«Seis jogos depois, está alcançado o primeiro objetivo da temporada com o apuramento para a UEFA Conference League, após quatro vitórias, dois empates e nenhum golo sofrido», começou por referir António Salvador, que prosseguiu:
«Parabéns a todos os que concretizaram esta qualificação. Podem contar com um SC Braga ambicioso e ciente da sua responsabilidade europeia, que tudo fará para chegar o mais longe possível na prova, contribuindo também para o ranking de Portugal».
«Obrigado aos sócios e adeptos pelo apoio. Contamos convosco para enfrentar os próximos desafios desta caminhada», finalizou António Salvador.
O Grémio de Luís Castro empatou 0-0 com o Internacional na primeira mão dos quartos de final da Taça do Brasil.
O Grémio teve uma deslocação ao terreno do Internacional numa partida relativa à primeira mão dos quartos de final da Taça do Brasil. O dérbi de Porto Alegre terminou empatado 0-0 e a decisão ficará para a segunda mão, que está marcada para o dia 4 de setembro.
Carlos Vinícius e Filip Krovinovic, antigos jogadores do Benfica, e Jovane Cabral, antigo jogador do Sporting que também passou pelo Estrela da Amadora, foram titulares pela equipa de Luís Castro, treinador português que orienta o Grémio.
Olhando à tabela classificativa do Brasileirão, o Grémio e o Internacional estão atualmente com os mesmos pontos: 25 pontos.
Ao contrário da Champions League, na Europa League e Conference League não há sorteio físico. Todo o sorteio é feito digitalmente.
Há uma grande diferença entre o sorteio da Champions League e os sorteios tanto da Europa League como da Conference League. Enquanto que na prova principal há uma parte do torneio física (a escolha das bolas), nos outros sorteios é tudo 100% digital.
Significa isto que não há sorteio físico das equipas. É o software quem seleciona aleatoriamente uma equipa do respetivo pote, sorteia os seus oito adversários (dois de cada pote) e, simultaneamente, faz a divisão casa/fora e verifica automaticamente todas as restrições. Todo o processo é revisto e verificado por auditor externo.
Uma nota de rodapé para os sorteios da Europa League e da Conference League. O certame começa às 12h desta sexta-feira e Benfica, Torreense e Braga conhecerão os seus adversários.
Christy Ucheibe deixou o Benfica, depois de seis anos no clube encarnado. A internacional nigeriana assinou pelo Al Hilal.
O Al Hilal confirmou Christy Ucheibe como reforço até 2028. A defesa-central nigeriana deixou o Benfica, depois de uma longa passagem de seis temporadas, com um total de quinze títulos.
Pelas águias venceu seis Primeiras Ligas, duas Taças de Portugal, duas Supertaças e cinco Taças da Liga. Ao nível de seleções, conta com 30 internacionalizações e três golos ao serviço da Nigéria. Em 2024 venceu a Taça das Nações Africanas pelas super falcons.
A ex-encarnada reencontra Luís Andrade como treinador nas árabes. O técnico de 52 anos comandou a formação da Luz entre 2019 e 2021.
Depois de 6 épocas ligada ao Benfica e ter saído em fim de contrato, Christy Ucheibe assinou pelo Al-Hilal da Arábia Saudita. pic.twitter.com/q7nPb4ajmb
— SL Benfica Futebol Feminino (Apoio) (@BenficaFem) August 27, 2026
Há, entre a Europa League e a Conference League, nove treinadores portugueses. Maior concentração na 2.ª competição da UEFA.
Já são conhecidos os potes da Europa League e da Conference League. Com 36 equipas em cada competição, há espaço para muitos treinadores portugueses traçarem o seu caminho na Europa.
Na Europa League, são sete os treinadores lusos, numa lista em que se incluem Marco Silva (Benfica) e Luís Tralhão (Torreense), técnicos de equipas portugueses. Na Conference League, há espaço a dois, sendo que o Braga, único clube português em prova, é comandado por um treinador espanhol: Carlos Vicens.
Eis os treinadores portugueses em prova:
Europa League:
Ruben Amorim (AC Milan)
Vítor Bruno (Anderlecht)
Manuel Tulipa (Ararat)
Paulo Fonseca (Lyon)
Vítor Campelos (Celje)
Luís Tralhão (Torreense)
Marco Silva (Benfica)
Conference League:
Ricardo Sá Pinto (Pafos)
Filipe Coelho (Universitatea Craiova)
Na Champions League, recorde-se, há espaço também a dois treinadores portugueses: Rui Borges (Sporting) e José Mourinho (Real Madrid). Ambos já viram o seu caminho definido no sorteio.
Após o sorteio desta quinta-feira no Mónaco, está tudo a postos para a UEFA Champions League 2026/27. Mais uma edição da competição mais aguardada pelos adeptos do futebol europeu e mundial a nível de clubes. Já se prevendo competitivo e com jogos de ritmo altíssimo, o calendário da prova milionária da presente época promete e preenche ambos os requisitos.
O formato mais recente da Champions League, ao contrário do anterior (fase de grupos com quatro equipas), está nitidamente desenhado para muitos grandes jogos e um percurso de oito jogos iniciais de Liga em que praticamente nenhum emblema estará descansado e com o apuramento conseguido muito cedo. Enquanto muitas equipas estarão de calculadora na mão para alcançar um apuramento para o play-off, outras estarão na mesma situação na busca por um apuramento direto aos oitavos de final. Começa nos dias nove, dez e onze de setembro a caminhada de todos os clubes rumo a uma desejada final em Madrid.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
No campo português, embora o sorteio tenha ditado adversários exigentes tanto ao FC Porto como ao Sporting, a sorte (dentro do possível) acabou por sorrir mais aos dragões. A equipa de Francesco Farioli irá ter no seu caminho dois gigantes ingleses do pote um: Liverpool e Manchester City. O embate contra emblemas ingleses é uma antiga “pedra no sapato” dos portistas, visto que em “Terras de Sua Majestade” nunca venceu e apenas conseguiu três empates em 25 jogos internacionais.
A deslocação a Inglaterra será a Anfield e a receção na “Invicta” será aos “cityzens“. Em casa, o histórico portista é mais simpático, tendo vencido nove vezes, empatou por dez vezes e perdeu por seis ocasiões em 25 encontros. Sendo naturalmente mais acessível o jogo frente ao Manchester City do que em Liverpool, o facto de serem duas equipas em reconstrução e com treinadores novos ainda à procura de mostrar o seu trabalho, será uma oportunidade para os campeões nacionais explorarem em busca de uma surpresa.
Igualmente, os dragões terão de enfrentar o campeão holandês (PSV) e o vice-campeão italiano (Nápoles). Dois adversários poderosos, mas sendo o Dragão o palco, o contexto destes dois embates é mais favorável do que se fossem duas deslocações. As saídas para jogar fora mais exigentes (em teoria) depois de Anfield serão em Sevilha frente ao Real Bétis e em Roterdão contra o Feyenoord. Dois jogos com equipas difíceis que têm ambições na competição, mas são dois desafios ao nível da equipa de Farioli e não são deslocações longínquas. Dois jogos que se preveem muito táticos e com base no erro do adversário.
Por fim, causando alguma expetativa o embate fora frente ao campeão austríaco, a deslocação ao terreno do LASK Linz e ainda mais o duelo caseiro frente ao Slavia Praga são acessíveis ao FC Porto. Tendo tido um dos sorteios mais sortudos, a equipa portista tem cenário para conseguir uma pontuação significativa e estar entre os candidatos a ficar nos oito primeiros. Mesmo podendo ter dificuldades em mais de metade dos jogos, a qualidade e capacidades azuis e brancas é mais que suficiente para se manter em competição após a fase de Liga. Será interessante ver este FC Porto em busca de um “sonho europeu”.
Já o Sporting não teve a mesma sorte e o cenário é bem mais exigente. O único jogo caseiro acessível para a equipa de Rui Borges é frente ao LASK Linz (com memórias negativas pela eliminação contra os austríacos em 2020/21 para a Europa League) e a única deslocação acessível é frente ao Shakhtar Donesk em Londres (Ucrânia impossibilitada como palco devido ao conflito com a Rússia).
Fonte: LASK Linz
Além do campeão austríaco, o Sporting partilha com o FC Porto a circunstância de enfrentar o Manchester City na presente edição da Champions League. Embora com a diferença de ter de ir ao Ethiad Stadium fazê-lo num teste muito difícil, apesar da história recente com o clube de Manchester ser positivo (4-1 em Alvalade para a Champions League 2024/25). Além do encontro contra a equipa de Enzo Maresca, o Sporting tem ainda dois testes caseiros contra dois “tubarões”: Barcelona e Manchester United.
Sendo certo que os leões têm claros argumentos e qualidade para procurar um resultado positivo contra ambos, com um estilo em que toma a iniciativa do jogo a forçar o erro defensivo do adversário, o favoritismo não é seu. O Barcelona é atualmente uma das equipas mais poderosas do mundo em estilo de jogo e qualidade de plantel (Lamine Yamal, Pedri, Raphinha, Rodri ou Cubarsí) e o histórico leonino contra os catalães é claramente negativo (cinco derrotas e uma vitória em seis jogos). Já o Manchester United ainda se encontra num momento complexo da sua existência, que procura regressar aos melhores dias, mas com uma equipa recheada de qualidade (Tielemans, Baleba, Matheus Cunha, Mbeumo, Lisandro Martínez e o regresso de Bruno Fernandes a Alvalade) e um estilo de jogo difícil de bater em dias positivos.
Os restantes três adversários dos leões estão ao seu alcance, mas a margem de erro é mais do que curta. Em casa, a equipa de Rui Borges vai medir forças com o campeão turco (Galatasaray) num encontro ao seu alcance, mas prevendo-se renhido por conta da muita qualidade do conjunto turco (Osimhen, Sané, Icardi, Gundogan, Noa Lang, Torreira e Lemina). Além de duas deslocações igualmente exigentes: Roma e Lens.
Na ida à capital italiana, o Sporting encontra um conjunto que está a consolidar-se num projeto bem orientado (Gasperini é um técnico experiente) e com muita qualidade (Dybala, Rodrigo Mora, Malen, Pisilli, Koné ou Cristante). Um conjunto consistente que será muito difícil de contrariar. O mesmo será de esperar na ida a França para defrontar o Lens. O atual vencedor da Taça e Supertaça francesas é uma equipa que pressiona bastante e com um conjunto de individualidades que faz a diferença (Ivanovic, Thauvin, Édouard, Fofana, Titraoui ou Sima).
Duas deslocações que se anteveem muito disputadas, táticas e que se decidirá nos pormenores. Sendo umas das equipas com o sorteio mais exigente, antevê-se que o Sporting seja uma das equipas que terá de sair por cima nos jogos mais acessíveis e surpreender em alguns jogos mais difíceis (em teoria) para ficar indiscutivelmente entre os emblemas que se manterá em competição após a fase de Liga. Será muito difícil, mas nada impossível, visto que é o “sonho europeu” que comanda qualquer equipa na Champions League.
Fonte: Filipe Oliveira/Bola na Rede
Tratando-se da UEFA Champions League, os sorteios mais interessantes de acompanhar são dos principais candidatos a vencer a competição. Entre os mais exigentes está o do atual campeão e candidato a conseguir uma proeza rara: chegar à terceira vitória consecutiva. O verdadeiro “sonho europeu”.
Após dois anos ao mais alto nível, a equipa de Luis Enrique tem o desafio de manter um nível alto e terá de o demonstrar num percurso cheio de dificuldades. O PSG tem os quatro jogos fora com alta probabilidade de deixar pontos pelo caminho (Manchester City, Aston Villa, Villareal e Como), juntamente com três jogos caseiros que qualquer erro pode dar esperanças ao adversário de conquistar pontos (Roma e Galatasaray) ou até vencer (Barcelona).
Outros sorteios mais exigentes em que se espera mais jogos de maior grau de dificuldade foram os do Barcelona (Manchester City, Aston Villa e Como em casa e idas a Paris, Alvalade e Istambul), Manchester City (PSG, Sporting e Nápoles em casa e idas a Barcelona, Porto, Leipzig e Nápoles) e Atlético de Madrid (Bayern e Manchester United em casa e idas a Anfield, Eindhoven, Bodo e Estugarda). Quatro grandes emblemas que terão de cometer muito poucos erros nos seus percursos para passarem diretamente aos oitavos de final da competição.
No campo contrário está o Inter. O campeão italiano apesar de ter duelos intensos com as idas ao Santiago Bernabéu e Signal Iduna Park e receção Liverpool, tanto os seus encontros caseiros (Brugge, Shakhtar e Estugarda) como fora (Feyenoord e Slovan Bratislava) foram o sorteio mais simpático entre os principais candidatos.
Outros sorteios mais equilibrados em que se espera jogos mais intensos apenas contra equipas rivais ou deslocações muito difíceis, foram os do Arsenal (Real Madrid e Dortmund em casa e idas a Sevilha, Munique e Nápoles), Real Madrid (Inter em casa e idas a Londres e Roma), Bayern (Arsenal em casa e idas ao Metropolitano e Old Trafford) e Liverpool (Atlético de Madrid em casa e ida a Milão). Em teoria, serão cinco equipas com caminho aberto a estar entre os oito primeiros classificados.
No entanto, existem três equipas oriundas do pote dois que estarão sob atenção do mundo do futebol, a fim de perceber quais serão os seus percursos com calendários asfixiantes a nível de adversários: Manchester United (Bayern, Atlético de Madrid, Roma, Sporting, Leipzig, Villarreal e Como), Borussia Dortmund (Inter, Arsenal, Real Bétis, Aston Villa, Villarreal e Bodo/Glimt), Roma (Real Madrid, PSG, Sporting, Manchester United e Fenerbahçe) e Real Bétis (Arsenal, Bayern, FC Porto, Dortmund, Lille e Como).
Vai ser uma competição tremenda mais uma vez, com diversos grandes jogos na fase de Liga (PSG X Manchester City, Arsenal x Real Madrid, PSG X Barcelona, Bayern x Arsenal ou Real Madrid x Inter entre os principais) e com vários emblemas cujo percurso será interessante acompanhar. Alguns por conta do seu trabalho a nível nacional (Roma, Real Bétis ou Como) e outros pelo ansiar de voltar a ver uma boa caminhada europeia (Nápoles, Aston Villa ou Bodo/Glimt).
Ainda é cedo para haver candidatos à conquista da “orelhuda”, pois surpresas podem acontecer a qualquer momento e os favoritos à conquista terão de provar que o são. Está tudo a postos, é hora de recostar e gozar mais uma edição da “Liga Milionária”.
O SC Braga empatou 0-0 com o Áustria Viena, na segunda mão do play-off da Conference League, e confirmou o apuramento para a fase de liga, depois do triunfo por 2-0 conseguido na Pedreira. O resultado permitiu aos minhotos seguir em frente sem sofrer golos na Áustria, embora a noite tenha estado longe de ser tranquila, sobretudo durante uma primeira hora em que a equipa de Carlos Vicens mostrou uma versão demasiado passiva para aquilo que se esperava de um conjunto que quer assumir-se como candidato na competição.
Ora, para contextualizar, a vantagem trazida de Braga era confortável e, naturalmente, condicionava o jogo. O Áustria Viena precisava de marcar e tinha de correr riscos, enquanto aos bracarenses bastava gerir aquilo que já tinha construído. O problema foi que, durante largos minutos, a gestão confundiu-se com uma espera excessiva, deixando a formação austríaca tomar conta da bola, instalar-se no meio-campo português e acreditar que a eliminatória ainda podia ser recuperada.
O ambiente da Generali Arena ajudou a criar essa sensação. Deste modo, o Áustria Viena entrou com uma atitude completamente diferente daquela que tinha apresentado na Pedreira, muito mais agressivo, mais ambicioso e disposto a explorar todos os espaços que encontrasse. Pela meia-direita, Manfred Fischer movimentava-se com inteligência, a equipa conseguia ocupar praticamente toda a largura do campo e, sobretudo através do corredor central, chegava com demasiada facilidade a zonas onde podia criar perigo.
Nesse sentido, Johannes Eggestein foi a principal dor de cabeça. O avançado alemão apareceu várias vezes em zonas diferentes do ataque, obrigando os jogadores do Braga a acompanhar movimentos e a tomar decisões sob pressão. Num desses momentos, obrigou Bernardo Fontes a uma intervenção importante, com o guarda-redes brasileiro a defender em dois tempos e a impedir que um ressalto colocasse Julian Hettwer numa situação ainda mais perigosa.
Bernardo Fontes acabou, de resto, por ser uma das figuras silenciosas desta passagem. Quando uma equipa não consegue ter bola e permite ao adversário aproximar-se demasiadas vezes da sua área, o guarda-redes passa a carregar uma responsabilidade acrescida, e o brasileiro respondeu com a segurança necessária. Ainda está a construir o seu espaço na baliza bracarense, mas estas noites ajudam a perceber que pode haver ali mais do que uma simples solução temporária.
Do outro lado, estava um Braga demasiado pouco parecido com aquilo que Carlos Vicens procura construir. A posse de bola, uma das principais ferramentas da ideia do treinador espanhol, desapareceu em vários momentos, com passes falhados, perdas de bola e alguma indecisão na construção a oferecerem ao Áustria Viena uma iniciativa que dificilmente poderia interessar aos minhotos. Para uma equipa habituada a procurar o controlo através da bola, passar tantos minutos a correr atrás dela foi uma anomalia evidente.
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
Posto isto, foi João Moutinho quem melhor percebeu o que era preciso fazer para evitar que essa anomalia se transformasse num problema maior. O internacional luso voltou a ser o patrão da equipa, tal como já tinha acontecido na primeira mão, oferecendo serenidade quando os colegas pareciam mais desconfortáveis e dando qualidade à circulação sempre que conseguia receber em condições. Com e sem bola, houve muito Moutinho no jogo do Braga, seja pela voz de comando que ajuda a organizar a pressão, seja pela inteligência com que sabe dar outra ordem ao coletivo.
É cada vez mais impressionante que, perto dos 40 anos, continue a ser uma espécie de mecanismo central de uma turma que pretende jogar com ambição europeia. Não precisa de aparecer constantemente no plano individual para influenciar o encontro. Basta-lhe estar no sítio certo, perceber o momento e escolher a decisão que permite aos outros jogadores respirar.
Por conseguinte, os minhotos foram crescendo ainda na primeira parte e encontrou finalmente alguns espaços para atacar, sobretudo pelo lado esquerdo. Gabriel Silva foi o mais perigoso dos lusos e obrigou Samuel Radlinger a uma excelente defesa num remate em arco, enquanto Pau Víctor também teve uma oportunidade interessante depois de combinar com Diego Rodrigues, embora tenha demorado demasiado a definir. Era uma amostra daquilo que poderia ter acontecido com maior frequência se o Braga tivesse procurado a bola com mais convicção.
𝐏𝐫𝐞𝐦𝐢𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞𝐟𝐟𝐞𝐫 𝐟𝐮̈𝐫 𝐉𝐨𝐣𝐨 𝐄𝐠𝐠𝐞𝐬𝐭𝐞𝐢𝐧 🤩💜
Erstes Tor im zweiten Einsatz für Austria Wien. „Und was für eines“, sagt Trainer Stephan Helm zu recht! 💫#faklivepic.twitter.com/Gn1qwgChvZ
O intervalo, no entanto, não levou consigo os problemas. O Áustria Viena voltou a entrar melhor na segunda parte e esteve muito perto de marcar, com Eggestein a desperdiçar uma oportunidade soberana. O conjunto de Stephan Helm continuava a acreditar, a bancada continuava a empurrar e o Braga permanecia demasiado dependente da vantagem conquistada uma semana antes.
Foi sensivelmente nesse momento que Carlos Vicens teve de intervir, sendo que a entrada de Diogo Travassos e Mario Dorgeles (saíram Diego Rodrigues e Fran Navarro) aos 55 minutos mudou o jogo. Travassos deu outra capacidade ao corredor esquerdo, Dorgeles trouxe velocidade e presença pela direita e Gabriel Silva passou a aparecer mais por dentro, permitindo aos lusos terem uma configuração ofensiva diferente.
A equipa ganhou, portanto, um maior equilíbrio, começou a afastar o Áustria Viena da sua área e passou a controlar melhor um jogo que, até então, estava demasiado próximo do cenário que os austríacos pretendiam.
Aqui esteve, provavelmente, o momento em que mais se sentiu o dedo do treinador. Vicens percebeu que a equipa precisava de outra energia e não esperou que a situação se agravasse para agir. As alterações ajudaram a congelar o ritmo dos austríacos e, curiosamente, foi nessa fase de maior controlo que o Braga criou a melhor oportunidade da segunda parte.
Fonte: João Pedro Nunes / Bola na Rede
Travassos recuperou a bola ainda no meio-campo defensivo e arrancou pela esquerda, percorrendo uma enorme distância até entrar na área e rematar de pé direito. Radlinger voltou a responder com qualidade, numa intervenção corajosa perante o camisola 7, impedindo um golo que teria colocado ainda mais brilho numa entrada muito positiva do jogador português.
Consequentemente, Radlinger também merece crédito. O guarda-redes austríaco não teve o trabalho que conheceu na primeira mão, mas apareceu quando foi chamado e manteve a sua formação viva até ao final. A defesa perante Travassos foi o melhor exemplo disso e acabou por ser uma das imagens mais interessantes de uma segunda parte em que o sentido do jogo começou a inverter-se.
Enquanto o Braga crescia, o Áustria Viena começava a perder força. A intensidade dos primeiros minutos tinha um preço e as saídas de Eggestein e Kelvin Boateng retiraram capacidade ao ataque. A equipa de Helm deixou de conseguir aproximar-se da baliza de Bernardo Fontes com a mesma facilidade, e os últimos 25 minutos acabaram por pertencer mais aos portugueses, que ainda tiveram oportunidades para marcar, através de Gustaf Lagerbielke e Gabri Martínez.
Lagerbielke, aliás, foi outro dos elementos importantes numa noite em que o Braga nem sempre esteve confortável. O central sueco foi imperial entre os três defesas, sobretudo no jogo aéreo, e conseguiu manter alguma estabilidade nos momentos em que o coletivo parecia mais vulnerável.
Stephan Helm, por seu lado, não encontrou resposta para as mudanças de Vicens. O Áustria Viena teve mérito na postura, sobretudo porque entrou em campo com verdadeira vontade de virar uma eliminatória que parecia praticamente perdida, mas ficou demasiado dependente das bolas longas e de ataques pouco trabalhados no último terço, até porque, quando os minhotos fecharam os espaços e conseguiu controlar melhor a partida, faltaram soluções para voltar a criar o mesmo perigo.
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede
E é aqui que o rescaldo deixa uma conclusão que vai além do simples apuramento. O Braga foi melhor do que o Áustria Viena no conjunto das duas mãos e merece estar na fase de liga da Liga Conferência, mas esta segunda mão mostrou que ainda há muito a melhorar se a equipa quiser realmente vestir a pele de candidata que o seu percurso europeu recente permite ambicionar.
A incapacidade para manter a bola foi demasiado evidente e, sobretudo, pouco habitual num conjunto orientado por Vicens. Muitas perdas, passes falhados e indecisões na construção deram ao Áustria Viena uma quantidade de oportunidades e de iniciativa que poderia ter custado caro. A vantagem de 0-2 permitiu, claro está, sobreviver a esses momentos, Bernardo Fontes apareceu quando foi necessário e o treinador corrigiu o problema a tempo, mas convém não transformar este tipo de gestão numa rotina.
Ainda assim, há motivos para retirar algo de positivo desta noite. Os portugueses mostraram capacidade para resistir, demonstrou que tem jogadores capazes de alterar o rumo de um jogo e confirmou que existe vida para além do onze mais utilizado. A estreia do avançado Jovan Milosevic, já na reta final, foi um bom exemplo disso e permitiu ao reforço sérvio começar a sentir o contexto competitivo da nova equipa.
No fundo, a eliminatória foi decidida na Pedreira, mas a passagem também teve de ser protegida em Viena. O Braga trouxe consigo uma almofada suficientemente confortável para permitir alguma margem de erro e soube utilizá-la, mesmo quando a formação austríaca fez tudo para transformar aquela vantagem numa memória distante.
Agora, a fasquia sobe. A fase de liga vai exigir mais qualidade, maior consistência e, sobretudo, uma versão do SC Braga mais próxima daquela que Carlos Vicens quer ver em campo. Em Viena, houve momentos em que a equipa pareceu esquecer-se de que controlar um jogo através da posse também é uma forma de se defender.
Para já, chegou. Mas, se a ambição é realmente ir além de uma simples presença na Liga Conferência, será preciso que a almofada deixe de ser tão necessária. Veremos agora o que o sorteio desta sexta-feira reserva à turma bracarense.
André Villas-Boas reagiu ao sorteio da Champions League dos dragões. Presidente do FC Porto falou de mercado.
André Villas-Boas esteve na cerimónia do sorteio da fase de liga da Champions League do FC Porto (que viu definidos os oito jogos). À margem da gala, o presidente dos dragões antecipou últimos dias de mercado e segurou Victor Froholdt e Diogo Costa.
«Últimos dias de mercado? Vamos ver. Acho que há coisas que podemos tentar fazer. O treinador também gostava de fazê-las. O mercado pode oscilar muito nos últimos dias. No ano passado também fizemos operações nos últimos dias. Temos uma equipa bastante equilibrada, com uma ou outra lacuna, nas quais queremos intervir se o mercado o permitir e nas condições que o mercado permite. Podemos estar vulneráveis também às próprias mudanças radicais do mercado e aos ativos que temos. Ainda não fechou, temos algumas coisas que estamos a considerar, estamos a falar com alguns clubes por alguns jogadores. O objetivo será sempre reforçar a equipa».
«Futuro de Victor Froholdt e Diogo Costa? Não podemos divagar sobre isso. O Victor foi um jogador que se ambientou como nunca ao ambiente FC Porto e é um dos melhores ativos do clube. Está no top-10 do Golden Boy, é um orgulho, e a loja do FC Porto é sempre cara. O Diogo é nosso capitão e não podemos abdicar dele de forma alguma».
André Villas-Boas reagiu ao sorteio da Champions League dos dragões. Presidente do FC Porto confidenciou conversas por Bartosz Mazurek.
André Villas-Boas esteve na cerimónia do sorteio da fase de liga da Champions League do FC Porto (que viu definidos os oito jogos). À margem da gala, o presidente dos dragões confidenciou que o clube teve interesse em Bartosz Mazurek, jogador que se transferiu do Jagiellonia para o RB Salzburgo neste mercado por 7,5 milhões de euros.
«Mercado polaco? Achamos muito interessante o desenvolvimento do mercado polaco e temos uma excelente relação com o Jagiellonia. Tem sido muito interessante ver que os jogadores polacos estão a explodir, o Oskar Pietuszewski é um desses casos. Esperamos grandes coisas dele, vai ajudar-nos a construir a nossa história. Temos prestado grande atenção ao mercado polaco, é algo que estamos a trabalhar. Têm uma boa geração de ouro, também chegámos a falar sobre o Mazurek».
Rui Costa falou depois do apuramento do Benfica para a Europa League. Presidente encarnado comentou atualidade do clube.
Rui Costa esteve presente na zona mista depois do triunfo do Benfica frente ao Aarhus, que ditou o apuramento para a Europa League. Entre os vários temas, o presidente das águias foi questionado sobre a renovação de Andreas Schjelderup e de Gianluca Prestianni:
«Schjelderup já sabem, fizemos uma proposta, ainda tem contrato. Esperemos que aceite a proposta. O Prestianni, poucos davam crédito há um tempo. Mostrámos e agora está a explodir, face ao tempo que passou no clube e na Europa. Está bem como a equipa. O Prestianni é um jogador que queremos manter, não há dúvidas. A equipa está bem, tal como o Prestianni. Pensamos já na segunda-feira. Perdemos dois pontos, não queremos voltar a perder».
Quanto a Gonçalo Moreira, Rui Costa disse o seguinte:
«Muito contente. Até pela estatura, foi sempre um jogador que temíamos pela mudança de escalão. Tem reagido sempre na perfeição. Juvenis para juniores pensámos no físico, sub-23, equipa B e estreia. Merece, muito contente. Qualidade enorme, menino da casa. Merece».