar o Rio Ave… Na época passada, nós tivemos aqui muitos… nos primeiros 20 minutos deixámos entrar o jogo em muitas transições, muito jogo homem-a-homem no último terço do campo, nesse sentido. Nós queríamos mandar no jogo, tentar empurrá-los, não os deixar entrar no ritmo. Acho que o conseguimos, controlámos o jogo com bola. Chegámos aos golos com naturalidade, com muita qualidade, acima de tudo, da equipa coletivamente. Uma segunda parte onde depois conseguimos controlar o jogo com bola. Poderíamos ter feito mais um ou outro golo porque tivemos essas situações. Controlámos o jogo, não deixámos o adversário andar perto da nossa baliza. Mérito da equipa, não baixou a energia, não baixou a qualidade. A baliza a zeros, que era importante também, serve para dar essa confiança extra ao grupo. Por isso, não podia estar mais feliz nesse sentido».

Sobre os aspetos a melhorar na exibição e os erros individuais de passe disse:

 «Há tanta coisa. A parte individual, principalmente. O Geny falhou alguns passes, o Flávio falhou alguns passes com bolas importantes, até para entrar num segundo momento de aceleração e atacar o último terço. Por isso, há muitas coisas a melhorar. Nesse sentido, alguns lances na linha defensiva onde perdemos uma ou outra vez a referência e tínhamos de estar muito perto das referências, porque o jogo era muito homem-a-homem, até porque o Rio Ave provoca isso. Nem estava tudo errado nos outros jogos, nem hoje está tudo certo. Por isso, para mi, são três pontos importantes. Um bom jogo, consistente, muito equilibrado de toda a equipa, quem jogou de início e quem entrou, que entrou muito bem também. Por isso, estou feliz. É apenas uma resposta que eles têm dado ao longo da semana e conseguiram dar da mesma forma no dia de jogo, que é o dia mais importante».

Sobre se este foi o jogo mais completo e equilibrado da temporada e as experiências táticas com dois avançados disse: 

«Podemos dizer que sim. Jogámos ali algum tempo com dois avançados. Estávamos a ganhar 4-0, a controlar o jogo, não tínhamos essa necessidade, só que o jogo até estava bom nesse sentido porque o Luís nos estava a dar esse jogo de apoio em zonas centrais, quase como um ’10’, digamos. E, então, fez algum sentido para mim utilizar, em algum momento, os dois. Foi a única experiência, digamos, que, apesar de tudo, já fizémos algumas vezes também noutros momentos de jogo. Sim, sem dúvida que em todos os momentos de jogo: transições, momento de ataque, momento de defesa, foi o mais equilibrado em todos os sentidos. Claramente, a baliza a zeros dita logo isso. Mas era importante não deixar o Rio Ave acreditar nas transições ofensivas e criar perigo nesse sentido. E a malta teve um compromisso enorme naquilo que foi a reação à perda, no correr para trás, no equilíbrio, muito ligados aos equilíbrios. Até os momentos que eles têm numa ou noutra transição são perdas de bola nossas, individuais, por displicência, sem necessidade nenhuma de perder a bola. Por isso, acho que no cômputo geral de todos os momentos de jogo, sim, foi o mais equilibrado».

Sobre a titularidade e a continuidade de Luís Suárez no Sporting após o fecho do mercado disse:

 «Para mim, o Luís é jogador do Sporting, sempre foi, tem contrato como todos os outros. Tem sido opção. Foi-se encontrando da sua forma, melhorou no último jogo, hoje está muito melhor do que no outro jogo também. Por isso, está a voltar ao seu normal, que é um grande jogador, um grande avançado, e felizmente temo-lo connosco».

Sobre as dores de crescimento da equipa e a exibição individual do jovem Flávio Gonçalves disse: 

«Está a crescer. Ao contrário de vocês, eu não gostei. Falhou passes, muitos passes. Não pode falhá-los. Alguns passes… e eu fico chateado com isso porque ele tem qualidade para não os falhar. Eu estava lá a dizer: ‘Vais pagar 100€ por cada passe que falhares’. [Risos] Porque ele é um miúdo que é um predestinado, é um miúdo que tem uma qualidade acima da média, muito acima da média. Está no crescimento dele, tem dado uma boa resposta, fez um bom jogo. Estou a brincar, claro, gostei do jogo dele. Mas pode melhorar e tem de olhar para o jogo dessa forma, não ficar já empolgado por ter feito um golo e uma assistência. Podia ter tido, se calhar, mais um golo e, se calhar, mais uma assistência. Por isso, tem de olhar sempre nessa perspetiva, ter essa ambição e sempre com os pés bem assentes na terra, que é isso que ele tem de ter e fazer. Pois, de resto, é um miúdo que nós sabíamos claramente que era aposta nossa, será aposta nossa. É um miúdo com muita margem de progressão, acima de tudo, e é um miúdo diferenciado. Em relação às dores de crescimento: as dores de crescimento vamos tê-las na mesma. Não é hoje que ganhei por 4-0 que vou dizer que já não temos dores de crescimento. Vamos tê-las na mesma. Por isso é que eu digo que nem tudo está certo, nem tudo foi bonito. Foi um bom jogo. A malta, os rapazes, estão a trabalhar muito bem. Acima de tudo, estou feliz porque o grupo é muito focado nesse crescimento e, semanalmente, diariamente, no treino, dão uma resposta enorme naquilo que é a aplicação, naquilo que é o crescimento, naquilo que querem de entendimento do jogo, entendimento daquilo que é jogar no Sporting. Isso vai acontecer com naturalidade. Agora, vai haver jogos em que vamos ter essa… vão voltar outra vez essas dores. Não me vou agarrar, nem me quero agarrar, às tais dores de crescimento. Faz parte. Por isso, estou feliz por poder ter — e voltei a dizer isto ontem, penso eu — um grupo jovem com muita ambição, que quer crescer e quer aprender. Por isso, para mim, como treinador, sinto-me completamente tranquilo e super motivado para os conseguir ajudar».

Sobre a escolha estratégica da dupla de defesas centrais com Debast e Inácio para a saída de bola disse: 

«O Rio Ave pressionava com um homem numa fase inicial, íamos ter muito homem-a-homem nos nossos médios. E então pretendia dois jogadores que são acima da média nas tomadas de decisão, que iam ter algum espaço para transportar, para criar esses desequilíbrios. E, ao fim e ao cabo, são dois jogadores que são quase dois médios a tomar decisões, que veem coisas à frente, tanto o Zeno [Debast] como o Inácio. Por isso, dentro daquilo que numa fase inicial o Rio Ave nos poderia dar, era importante ter o Inácio à esquerda e o Zeno [Debast] à direita com essas tomadas de decisão, com essa capacidade técnica e de passe para desbloquear num primeiro momento, entrarmos em segundas linhas para depois, sim, conseguirmos instalar e até entrar em alguns momentos mais de transição, que também poderia acontecer. E foi isso que aconteceu muito, até na primeira parte, por isso acho que foi muito por aí».

Em resposta ao Bola na Rede, Rui Borges disse: 

«Acima de tudo, fomos muito competentes nos primeiros duelos e nas segundas bolas. Era mesmo muito importante a forma como o Dounbia e o Sérgio, acima de tudo, quando eram atraídos às duas referências da frente, a forma como rapidamente transportariam a bola para trás para as segundas bolas. E nós conseguimos isso numa fase inicial, o que era muito importante para não deixar o Rio Ave criar jogo. Porque o Rio Ave às vezes pode perder a primeira bola, mas depois a bola cai ali, o outro homem está perto… Às vezes torna-se difícil porque as alas dão-se ali um bocadinho à morte, e o Rio Ave tem espaços difíceis para os nossos laterais pegarem as referências, e nessas segundas bolas conseguem acelerar outra vez. Toda a nossa linha defensiva foi muito competente nesse aspeto, nas coberturas, nos primeiros duelos e nas segundas bolas também. Depois, claro, quando ganhávamos a bola, tínhamos homens livres, bola descoberta e tínhamos sempre homens livres em segundas linhas para entrar e para depois acelerar, que foi o que aconteceu muito na primeira parte, conseguindo facilmente desbloquear e finalizar, acima de tudo».