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Mário William assina contrato profissional com o Sporting

Mário William, de 16 anos, formalizou o primeiro vínculo profissional com o Sporting após uma temporada de sucesso.

Mário William assinou esta sexta-feira contrato profissional com o Sporting. O jovem defesa, de 16 anos, mudou-se para a Academia de Alcochete aos 11 anos, depois de um percurso que passou por Dragon Force, Pedrouços, Rio Tinto, Leixões e pelo Núcleo do Sporting do Solar do Norte. Em declarações ao clube, mostrou-se orgulhoso pelo novo passo, descrevendo-o como a realização de um sonho.

«Acredito que o sonho de todos os jogadores de futebol é sentir esta sensação. Não tenho muitas palavras para descrever. Orgulho no meu trabalho, felicidade… agora é continuar, porque isto é só o começo», frisou, apontando ainda Debast como uma referência.

«O meu exemplo é o Zeno Debast, porque apesar de fisicamente sermos diferentes, acredito que somos muito parecidos na qualidade com bola e na inteligência dentro do campo», vincou Mário William.

Mário William prometeu ainda dar o máximo e ser um exemplo para o clube, tanto dentro como fora de campo, comprometendo-se a honrar as responsabilidades que lhe foram atribuídas na nova etapa profissional.

«Vou dar sempre o meu máximo e prometo que, dentro e fora do campo, serei um exemplo para o clube. Vou honrar todas as responsabilidades que me foram atribuídas».

João Oliveira é o primeiro reforço do Belenenses

O avançado João Oliveira, assinou por duas épocas pelo Belenenses, clube onde regressa após ter concluído a formação nos juniores.

O Belenenses oficializou esta segunda-feira a contratação de João Oliveira como primeiro reforço da temporada 2026/2027. O avançado, de 27 anos, assinou contrato por duas épocas, regressando ao clube onde se formou nos juniores. Nas últimas quatro temporadas, representou o Amora, também da Liga 3.

Na última época, João Oliveira disputou 24 jogos pelo Amora, um deles na Taça de Portugal, somando cinco golos e três assistências.

A chegada do avançado surge numa altura em que o Belenenses já confirmou a continuidade de Gonçalo Brandão no comando técnico, tendo também anunciado a renovação do médio Afonso Valente até 2028.

Carolina Correia despede-se do Torreense, com Fiorentina como destino

A defesa Carolina Correia deixa o Torreense após três temporadas de ligação, com a transferência para a Fiorentina em negociações avançadas.

Carolina Correia despediu-se do Torreense após três temporadas ao serviço do clube. A internacional portuguesa, de 24 anos, recorreu às redes sociais para deixar uma mensagem emotiva, sublinhando ter encontrado no clube uma família, com destaque para a equipa, staff e aos adeptos. A defesa agradeceu a todos os que se cruzaram consigo no percurso, pretendendo continuar a acompanhar o Torreense.

A saída surge numa fase em que o nome da jogadora está associado a uma mudança para Itália, com negociações em curso com a Fiorentina, que pretende garantir a contratação da central para a próxima temporada. Carolina Correia chegou ao Torreense inicialmente por empréstimo do Benfica em 2023, tendo assinado em definitivo um ano depois, afirmando-se desde então como peça fundamental da equipa, com funções de liderança.

Na última época, a defesa voltou a ser uma das jogadoras mais utilizadas, somando 25 jogos e mais de 2100 minutos, mantendo o estatuto de referência defensiva. Foi presença regular nas convocatórias da seleção nacional e venceu o prémio talento do mês de fevereiro do Bola na Rede.

Com a sua saída consumada, o percurso de Carolina Correia em Portugal está prestes a fechar um ciclo, abrindo a porta a um novo desafio italiano.

Jimmy Jay Morgan reforça o West Bromwich Albion

Jimmy Jay Morgan deixa o Chelsea para se estrear no Championship pelo West Bromwich Albion, após época de empréstimo no Peterborough United.

O West Bromwich Albion anunciou a contratação definitiva de Jimmy Jay Morgan, que deixa assim o Chelsea. O jogador, de 20 anos, esteve na academia dos blues quando mais jovem regressou ao clube em fevereiro de 2023, impressionando nos sub-18 e sub-21.

Na segunda metade da época 2024/2025, Jimmy esteve emprestado ao Gillingham, da League 2, onde marcou dois golos em 16 jogos. Na temporada seguinte, representou o Peterborough United, apontando 14 golos em 39 jogos em todas as competições, onde o clube terminou em 18.º lugar na tabela.

Com esta transferência, o avançado vai competir no Championship pela primeira vez na carreira, rumo ao West Bromwich Albion após o fim da sua ligação com o Chelsea.

FPF distribui verba recorde de 8,5 milhões de euros aos clubes da Primeira Liga

A FPF anunciou a distribuição de uma verba a clubes da Primeira Liga sem participação nas competições europeias em 2025/26.

A Federação Portuguesa de Futebol revelou esta sexta-feira que vai distribuir 8,5 milhões de euros pelos 14 clubes da Primeira Liga que ficaram fora da fase de liga das provas europeias na temporada 2025/26. Trata-se do maior montante alguma vez atribuído ao futebol profissional português através do mecanismo de solidariedade da UEFA.

Da distribuição ficam excluídos FC Porto, Sporting, Benfica e Braga, que participaram nas competições europeias. Os restantes emblemas da principal divisão receberam cerca de 600 mil euros cada.

A medida pretende reforçar a competitividade da Liga e reduzir as diferenças financeiras entre os clubes que beneficiam diretamente das receitas geradas pelas provas da UEFA e aqueles que não marcaram presença europeia.

César Peixoto no Wolves | Missão: regresso à Premier League

Os Wolves das West Midlands vão voltar a disputar o Championship, nove épocas após a última subida, e depois de uma temporada em que a despromoção pareceu anunciada desde muito cedo. Se Vítor Pereira não começou bem a época, o galês Rob Edwards também não conseguiu restabelecer os níveis de motivação e criar uma identidade vincada na equipa do Molineux.

Para 2026/27, a direção dos Old Gold volta a apostar num técnico português para conseguir a subida ao primeiro escalão. Paulo César Silva Peixoto, de 46 anos, foi o escolhido após uma época muito bem conseguida ao serviço do Gil Vicente.

César Peixoto Gil Vicente
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O técnico vimaranense levou os galos de Barcelos ao sexto lugar da Primeira Liga, a segunda melhor classificação de sempre depois dos quintos lugares alcançados em 1999/00 e 2021/22. Muito fiel aos seus princípios de jogo, César Peixoto implementou no Gil Vicente um modelo em que imperou a solidez defensiva, sem necessidade de manter um bloco excessivamente baixo. Num posicionamento em 4-2-4, a primeira linha mostrou-se eficiente na pressão, dificultando desde logo a primeira fase da construção adversária.

No momento ofensivo, as ideias do novo treinador dos Wolves pautam-se pela versatilidade e adaptação ao adversário. A leitura de jogo é o aspeto chave que define um equilíbrio entre construção paciente, transições rápidas ou mesmo bolas longas que permitam surpreender um adversário com a linha defensiva mais subida.

César Peixoto tem potencial para fazer do Wolves mais um exemplo de uma equipa que consegue a promoção à Premier League por tratar bem da bola, como foram os casos recentes do Burnley de Vincent Kompany ou do Leeds de Daniel Farke.

Peixoto vai ser o quarto técnico português do Wolverhampton na última década. Com Mateus Mané, Toti Gomes, Rodrigo Gomes e José Sá já como parte do plantel, é previsível a chegada de mais elementos portugueses ao emblema britânico, mantendo a tendência criada pela relação entre a direção do clube e a Gestifute (agência de Jorge Mendes).

Para o ataque ao título do segundo escalão, o Wolves apostou, para já, na experiência. O regresso do mexicano Raul Jimenez e a chegada do internacional inglês Kieran Trippier foram já anunciados e serão seguramente contratações chave para a próxima temporada.

Com uma pré-época inteira e uma direção que, tal como a do Gil Vicente, parece estar disposta a alinhar a política de contratações com os ideais da equipa técnica, os adeptos dos Wolves têm motivos para acreditar numa época dominante. No meio do caos e imprevisibilidade que muitas vezes caracterizam o Championship, a presença de um modelo de jogo bem definido pode ser o fator diferenciador que transporta uma equipa para o topo da tabela.

Apesar de ter como objetivo claro o regresso à Premier League já na próxima época, a aposta em César Peixoto não deixa de ter a sua quota parte de risco. Será a primeira experiência do técnico português numa equipa estrangeira e num campeonato com características bastante diferentes em relação aos dois primeiros escalões de Portugal.

Num histórico do futebol inglês, detentor de três títulos da primeira divisão (pré-Premier League) e quatro Taças de Inglaterra, Peixoto vai sentir uma pressão acrescida. As declarações do técnico dão a entender que está preparado e motivado para assumir o desafio, comprometendo-se a praticar um futebol que faça justiça à história do Wolverhampton Wanderers.

Pau Víctor relembra experiência na equipa principal do Barcelona: «Flick pediu ao Lewandowski para ser como o meu pai»

Pau Víctor analisou a sua temporada de estreia ao serviço do Braga e relembrou a passagem pela equipa principal do Barcelona.

Pau Víctor brilhou na sua primeira temporada em Braga, apenas quatro anos depois de ser emprestado pelo Barcelona ao Sabadell, no terceiro escalão do futebol espanhol. Em entrevista à Sport, o avançado de 24 anos começou por refletir sobre a rápida evolução na carreira:

«Muitas vezes falo disso com as pessoas à minha volta, de nem acreditar onde estou. No ano passado, estava a jogar na equipa principal do Barça, algo que me parecia impossível, apesar de ser o meu sonho desde pequeno. Tentei aproveitar ao máximo e aprender tudo o que pude, mas só quando se sai de lá é que se percebe a magnitude de tudo isso. E hoje, a jogar no Braga, a disputar competições europeias, a ser um jogador importante… É difícil de assimilar. E estou muito grato por tudo».

O jovem espanhol analisou a temporada de estreia ao serviço dos gverreiros:

«Acho que, no início, não comecei da melhor maneira possível. Tive alguma dificuldade em adaptar-me a Portugal, mas depois, com a confiança do treinador, dos meus colegas e de toda a equipa técnica, as coisas foram melhorando. Acho que o segredo foi, em parte, não desistir, acreditar em mim, continuar a treinar e continuar a fazer as mesmas coisas que fazia fora do campo. E, bem, no final, os resultados apareceram. Marquei 17 golos este ano, espero que no próximo sejam mais».

De seguida, referiu que o seu desempenho poderia justificar uma convocatória de Espanha para o Mundial 2026, mas reconheceu a qualidade dos jogadores chamados:

«Acho que poderia ter sido convocado. A verdade é que é muito complicado, porque há jogadores excelentes. E é verdade que, por estar em Portugal, torna-se mais difícil entrar numa pré-lista da seleção. Continuo a trabalhar para me manter sempre entre as possibilidades. É verdade que seria um sonho poder fazer parte da seleção e estou a trabalhar para isso, mas os jogadores que foram convocados também tiveram um ano incrível e terei de trabalhar mais para chegar lá».

Pau Víctor revelou ainda o impacto da transferência para o Braga na sua confiança:

«Acabei por encontrar a verdadeira sensação de me sentir um jogador profissional, porque no Barça, por mais tempo que lá tenha estado, jogava muito pouco e não me sentia um jogador importante na equipa. No Braga, bem, sinto isso. Sinto-me um jogador importante, que tem continuidade, que cresce à medida que vai ganhando minutos e estou muito feliz lá. Desde o primeiro momento que me fizeram sentir um jogador especial e isso é algo que se agradece».

O avançado deixou um agradecimento ao treinador do Barcelona, Hansi Flick:

«Há outros treinadores que, se não jogares, te deixam de lado e não te dão qualquer explicação. Ao Flick, estou grato por ele ter estado sempre atento a mim e por me ter dado conselhos sobre como melhorar ou como observar outros colegas para evoluir. E, no final, tens de estar ciente de onde estás, de que é o teu primeiro ano na Primeira Divisão, dos jogadores que tens à tua frente e de que a tua oportunidade pode surgir a qualquer momento».

Relembrou o papel atribuído a Robert Lewandowski durante a sua passagem pela equipa principal dos culés:

«O Flick deu-me muitos conselhos, mas acho que o melhor que fez foi praticamente pedir ao Robert Lewandowski para ser um pouco como um pai para mim, por assim dizer, nos treinos, e o Robert estava sempre muito atento a mim. Dava-me muitos conselhos sobre tudo e mais alguma coisa. Dentro da área, para mim, ele é o melhor jogador com quem já joguei e estar lá com ele e receber tantos conselhos sobre como finalizar, como me posicionar, como marcar o defesa-central para fazer outras coisas… Bem, imagina só. Aprendi muito com ele e estou muito grato».

Pau Víctor falou também sobre as relações com outras estrelas como Lamine Yamal e Raphinha, entre outros:

«Fora do campo são pessoas incríveis que vou guardar para sempre no meu coração. Continuo em contacto com a maioria deles e, na verdade, é incrível ter aprendido com eles. São pessoas muito boas».

Por fim, referiu que também encontrou um ambiente familiar no balneário do Braga:

«Sim, a verdade é que fiquei surpreendido, porque estava um pouco apreensivo por pensar: «Caramba, vou para um país novo pela primeira vez, não sei que ambiente vou encontrar». Quanto à língua, bem, conheço-a mais ou menos graças ao meu parceiro, mas, no fim de contas, é uma língua nova e, na verdade, acabou por ser super fácil para mim. O ambiente no Braga é incrível, muito familiar; sinto-me muito à vontade na equipa e, na verdade, isso transmite-se dentro do campo e depois reflete-se nos resultados. O treinador, quando contrata jogadores, sempre me disse que tenta encontrar boas pessoas, e isso tem-se visto no balneário. É uma equipa de pessoas incríveis. Ninguém está acima de ninguém e estamos todos a remar na mesma direção».

Pau Victor
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Ronaldo no centro do debate, mas não do problema

Nos últimos dias, muito se tem discutido a presença de Cristiano Ronaldo no onze inicial da Seleção Nacional. A questão, porém, parece estar a ser abordada de forma demasiado simplista. Reduzir os problemas da equipa ao rendimento de um jogador é ignorar uma realidade mais profunda. 

Na era de Roberto Martínez, apesar da conquista da Liga das Nações, Portugal continua sem convencer de forma consistente enquanto coletivo.

Roberto Martínez Jogadores Portugal Mundial 2026
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo é uma lenda do futebol português e mundial. O seu legado é inquestionável e os números continuam a demonstrar que mantém capacidade para decidir jogos. Por isso, considero que deve continuar a ser titular. No entanto, o estatuto de um jogador não pode colocá-lo acima das necessidades da equipa. Como acontece com qualquer atleta, se num determinado jogo não está a render o suficiente, seja individual ou coletivamente, o treinador tem a obrigação de procurar soluções.

E é precisamente aqui que surge uma das grandes críticas à gestão de Roberto Martínez.

Portugal possui uma profundidade de plantel que poucas seleções conseguem igualar. Jogadores como Gonçalo Ramos oferecem presença na área, agressividade na pressão e mobilidade constante entre os centrais. Já Gonçalo Guedes acrescenta velocidade, intensidade e capacidade para atacar os espaços, características que podem alterar completamente a dinâmica de uma partida. Também João Félix merecia uma reflexão diferente.

Depois de realizar uma das melhores épocas da sua carreira e de ter deixado boas indicações nos jogos de preparação que antecederam a competição, acabou por ter um papel residual e, em momentos em que a equipa precisava de criatividade e imprevisibilidade no último terço, nem sequer foi opção. Ter jogadores com estas características no banco e não utilizá-los, ou utilizar fora das suas funções habituais, quando o jogo o exige é desperdiçar recursos valiosos.

Cristiano Ronaldo Portugal
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

O mesmo princípio aplica-se a outras figuras da equipa. Jogadores como Bruno Fernandes ou qualquer outro elemento do grupo devem ser avaliados pelo rendimento apresentado em campo e não pelo seu estatuto. Basta olhar para equipas de sucesso recente, como o Paris Saint-Germain, onde mesmo as maiores estrelas são substituídas ou deixam de ser titulares quando o contexto competitivo assim o exige.

O interesse coletivo tem de estar sempre acima das individualidades. É precisamente essa capacidade de tomar decisões difíceis que distingue os treinadores mais competentes dos restantes.

Por isso, a questão não é Cristiano Ronaldo. Se fosse apenas ele, a solução seria simples. O verdadeiro problema é uma equipa que, demasiadas vezes, demonstra falta de química dentro de campo e uma gestão técnica que levanta dúvidas. Cabe ao selecionador tomar decisões difíceis, mesmo quando envolvem os nomes mais sonantes.

Até agora, Roberto Martínez tem mostrado pouca coragem para assumir esse papel. E enquanto isso não mudar, Portugal continuará a depender mais do talento individual do que da força do coletivo.

Carlos Vicens confiante no futuro de José Mourinho no Real Madrid: «Está preparado para qualquer desafio»

Numa longa entrevista à Marca, Carlos Vicens refletiu sobre a época de estreia no Braga, o regresso de José Mourinho ao Real Madrid e a saída de Rodrigo Zalazar.

Na sua época de estreia no comando do Braga, Carlos Vicens guiou os gverreiros às meias-finais da Europa League e ao quarto lugar da Primeira Liga. O técnico espanhol concedeu uma longa entrevista à Marca, na qual começou por refletir sobre a temporada:

«É difícil avaliar-se a si próprio, mas estou satisfeito. Foi uma época de crescimento para os jogadores, para o clube e para nós, enquanto equipa técnica. Começámos a competir no final de julho para garantir a qualificação para a Liga Europa e tivemos de ir ajustando o ritmo, mas conseguimos criar uma identidade e recebemos muitos elogios pelo nosso jogo, para além dos resultados. (…) O presidente apresentou-me um projeto ambicioso e decidimos avançar. A pressão era maior, uma vez que já era o treinador principal, mas fiquei muito entusiasmado. Acho que correspondemos às expectativas com conquistas importantes, como as meias-finais da Liga Europa ou a chegada à final da Taça da Liga. A minha sensação é que os adeptos estão satisfeitos com o trabalho».

De seguida, abordou a diferença de poderio financeiro entre os ‘três grandes’ de Portugal e o resto da Primeira Liga:

«Os grandes clubes de Portugal têm um orçamento três vezes superior ao nosso e tem sido uma luta difícil, mas criámos um modelo e a equipa sabe o que tem de fazer em campo. Na verdade, às vezes brinco com os jogadores e digo-lhes que posso ficar em casa, porque eles já sabem perfeitamente o que têm de fazer em campo. Isso é algo que me faz feliz como treinador. A nível económico, não podemos competir e temos de recorrer a outras armas, como trabalhar melhor, acertar nas contratações, cuidar e incentivar muito a formação de jovens talentos… Essa é a nossa missão e acho que estamos no caminho certo».

Carlos Vicens comentou a evolução de Rodrigo Zalazar, que rumou ao Sporting por 30 milhões de euros:

«Teve uma época espetacular. Assimilou bem a nossa ideia e o seu desempenho tem sido magnífico. Isso aconteceu com ele e com outros jogadores. Sentiram-se à vontade com a ideia e isso elevou o nível coletivo e beneficiou individualmente cada jogador. Acho que se divertiram e isso é fundamental para ter um bom desempenho».

O técnico falou também sobre o bom desempenho em embates contra o Benfica de José Mourinho:

«Não nos saímos nada mal. Foram três jogos, com dois empates no campeonato e um na Taça, em que vencemos por 1-3 em Lisboa. Competimos bem e sem medo contra o Benfica, o Sporting e o Porto. Entrámos sempre em campo para ganhar, mas reconheço que o Benfica foi o que nos causou mais dificuldades dos três».

Sobre a relação com o treinador português, referiu:

«No contacto pessoal, foi muito próximo de mim, quase cativante, no pouco tempo que tivemos para conversar. A sua dimensão como treinador é incontestável e o seu currículo fala por si. Não se pode pôr em causa a sua trajetória e a sua experiência. Está preparado para qualquer desafio e nenhum desafio o vai assustar».

Carlos Vicens destacou aquilo que espera ver no Real Madrid de José Mourinho:

«Intensidade e nível competitivo, sem dúvida. Mourinho é um treinador muito respeitado por todos, incluindo os jogadores. No Real Madrid não será diferente. Além disso, conhece o clube, a competição e sabe transmitir a mensagem como poucos, o que facilita a tarefa dos clubes ao confiarem-lhe a responsabilidade de veicular a imagem que pretendem passar. (…) Ele sabe muito bem o que o espera. Vai deixar a sua marca e vai fazer com que a equipa seja competitiva. Vai tentar, como sempre fez, criar uma defesa sólida para que seja difícil marcar-lhes golos e vai ajustar as peças no ataque de acordo com a qualidade dos jogadores de que dispõe».

Deixou ainda fortes elogios ao antigo treinador do Benfica e afirmou que trata-se da escolha correta para os merengues:

«É um homem inteligente e sabe adaptar-se a cada situação. Na sua primeira passagem pelo Real Madrid, a equipa voava com transições vertiginosas e menor participação dos avançados no bloco médio-baixo. Agora, no Benfica, tem tentado dominar os jogos a partir da posse de bola, com muita mobilidade dos jogadores, incorporação dos laterais,…. É capaz de se adaptar aos recursos de que dispõe e construir a partir daí. (…) É um treinador de topo. Vai formar uma equipa competitiva porque essa é a sua marca registada. Analisará muito bem as armas de que dispõe e colocá-las-á ao serviço do conjunto para ganhar jogos. Também costuma ter bom olho para reforçar os pontos fracos. À sua frente espera-o um adversário muito difícil e em ascensão, como o Barcelona, mas Mourinho compete sempre».

Carlos Vicens destacou a capacidade de José Mourinho para liderar estrelas no balneário:

«Tem personalidade, carácter e não se deixa influenciar por ninguém. Está neste meio há muito tempo e sabe como lidar com um balneário repleto de estrelas. É um líder e sabe como conquistar a confiança dos seus jogadores. Tem experiência de sobra para lidar com qualquer balneário que lhe calhe e, nesse aspeto, não deve haver dúvidas».

Borja Sainz continua na mira do Athletic Club: FC Porto define o preço do extremo espanhol

Segundo A Bola, o FC Porto pretende receber de volta o investimento de 13,5 milhões de euros por Borja Sainz, que atrai o interesse do Athletic Club.

Depois de uma época de estreia pouco produtiva, Borja Sainz pode estar de saída do FC Porto. Segundo A Bola, o extremo de 25 anos continua a ser cobiçado pelo Athletic Club, que demonstra interesse desde o mercado de janeiro.

A mesma fonte revela que o espanhol é um dos jogadores que o FC Porto está disposto a vender, numa altura em que SAD azul e branca pretende reaver o investimento de 13,5 milhões de euros pago ao Norwich durante o verão de 2025.

Em 2025/26, Borja Sainz registou sete golos e seis assistências ao serviço dos dragões, perdendo algum protagonismo na posição desde a chegada do jovem Oskar Pietuszewski.

Borja Sainz FC Porto
Fonte: FC Porto