Início Site Página 234

Nottingham Forest paga 52 milhões de euros e vai esquecer Luis Suárez com novo avançado

Liam Delap vai reforçar o Nottingham Forest. O avançado chega do Chelsea por verba superior aos 50 milhões de euros.

Liam Delap está fechado como novo jogador do Nottingham Forest. De acordo com Fabrizio Romano, o negócio ficou concluído nas últimas horas, com o avançado do Chelsea a preparar-se para mudar novamente de cores em Inglaterra.

Depois de chegar ao Chelsea no último verão por 35,5 milhões de euros, o avançado muda novamente de clube por uma verba superior: o Nottingham Forest pagará cerca de 52 milhões de euros pelo inglês. O próximo passo será a realização dos exames médicos.

Quem está agora muito mais distante de Inglaterra é Luis Suárez, avançado do Sporting que foi associado ao forest esta quarta-feira. Será, assim, Liam Delap o novo avançado de Oliver Glasner e companhia.

O inglês de 23 anos chegou ao Chelsea no Mundial de Clubes 2025, onde fez seis jogos e marcou um golo e uma assistência. Na época regular, o jogador nunca se impôs e em 42 jogos somou apenas dois golos e três assistências.

AO VIVO E EM DIRETO: Bodo/Glimt e NEC Nijmegen decidem vaga na Champions League

Bodo/Glimt e NEC Nijmegen decidem vaga na Champions League. Em baixo, podes assistir ao jogo ao vivo e em direto.

O Bodo/Glimt defronta o NEC Nijmegen esta noite. O jogo é valido para a segunda mão do playoff da Champions League. e é transmitido de forma gratuita em Portugal pela LiveMode TV, no vídeo abaixo.

O encontro decisivo tem apito inicial marcado para as 20h desta noite, dia 25 de agosto. Quem vencer a eliminatória, garantirá o acesso à fase de liga da Champions League, cujo sorteio se realiza na quinta-feira, dia 27.

O favoritismo está do lado da equipa noruguesa que, além de jogar com o fator casa, tem uma vantagem confortável trazida da primeira mão. Nos Países Baixos, o Bodo/Glimt venceu o NEC Nijmegen por 3-1.

André Villas-Boas usa Diego Moreira para responder aos críticos e faz promessa sobre Rodrigo Mora: «O Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto falou de Rodrigo Mora.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, abordou a saída de Rodrigo Mora, recordando o caso Diego Moreira, que saiu a custo zero do Benfica para o Chelsea em 2023.

«No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio», destacou o presidente, antes de falar em Rodrigo Mora.

«Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte», contestou André Villas-Boas, antes de voltar o foco para o advogado de Rodrigo Mora, que falou do caso à comunicação social.

«Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido», censurou o presidente azul e branco, que deixou uma última mensagem para Rodrigo Mora.

«O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta», prometeu André Villas-Boas.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

André Villas-Boas defende Pedro Proença e critica Benfica: «Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto falou de Pedro Proença e do Benfica.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, abordou as críticas do Benfica a Pedro Proença, criticando a decisão encarnada de negar à seleção jogar no Estádio da Luz e de colocar o presidente da FPF na sexta fila na tribuna do seu estádio.

«Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila», destacou o presidente do FC Porto.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

André Villas-Boas desafia Frederico Varandas e ataca arbitragem: «Nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto atacou Sporting e arbitragem.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, criticou a arbitragem e usou o Sporting como exemplo, lançando mesmo um desafio pouco ortodoxo a Frederico Varandas.

«Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”», contestou André Villas-Boas.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

André Villas-Boas com reparos ao futebol português: «Relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto com críticas ao futebol português.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, abordou o futebol português com duras críticas.

«Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade», destacou o presidente do FC Porto.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

André Villas-Boas volta a deixar rasgados elogios a Francesco Farioli: «Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do clube»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto com elogios a Francesco Farioli.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, deixou elogios ao treinador Francesco Farioli.

«Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho», elogiou o presidente.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

André Villas-Boas analisa Supertaça com elogios e críticas: «Um relvado miserável e um Torreense valoroso, organizado e corajoso»

André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões do mês de agosto. Presidente do FC Porto olhou para a conquista da Supertaça.

O FC Porto já lançou a Revista Dragões referente ao mês de agosto de 2026. O editorial é assinado pelo presidente André Villas-Boas que, entre os vários temas, abordou a conquista da Supertaça, após vitória por 1-0 sobre o Torreense.

«A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português», começou o presidente, que deixou sinal de alerta.

«Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte», completou André Villas-Boas.

Recorda outras declarações de André Villas-Boas no mesmo editorial, mas também noutras ocasiões.

Eis o editorial de André Villas-Boas na íntegra:

«Caros Portistas,

A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.

Viva o Futebol Clube do Porto».

Troca de treinador consumada e início de época só com derrotas: Paços de Ferreira tem agendada Assembleia-Geral Extraordinária e futuro do clube vai jogar-se aí

O Paços de Ferreira tem agendada uma Assembleia-Geral Extraordinária para dia 31 de agosto. Futuro do clube altamente influenciado.

O Paços de Ferreira vive um arranque de época turbulento, mas fundamental para o futuro do clube. O início da caminhada na Liga 3 dificilmente poderia ser pior: foram três derrotas nos três jogos inaugurais da prova que resultaram no despedimento de Nuno Silva, técnico contratado no verão, entretanto substituído por Vítor Paneira, já oficializado como novo treinador dos pacenses.

Além do que é jogado dentro de campo, numa época de profunda transição após a descida de divisão, o futuro do Paços de Ferreira joga-se também fora do relvado, com uma Assembleia-Geral Extraordinária agendada para o dia 31 de agosto de profunda importância.

Abril de 2026: a votação apertada que deveria ter permitido a entrada de investimento na SAD

Ronaldo Lumungo Festejos Jogadores Paços de Ferreira
Fonte: João Freitas/Bola na Rede

A 24 de abril de 202, realizou-se uma Assembleia Geral extraordinária no Paços de Ferreira, que votou a entrada na SAD de um investidor brasileiro, o grupo PMK liderado por Paulo Assis.

Foi votada, na altura, a entrada do grupo PMK na SAD do Paços de Ferreira. Até ao final da época 2025/26, em cima da mesa estava a entrada em cena de 500 mil euros, que entraram no clube de forma adiantada, para lá de 750 mil euros adicionais a ser incorporados no decorrer da temporada, bem como a assunção do passivo até 5,6 milhões de euros, estando o calendário de pagamentos definido.

Em troca, o grupo assumiria 49,9% do capital da SAD. O Paços de Ferreira manteria a presidência, com posição minoritária na estrutura executiva. O acordo previa ainda a possibilidade da participação da PMK Sports na SAD aumentar até aos 80%, bem como um plano alternativo em caso de descida de divisão.

A votação foi apertada e obrigou a recontagem. Com a participação de 544 associados, valores históricos para o clube, a entrada do grupo foi validada com apenas 13 votos de diferença: 1.823 votos a favor, 1.810 votos contra, nos quais se incluem os votos em branco e nulos. No entanto, apesar desta votação, a entrada em cena da PMK não foi tão linear assim.

Sabe o Bola na Rede que, embora a entrada tenha sido aprovada, esta está suspensa. O dinheiro que deveria entrar no clube, bem como as questões relacionadas com o pagamento das dívidas, aguardam nova votação e nova Assembleia Geral extraordinária.

Ameaças nos tribunais e a marcação de uma nova Assembleia Geral Extraordinária

Miguel Falé Paços de Ferreira Jogadores
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

Em resposta a este processo, o ex-presidente Fernando Sequeira e José Manuel Magalhães e Moreira Lobo, antigos dirigentes do clube, entraram em cena com um processo na justiça a contestar a legitimidade do processo.

Numa carta aberta dirigida aos sócios, em resposta às «graves dúvidas levantadas quanto ao processo de votação, contagem e apuramento dos resultados», os antigos dirigentes pacenses exigiram a marcação de uma nova Assembleia Geral Extraordinária com vista a voltar a discutir a entrada do PMK na SAD, um pedido que não foi atendido pela direção pacense.

«Perante este bloqueio total e a ausência de alternativas credíveis, não restou aos signatários outra opção senão recorrer aos Tribunais, como último recurso, para defesa da legalidade, da transparência e dos direitos de todos os associados», destacaram no comunicado, deixando aberta a possibilidade de levantar as ações judiciais impostas. «Convocada que seja uma nova Assembleia Geral Extraordinária, comprometemo-nos, desde já, a pôr termo imediato a todas as iniciativas judiciais em curso», reitera a carta aberta, na íntegra abaixo.

Com o aumento da contestação, traduzida nesta manifestação, foi mesmo marcada uma nova Assembleia Geral Extraordinária. Nesta, voltará a ser discutido o futuro do clube e a entrada em cena do grupo PMK com uma participação na SAD.

Eis a carta aberta na íntegra:

«Caros Associados,

Dirigimo-nos a todos vós com sentido de responsabilidade, mas também com profunda preocupação e tristeza. Após a Assembleia Geral Extraordinária de 24 de abril de 2026, e perante as graves dúvidas levantadas quanto ao processo de votação, contagem e apuramento dos resultados, os ora signatários encetaram todos os esforços possíveis para que a situação fosse resolvida de forma interna, transparente e digna da história do nosso Clube. Nesse sentido, promovemos reuniões com a Mesa da Assembleia Geral, enviámos diversas comunicações formais e, acima de tudo, apresentámos um pedido de convocação de uma nova Assembleia Geral Extraordinária, subscrito por um número significativo de associados, com o único objetivo de permitir que todos os sócios pudessem ser ouvidos e que a verdade fosse apurada de forma clara e inequívoca.

Infelizmente, todas estas diligências foram ignoradas ou indeferidas pelos órgãos sociais competentes, que não demonstraram a capacidade nem a abertura necessária para resolver internamente um problema que exige transparência, rigor e respeito pelos associados. Lamentamos profundamente que assim tenha sido. Lamentamos, sobretudo, que os órgãos sociais do Clube não tenham estado à altura da responsabilidade que lhes foi confiada, nem tenham sabido encontrar, dentro da própria instituição, uma solução que evitasse a exposição pública e o recurso a meios externos. Perante este bloqueio total e a ausência de alternativas credíveis, não restou aos signatários outra opção senão recorrer aos Tribunais, como último recurso, para defesa da legalidade, da transparência e dos direitos de todos os associados. Esta decisão não foi tomada de ânimo leve.

Foi ponderada, refletida e assumida com a plena consciência de que representa um momento difícil para o Clube. Mas foi também tomada com a convicção de que, acima de tudo, importa preservar a verdade, a confiança dos sócios e o futuro da instituição que todos partilhamos. Mantemo-nos, contudo, confiantes de que irá imperar o bom senso e que os órgãos sociais do Clube convocarão uma nova Assembleia Geral Extraordinária, em horário adequado e com um processo de escrutínio transparente, rigoroso e acompanhado pelos sócios, permitindo dissipar definitivamente as dúvidas suscitadas quanto à votação e ao apuramento dos resultados da última Assembleia Geral Extraordinária.

Fiéis aos princípios democráticos que regem a vida associativa do Clube, respeitaremos integralmente o resultado que vier a emergir da livre e legítima expressão da vontade dos sócios, seja ele qual for. Nesse sentido, convocada que seja uma nova Assembleia Geral Extraordinária, comprometemo-nos, desde já, a pôr termo imediato a todas as iniciativas judiciais em curso. Apelamos, por isso, à união, à participação ativa e ao sentido crítico de todos os associados neste momento determinante. O Clube pertence aos seus sócios – e só com o seu envolvimento poderá garantir-se que as decisões que moldam o seu futuro são legítimas, esclarecidas e verdadeiramente representativas da vontade coletiva.

Com respeito e espírito construtivo,

Os sócios José Fernando Leitão Sequeira e José Manuel de Magalhães Moreira Lobo»

A nova Assembleia Geral Extraordinária

Paços de Ferreira
Fonte: Paços de Ferreira

Está agendada, então uma nova Assembleia Geral Extraordinária. O contexto do Paços de Ferreira é diferente, mas o objetivo é o mesmo de abril: avaliar e determinar a entrada de participação estrangeira na SAD.

Até ao momento, apurou o Bola na Rede, todo o processo aguarda por esta Assembleia Geral Extraordinária, que discutirá e discernirá sobre os pontos abaixo. A entrada do dinheiro no clube está, portanto, dependente dos resultados desta.

Eis a ordem de trabalhos apresentada pelo Paços de Ferreira:

«Ponto Único: Prestação de informações e esclarecimentos por parte dos órgãos sociais sobre a execução da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 24 de Abril de 2026, designadamente quanto aos seguintes pontos:

a. Estado atual do processo de transformação da SDUQ em Sociedade Anónima Desportiva e da conversão dos créditos do Clube sobre a SDUQ em capital social e respetivos impactos patrimoniais.

b. Estado atual de execução dos acordos celebrados ou previstos com a PlayMakers Sports Business e demais entidades envolvidas.

c. Calendário previsível para a conclusão e implementação integral da operação aprovada pelos sócios e, designadamente, qual a data previsível para a celebração da escritura pública.

d. Estrutura acionista prevista para a futura SAD e modelo de gestão acordado.

e. Concretização das entradas de capital e demais investimentos anunciados e previstos no âmbito da operação aprovada.

f. Existência ou não de circunstâncias jurídicas, administrativas e judiciais suscetíveis de afetar a execução da deliberação aprovada e respetivas consequências para o Clube.

g. Situação financeira atual da SDUQ e do Clube, incluindo a evolução do passivo apresentado aos associados na Assembleia Geral de 24 de Abril de 2026».

Sporting com boa notícia em relação a Fotis Ioannidis

O Sporting contou esta terça-feira com Fotis Ioannidis no regresso aos trabalhos. Avançado grego treinou sem limitações.

Fotis Ioannidis está de regresso aos treinos do Sporting, avança a imprensa nacional. É noticiado que o avançado grego dos leões, que estava a contas com uma lesão na zona lombar, trabalhou no relvado junto dos colegas sem limitações.

Neste início de época, Fotis Ioannidis jogou os dois jogos a titular pelo Sporting e registou dois golos e duas assistências. O avançado seguinte viria depois a falhar a terceira jornada, diante do Alverca, em que os leões ganharam por 3-1.

Foi nesta terça-feira que o Sporting deu início à preparação ao jogo com o Rio Ave, partida que está marcada para sexta-feira, 28 de agosto, pelas 20h15 e é o jogo inaugural da quarta jornada.

Rui Borges Sporting
Fonte: Sporting