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Já é conhecido o 1º jogo dos 16 avos do Mundial 2026

África do Sul x Canadá é o primeiro jogo definido dos 16 avos do Mundial 2026. Duelo acontece já no próximo domingo.

O África do Sul x Canadá é o primeiro jogo definido dos 16 avos de final do Mundial 2026. Nesta madrugada, os ‘bafana bafana’ venceram a Coreia do Sul por 1-0, ficaram em 2.º lugar do Grupo A e conseguiram pela primeira vez passar às fases a eliminar.

Já o Canadá, que é um dos países organizadores do Mundial 2026, terminou em 2.º lugar do Grupo B, com quatro pontos (os mesmos do que a Bósnia e Herzegovina). Nesse grupo, o líder foi a Suíça com sete pontos e o Catar saiu eliminado.

O África do Sul x Canadá está marcado para o próximo domingo, dia 28 de junho, pelas 20h00 e será disputado em Inglewood, subúrbio de Los Angeles.

Garantem em Itália: Braga chega a acordo por ex-Benfica e jogador viaja já no domingo

Adrian Bajrami pode ser reforço do Braga. Imprensa italiana garante haver acordo com o Luzern e que o defesa viaja neste domingo.

Adrian Bajrami está a caminho do Braga, garante o jornalista italiano Lorenzo Lepore. A mesma fonte refere que o emblema da Primeira Liga chegou a acordo com o Luzern (Suíça) e que o defesa-central viaja para Lisboa no domingo.

De acordo com a fonte, Adrian Bajrami fará os exames médicos na próxima segunda-feira. Depois de vários anos na formação do Benfica, o defesa-central chegou à equipa principal na temporada 2024/25, onde realizou seis jogos e, inclusive, marcou um golo.

No verão passado, Adrian Bajrami foi, primeiro por empréstimo do Benfica, para o Luzern, onde fez 37 jogos, marcou dois golos e deu uma assistência. Entretanto, foi oficializado a título definitivo pelo clube suíço, ficando com um contrato até 2028.

Guillermo Ochoa entra aos 77′ e faz história no Mundial 2026

Guillermo Ochoa entrou aos 77 minutos no Chéquia x México e fez história. Guarda-redes de 40 anos participou no seu sexto Mundial.

Guillermo Ochoa teve uma noite histórica. Na segunda parte do Chéquia x México, o guarda-redes mexicano de 40 anos entrou aos 77 minutos e participou assim no seu sexto Mundial, com uma diferença para com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

É que, desses seis Campeonatos do Mundo, Guillermo Ochoa só foi a jogo em quatro deles: ficou no banco de suplentes em 2006 e 2010. Já Cristiano Ronaldo e Lionel Messi fizeram minutos em todas as seis edições do Mundial.

Depois da passagem pelo AVS SAD, Guillermo Ochoa joga agora no AEK Limmassol, onde cumpriu 26 jogos na temporada 2025/26.

Mundial 2026: Ismael Saibari torna-se o 1º de sempre em registo

Ismael Saibari é agora o primeiro jogador africano de sempre a marcar nos três jogos da fase de grupos de um Mundial.

Ismael Saibari escreveu o seu nome na história. De acordo com os dados do Opta, com o golo no Marrocos x Haiti, o avançado de 25 anos tornou-se no primeiro jogador africano a marcar em cada um dos três jogos da fase de grupos do Mundial 2026.

Além disso, Ismael Saibari é também já o primeiro jogador africano a chegar à marca dos três golos num só Mundial desde 2010 (Asamoah Gyan; Gana). Na noite de quarta-feira, o avançado marcou na vitória de Marrocos frente ao Haiti, que acabou 4-2.

Ismael Saibari já tinha marcado no empate com o Brasil (1-1) e o golo da vitória frente à Escócia, um jogo que terminou 1-0.

Não tiveste piada, Gianni Infantino

Arrancou mais uma edição do Campeonato do Mundo, organizado pela primeira vez em três países. Estados Unidos, Canadá e México são os anfitriões. E também pela primeira vez temos 48 seleções a discutir entre si quem será o novo rei do futebol mundial.

Sempre fui um pouco tradicionalista. Tenho vagas memórias de mundiais com 24 equipas, mas aqueles que acompanhei mais foram já com 32 seleções. Ou seja, desde o Mundial de França em 1998. E na minha opinião este era o número ideal. Ainda estou a estranhar um pouco esta nova fórmula.

Bósnia Canadá Mundial 2026
Fonte: Federação Bósnia de Futebol

E se com 48 equipas já acho que é a roçar o limite do aceitável, o que dizer de 64? Essa é a ideia que Gianni Infantino, presidente da FIFA, tem na cabeça para colocar em prática nos próximos anos. Aumentar ainda mais o número de participantes nos mundiais. Segundo ele, é para “envolver ainda mais o mundo do futebol”.

É um tema discutível a ser abordado noutro artigo. O problema foi o que disse a seguir. “Com 64 equipas, talvez a Itália se qualificasse. Poderíamos até ir para 228 equipas e ver se era possível”. Uma piada que os italianos não receberam, e com razão, de bom grado.

Gaetano Amato, membro da Câmara dos Deputados italiana, já veio a público repudiar essas declarações. Gianni Infantino representa o organismo máximo do futebol mundial. Nunca, em situação alguma, pode dar a entender que tem preferências por certas selecções.

Gianni Infantino tem de respeitar e tratar todas de igual forma, estejam ou não presentes nas competições. Gozar com a Itália, que falhou pela terceira vez consecutiva a presença num Mundial, é de uma mesquinhez que não me lembro de ver há muitos anos por um presidente da FIFA. Foi uma falta de respeito por um país com uma história enorme no futebol. É e vai continuar a ser uma das melhores selecções do mundo, já com quatro mundiais conquistados. Todas as equipas passam por fases menos boas, mas levantam-se. E não tenho dúvida que a Itália irá reerguer-se.

Aproveitar o mau momento do futebol italiano para fazer graçolas é como continuar a dar murros numa pessoa já sem defesa possível.

FIFA Gianni Infantino Mundial de Clubes
Fonte: FIFA

O mais engraçado é que Infantino tem raízes italianas. Nasceu na Suíça, mas é filho de pais italianos. Só o seu nome denuncia logo a origem. Todos sabemos que as suas palavras foram em tom de brincadeira e não são para serem levadas a sério. Quis dar uma de comediante e saiu mal na fotografia. Seria uma boa piada se não ocupasse o cargo onde está.

Mas se Gianni Infantino quiser envergar por esse caminho talvez o seu lugar não seja o gabinete da FIFA, mas o bar de stand up comedy mais perto da sua casa. Mas sabem qual é a melhor piada? É um Mundial com 64 seleções. Riam-se, riam-se…

O Campeonato do Mundo dos holofotes

O Campeonato do Mundo 2026 dificilmente será dos que se vão esquecer, mas talvez por outras razões além das bonitas. Já todos sabemos que este Mundial tem um gosto agridoce por ser o último de dois nomes que marcarão para sempre a história do futebol: Ronaldo e Messi. Além de tantos outros que não sofrem do “mal” de fazer parar países para os ver jogar. Mas ainda não tinha rolado a primeira bola e já se estava a ver que este ia ser o Mundial que mais ia dar que falar nos próximos tempos.

Começando pelo facto de ser organizado por três países (Estados Unidos, México e Canadá), sendo que um deles é um dos países com leis de entrada mais apertadas, e que, ao longo do último ano, têm sido incalculáveis as histórias de pessoas que não conseguem passar pelo controlo de fronteiras, mesmo tendo tudo organizado. Como tal, o facto das primeiras notícias terem sido precisamente sobre mães, familiares, amigos, namorados e, pasmem-se, os próprios jogadores não terem consigo o visto para entrar nos Estados Unidos, deixa o total de 0 pessoas surpreendidas.

EUA Jogadores Mundial
Fonte: Federação Norte-Americana de Futebol

E isto é um dos pontos mais graves que se possa falar sobre este Campeonato do Mundo. Porque para justificar o investimento todo em estádios e dar aos Estados Unidos a posse da maior competição de futebol do mundo, é, no mínimo, uma questão de holofote. Isto é, apenas para dar a ilusão ao mundo que os Estados Unidos continuam a ser uma potência mundial. E quando se mistura desporto com política, o resultado tende a ser desastroso.

Já no Campeonato do Mundo de Clubes do ano passado houve a prova que aquele país não era o melhor para receber este tipo de competições. Não só pelas restrições, mas também porque culturalmente não são quem vive mais o futebol jogado com os pés. E acho importante referir aqui que eu não estou a colocar em causa a competição em si. Eu agradeço ao Mundial por não ficar quase três meses sem ver jogos, pela oportunidade de ver o meu país competir e ser aclamado como um dos favoritos, por ver os meus jogadores preferidos a jogar numa outra dinâmica. Mas nada disto invalida para que a minha opinião relativamente a este Mundial seja mais depreciativa.

Catar Suíça Mundial 2026
Fonte: Federação Catari de Futebol

Mas falando dos jogos propriamente ditos, também há várias coisas a referir. Começando pelas pausas de hidratação: a maior parte dos estádios, pelo menos dos jogos nos Estados Unidos, são climatizados já por causa do futebol americano, que é jogado, maioritariamente, durante o inverno.

Neste momento estamos no auge do verão americano, com temperaturas altíssimas, e é claro que se justifica a pausa de hidratação, mas apenas em alguns casos. Nomeadamente quando o estádio não é climatizado nem tem cobertura. Porque fora esse cenário, os jogadores estão a deparar-se com temperaturas amenas, nada diferentes do verão europeu e deste lado do globo (altura em que começa a época), com humidade controlada e com ar condicionado a funcionar. Por isso digam-me que necessidade há de parar o jogo duas vezes em cada parte, para uma pausa de hidratação que a única vantagem que trouxe, para já, foi de fazer com a equipa que estivesse inferior no jogo se sentisse mais confiante e conseguisse pressionar ligeiramente.

A quebra num jogo de equipas mais atacantes fica severamente afetada com esta pausa, e há provas disso. Tanto no jogo da Alemanha com a Costa do Marfim, como último jogo de Portugal com o Uzbequistão, ambas as equipas “mais fortes” ficaram desorientadas depois da pausa. Não é uma regra que faça sentido sempre, até porque o tempo de jogo é o mesmo com ou sem pausa. Mas compreendo que para os americanos faça sentido, afinal no futebol deles há diversas pausas no decorrer do jogo.

Fonte: FPF

O referido agora ainda é uma incógnita se é algo positivo ao negativo. A dificuldade que os árbitros estão a ter em dar cartões e assinalar faltas. Se por um lado concordo que as regras deviam ser como estão a ser praticadas no Mundial, e que em Portugal, pelo menos, já estava um descalabro nesta questão, por outro lado, fico confusa quando há situações que são claramente faltas, e algumas para cartão amarelo ou vermelho (sim, estou a falar da entrada do Messi) e nada é assinalado. Ainda não consegui entender quais são os critérios nesta matéria, mas confesso que tenho de parabenizar os vídeo-árbitros que estão a fazer um ótimo trabalho em ver o que o árbitro não consegue mesmo ali ao lado dele.

Entre estas questões, há também outra que explica bem a expressão do título: o preço dos bilhetes de jogo. Um comum adepto não consegue aceder a um bilhete de jogo, quanto mais a toda a logística de ir ao outro lado do mundo ver o jogo. Os preços dos jogos, com o aumento do preço das viagens de avião tornaram impossível para alguém que não fosse avantajado na conta, ou tivesse os patrocínios certos, ou até fosse alguém conhecido nas várias modalidades de hoje em dia, pudesse acompanhar a seleção nacional do próprio país nesta competição. É essa a cultura do futebol?

Os 90 minutos desde o apito inicial até ao final tem-nos dado futebol bonito, momentos que não esqueceremos e jogadas monumentais. Alguns momentos fora das linhas também. Mas o futebol está a ficar esquecido por todos aqueles que, não dominando a parte técnica, estão tão preocupados com o superficial como quem achou por bem aceitar a competição num país das fachadas.

Benfica começa esta quinta-feira a pré-época: eis as datas de arranque da equipa B, sub-23 e juniores

O Benfica começa esta quinta-feira a pré-temporada. Equipa B arranca a 6 de julho, sub-23 a 8 e juniores a 10 de julho.

É já esta quinta-feira que o plantel da equipa principal masculina do Benfica se apresenta no Seixal e começa a pré-temporada. Podes, inclusive, ver a provável lista de jogadores que estarão presentes no regresso aos trabalhos.

Segundo a imprensa nacional, o Benfica B, orientado por Nélson Veríssimo, arranca os trabalhos no dia 6 de julho. Já os sub-23 dos encarnados começarão a 8 de julho e os juniores a 10, isto caso não haja alterações.

Com a conquista da Taça de Portugal pelo Torreense, o Benfica perdeu o acesso direto à fase de liga da Europa League e, por isso, terá de passar por duas pré-eliminatórias e um playoff para estar na fase de liga da competição. Já é conhecido o primeiro adversário.

FC Porto revela data de início da pré-época e do estágio a Inglaterra

O FC Porto regressa aos trabalhos no dia 1 de julho. Dragões terão estágio em Inglaterra entre os próximos dias 13 e 18 de julho.

O FC Porto vai começar a pré-temporada a 1 de julho (próxima quarta-feira). Em nota oficial, os dragões revelaram que esse é o dia que marca o regresso ao trabalho no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa.

«No primeiro dia da temporada 2026/27, os Campeões Nacionais vão realizar os habituais exames médicos e uma sessão de readaptação ao esforço», pode ler-se entre a nota oficial do FC Porto.

O FC Porto confirma ainda que terá um estágio em Inglaterra entre os dias 13 e 18 de julho no St. George’s Park, o centro de treinos da Federação Inglesa de Futebol.

Olival FC Porto
Fonte: FC Porto

A festa de amarelo do Brasil de Vinícius Júnior e dos Bafana Bafana – Diário do Mundial 2026 #14

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

A festa estragada dos anfitriões e a juventude que dá provas | Suíça 2-1 Canadá e Bósnia e Herzegovina 3-1 Catar

Johan Manzambi Suíça
Fonte: FIFA

O Canadá liderava o Grupo B e preparava uma festa de arromba como anfitrião, mas viu os planos frustrados. A Suíça, depois de dormir na primeira jornada, não mais adormeceu e venceu os canadianos na última e derradeira jornada. Desta vez, a Murat Yakin não bastou ser neutral como os helvéticos tanto gostam de ser. Aliás, o que salvou o clube da bandeira cruzada foi o surgimento de um nome capaz de resistir à tendência para o adormecimento.

Johan Manzambi era um dos grandes candidatos a jogador revelação do torneio e tem cumprido com esse propósito. Mesmo no primeiro jogo, quando a Suíça empata, entra para contrariar a tendência de relaxamento que resultou no empate. No segundo jogo, salta do banco para bisar, assistir e ganhar uma expulsão, na exibição mais impactante de um suplente neste Mundial 2026. Diante do Canadá, foi titular e mostrou o porquê. No arranque da segunda parte, esqueceu a monotonia e, como 10, resolveu o jogo, com dois movimentos de rutura sobre a linha defensiva. Num marcou golo, no outro assistiu Ruben Vargas. Absolutamente dominante. 

A festa preparada pelo Canadá só se concretizou em metade. O primeiro lugar era a garantia de jogar a próxima fase em Vancouver, ainda em casa. Logisticamente e para os adeptos locais, a deslocação a Los Angeles trará desafios ainda não vividos. Diante da Suíça, abrem-se duas incógnitas para os canadianos. A primeira é o meio-campo. Sem Ismael Koné, lesionado, Jesse Marsch abdicou ainda de Stephen Eustáquio e apostou em Mathieu Choinière e Nathan-Dylan Saliba em simultâneo, com menos estruturação de pensamento. A segunda chama-se Promise David. Volta a saltar do banco para mudar o jogo canadiano, como presença física na área. Desta vez, não só contribuiu como marcou.

Kerim Alajbegovic Bósnia e Herzegovina Jogadores
Fonte: Federação Bósnia de Futebol

A calculadora é um recurso do fingimento para a Bósnia e Herzegovina. Só a matemática encontrará um cenário no qual uma seleção com quatro pontos não se apurará para a próxima fase. A Itália não ficou fora em vão. Sergej Barbarez guiou os bósnios, numa fase de transição entre gerações, à próxima fase. Tudo o resto que vier, será por acréscimo.

Falando na transição de gerações, nenhum elemento foi tão desconcertante diante do Catar como Kerim Alajbegovic. É o mais promissor da nova geração bósnia pela irreverência, pela forma como joga sem medo ou receio de qualquer adversário ou cenário de jogo. Tem um dos golos deste Mundial, quando recebe em zona frontal e começa a procurar o espaço certo para rematar de pé direito, e um dos pormenores mais deliciosos no que inicia o segundo golo. Num jogo em que a solidez defensiva, sem Tarik Muharemovic, ficou comprometida, tudo foi relativizado por um menino de 18 anos. 

Ao Catar, é difícil fazer a avalição de um Mundial 2026 que já terminou. O ponto conquistado na primeira jornada é valioso e histórico, o primeiro de sempre dos cataris na prova, mas surgiu de forma quase aleatória e mais por demérito helvético que por mérito dos asiáticos. Por mais que seja valioso, não esconde mais um Mundial sem qualquer competitividade. A goleada sofrida diante do Canadá deixou marcas e, diante de uma Bósnia que em alguns momentos não procurou sequer jogar, são exibições demasiado sofríveis e esquecíveis. No último jogo, ainda se viu  um pouco de Akram Afif, mas foi sempre tudo demasiado curto para Julen Lopetegui e companhia.

Eis a classificação final do Grupo B:

  1. Suíça, 7 pontos
  2. Canadá, 4 pontos
  3. Bósnia e Herzegovina, 4 pontos
  4. Catar, 1 ponto

Protagonistas, regressos e mudanças | Escócia 0-3 Brasil e Marrocos 4-2 Haiti

Matheus Cunha Brasil
Fonte: FIFA

O Brasil foi de menos a mais na fase de grupos. Começou com desconfianças, depois de um empate dececionante contra Marrocos, que começou bem por cima da canarinha, mas termina com as expectativas no máximo. Foram duas vitórias consecutivas por 3-0 com demonstrações de maturidade dentro de campo e uma evolução coletiva. Carlo Ancelotti já fez alguns ajustes nos posicionamentos, deu protagonismo a novas caras e, acima de tudo, enquadrou de forma perfeita a maior estrela da equipa.

O protagonismo que Vinícius Júnior tem conseguido assumir na seleção brasileira é uma coisa de doidos. Passou de ser algo questionado, por não replicar o nível do futebol de clubes no futebol das seleções, para ser inequivocamente o grande destaque da equipa. Marcou e acrescentou em todos os jogos. Do ponto de vista coletivo, ninguém encaixa tão bem ao seu lado como Matheus Cunha. Abre espaços, vem em apoio e consegue também chegar à área para finalizar. Também no meio-campo, sem mudarem os nomes, mudaram algumas dinâmicas. Casemiro fixou-se como elemento mais recuado, suportado por Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. Têm forte abrangência no passe, numa equipa criada para aproveitar todos os espaços.

Até por isso, o Brasil consegue hibridizar a pressão. Não se incomoda demasiado em esperar um bocadinho mais recuado, mas também não tem travão no momento de subir linhas, cada vez que o adversário cometer um erro. Nesse sentido, quer Matheus Cunha, quer Rayan, que parece ter ganho o lugar na vaga libertada pela lesão de Raphinha, são máquinas de pressão à disposição de Carlo Ancelotti. A Escócia sonhava com pontuar para selar as contas da qualificação, mas cometeu demasiados erros na saída de bola para ser, sequer, competitiva. Está sentada à espera de um milagre com base numa vitória por 1-0 contra Haiti. Não são animadores os sinais.

Marrocos Jogadores
Fonte: Federação Marroquina de Futebol

Marrocos sabia que, ao que o Brasil fizesse, tinha de somar mais dois golos. Até por isso, é estranha a forma como entrou em campo, quase como se tudo estivesse resolvido. É certo que, no fim, a vitória chegou, até por números superiores à margem mínima, mas a seleção marroquina esteve durante longos períodos empatada com o Haiti e chegou a estar em desvantagem por duas vezes.

É certo que houve mudanças em todos os setores do campo, reduzindo as sinergias da equipa, mas a própria atitude de relaxamento competitivo deixou Marrocos numa posição delicada, com dificuldades em impor o seu jogo. De positivo, ficaram as exibições de Achraf Hakimi (desta vez Brahim Díaz não acompanhou o nível), a atacar a linha de fundo e a própria área, e de Ismael Saibari, como 10, mas mantendo a capacidade de procurar a baliza. Numa exibição apagada e desligada da corrente, não é de estranhar que Soufiane Rahimi tenha conseguido impactar o jogo a partir do banco. Tem sangue na guelra e um espírito de competitividade imenso.

Sem vencer qualquer jogo, o Haiti deixa uma boa imagem na hora da despedida. Tentou sempre competir sem abdicar da sua ideia de jogo, com uma linha defensiva relativamente subida e procurando criar situações para atacar. Esteve perto de marcar diante da Escócia – e de pontuar – e diante do Brasil, num jogo em que a linha defensiva foi problemática. Contra Marrocos, deixou a competição com um sorriso e dois golos. Wilson Isidor já não se livra de ir para as compilações de melhores golos. 

Eis a classificação final do Grupo C:

  1. Brasil, 7 pontos
  2. Marrocos, 7 pontos
  3. Escócia, 3 pontos
  4. Haiti, 0 pontos

Como começar e como acabar | África do Sul 1-0 Coreia do Sul e Chéquia 0-3 México

Thapelo Maseko África do Sul Jogadores
Fonte: Federação Sul-Africana de Futebol

Sem uma pesquisa muito prolongada, não deve ter havido tantos jogos de abertura de um Mundial tão desequilibrados como o que México e África do Sul protagonizaram há duas semanas (como o tempo passa…). Mais por demérito dos sul-africanos. Não deixa, por isso, de ser uma surpresa que, no fim do grupo, os Bafana Bafana sigam em frente no segundo lugar, deixando para trás, com esperanças de agarrar um dos lugares destinados aos terceiros, uma Coreia do Sul a quem eram depositadas esperanças bem superiores.

O torneio da África do Sul foi feito em crescendo. Na primeira jornada, por opção própria, Hugo Broos abdicou da identidade dos sul-africanos e sofreu na pele as consequências por uma decisão tão conservadora. Na segunda ronda, o começo por baixo da Chéquia levou a uma reação que chegou já com uma versão mais própria na segunda parte e que permitiu resgatar um empate. Na derradeira jornada, com uma vitória como objetivo, surgiu a África do Sul no seu esplendor, num 4-2-3-1 bem definido, com intenção de atrair o adversário para explorar o espaço nas costas. Só por Relebohile Mofokeng estar em campo, já é uma ajuda à capacidade de ligação de jogo. Diante dos sul-coreanos, o maior destaque até esteve nos dois avançados de quem menos se esperava. Thapelo Maseko teve duas oportunidades que lhe fugiram para o pé direito. Na primeira que conseguiu enquadrar o pé esquerdo, marcou. Depois de Lyle Foster e de Iqraam Rayners, Evidence Makgopa foi testado na frente e correspondeu. Funciona bem como a referência para o jogo direto, enquadrando quem vem atrás. Uma das seleções mais carismáticas da competição descobriu-se a tempo. 

No ponto de vida inverso, a Coreia do Sul faz um torneio com sentido descendente. Começou capaz de reverter uma desvantagem para vencer, passou por dificuldades contra o México, 100% vitorioso, e agora foi inferior a uma seleção que, apesar das melhorias, andava pelas ruas da amargura. Desta vez, nem Lee Kang-in nem Hwang In-beom foram capazes de resolver e a equipa sentiu-se. Do banco, não chegaram boas notícias também. Son Heung-min, por exemplo, parece um fantasma do avançado entusiasmante que apaixonou o mundo. Por agora, resta aos coreanos esperar que apareçam mais três como a Escócia. Até lá, o futuro estará em dúvida.

México Jogadores
Fonte: Federação Mexicana de Futebol

De todas as seleções em prova, poucos esperariam que o México fosse a primeira a garantir um apuramento perfeito, quer a nível pontual, quer no registo defensivo. A jogar em casa, os mexicanos sabem que, continuando a seguir em frente, só nos quartos de final terão de se afastar do carinho dos adeptos. A segunda parte, onde se construiu uma goleada por 3-0 diante da Chéquia, foi galvanizadora e um bom presságio.

Da fase de grupos fica a sensação de uma superioridade clara e inequívoca diante de adversários de uma prateleira abaixo. Ainda assim, o registo do México é sólido e pragmático, como já se esperava. Do último jogo, marcado por uma rotação, surgem algumas certezas e novidades. Tal como diante da Coreia do Sul, uma exibição positiva da dupla do corredor direito, com Jorge Sánchez a incorporar ataques por dentro e Roberto Alvarado a abrir, mas também o jogo de Luis Romo. Não tem a fineza técnica de Álvaro Fidalgo, mas dá óleo ao meio-campo. De destaques, entre os com menos minutos, Mateo Chávez, também ele capaz de oferecer projeção sobre a esquerda, e Gilberto Mora. Com todo o cuidado pelas palavras, é um craque da cabeça aos pés. Impressionante a leitura de jogo e a capacidade no passe.

Que se diga, também, que a Chéquia é uma das seleções mais frágeis do Mundial 2026 e, provavelmente, a mais fraca na relação qualidade individual – qualidade coletiva. A proposta de jogo nunca seria muito atrativa, mas esperava-se que conseguisse ser, pelo menos, eficaz. Defensivamente, esteve sempre demasiado dependente de exibições individuais – Ladislav Krejci não merecia este desfecho – e, lá à frente, não houve nada para lá de lançamentos laterais. De jogo para jogo, Miroslav Koubek mudou demasiado para estar minimamente satisfeito com a prestação da equipa. Levou um Chéquia-mate demasiado cedo.

Eis a classificação final do Grupo A:

  1. México, 9 pontos
  2. África do Sul, 4 pontos
  3. Coreia do Sul, 3 pontos
  4. Chéquia, 1 ponto

Lista atualizada: já há 7 seleções eliminadas do Mundial 2026

O Catar e a Chéquia estão eliminados do Mundial 2026. Duas seleções já viram confirmado o afastamento da competição.

O Mundial 2026 continua e, com o arranque da terceira jornada da fase de grupos, já há sete seleções sem esperança em seguir em frente. O Catar e a Chéquia são os conjunto mais recentes.

As decisões do Grupo A, nomeadamente a derrota diante do México, ditaram o afastamento da Chéquia. No Grupo B, a mesma situação, com o Catar a cair depois de perder com a Bósnia e Herzegovina. Recorde-se que, no Grupo C, o Haiti já estava eliminado.

Eis as seleções já eliminadas do Mundial:

  • Haiti
  • Turquia
  • Tunísia
  • Jordânia
  • Panamá
  • Catar
  • Chéquia

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Ladislav Krejci Chéquia
Fonte: Federação Checa de Futebol