Mons Bassouamina foi anunciado no Marítimo. O avançado chega do Pafos e assina um contrato válido até ao final da temporada.
O Marítimo oficializou a contratação de Mons Bassouamina. O avançado, de 28 anos, chega do Pafos e assina um contrato válido por uma temporada. Na última época, realizou 26 jogos e marcou dois golos.
Mons Bassouamina fez a sua formação no Nancy, clube pelo qual se estreou como profissional na temporada 2017/18. O avançado representou ainda clubes como o US Boulogne, o FC Bastia-Borgo, o Pau FC, o Clermont, e mais recentemente, o Pafos.
O Marítimo encontra-se atualmente no sétimo lugar da Primeira Liga, com sete pontos em quatro jogos, e irá receber o Benfica na próxima jornada do campeonato português.
O Al Ettifaq está interessado em contratar Diogo Leite e envia proposta final. Emblema da Liga da Arábia Saudita aguarda resposta.
Diogo Leite tem pretendente na Arábia Saudita. Segundo o jornalista Ben Jacobs, o Al Ettifaq está a tentar contratar o defesa-central português, que está livre no mercado desde que saiu do Union Berlim (clube alemão que disputa a Bundesliga).
De acordo com a fonte, o Al Ettifaq já enviou uma proposta final e aguarda resposta, sendo que, caso não tenha aprovação em breve, o emblema da Arábia Saudita considerará outras opções.
Diogo Leite jogou os últimos anos ao serviço do Union Berlim, onde chegou por empréstimo do FC Porto na temporada 2022/23. Ficou depois a título definitivo e na última época registou um total de 25 jogos. O defesa-central de 27 anos continua de momento sem clube.
🚨 Exclusive: Al-Ettifaq trying to sign Portuguese defender Diogo Leite, who is a free agent after leaving Union Berlin.
Deal dependent on central budget. Ettifaq have made a final proposal and are awaiting approval. Will turn to other options if it doesn’t come soon.🇸🇦 pic.twitter.com/ob0H6nBrL9
O CD Nacional e Mootaz Nourani acertaram a rescisão de contrato. O extremo tunisino deixa assim o clube madeirense, um ano após chegar à Choupana.
O CD Nacional e Mootaz Nourani acertaram a rescisão de contrato. O extremo tunisino, de 24 anos, chegou à equipa madeirense no mercado de verão da última temporada. Na época passada fez uma assistência em oito jogos pelos insulares, antes de sair por empréstimo, na segunda metade da temporada, para o CA Bizertin.
Mootaz Nourani fez formação no ES Hammam-Sousse, tendo passado por clubes como Al Bashaer Club, US Tataouine, Adana Demirspor e mais recentemente o CA Bizertin.
O CD Nacional encontra-se atualmente no décimo lugar da Primeira Liga, com quatro pontos em quatro jornadas, e irá defrontar o Sporting na próxima jornada do campeonato português.
BMW anunciou a renovação de contrato de Miguel Oliveira. O português conta com quatro pódios na sua época de estreia no Mundial de Superbikes.
Miguel Oliveira vai continuar ao serviço da BMW no Mundial de Superbikes. O piloto português renovou contrato com a equipa alemã por, pelo menos, mais um ano, num acordo que a equipa descreve como válido até 2027 e mais além.
Miguel Oliveira realçou a importância da continuidade do projeto e garantiu estar totalmente comprometido com os objetivos da BMW, acreditando que o melhor ainda está por chegar:
«Ao longo da minha carreira, aprendi que o sucesso assenta na coragem de abraçar novos desafios e no empenho em continuar a evoluir. Prolongar a minha trajetória com a BMW é um reflexo da confiança que construímos juntos e da nossa ambição comum para o futuro. Compreendo a responsabilidade que advém de representar uma marca tão icónica e estou totalmente empenhado em dar o meu melhor, tanto dentro como fora de pista, para nos ajudar a alcançar os nossos objetivos. Lançámos as bases nesta época, mas acredito que o melhor ainda está por vir. Estou entusiasmado por continuar esta jornada juntos e por continuar a construir algo de que todos nos possamos orgulhar. Quero agradecer a toda a equipa da BMW e a todos os membros da equipa pela confiança que depositaram em mim».
Na temporada de estreia no Mundial de Superbikes, Miguel Oliveira alcançou, até ao momento, quatro pódios. Três deles foram conseguidos logo na segunda ronda do campeonato, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde terminou nos três primeiros lugares em todas as corridas do fim de semana.
Gabriel Ferreira de Carvalho, conhecido, no mundo do futebol, como Gabriel Mec, é reforço do FC Porto para as próximas cinco temporadas. O extremo brasileiro, de 18 anos, chega ao Dragão proveniente do Grémio de Porto Alegre, numa transferência que prevê o pagamento de 11 milhões de euros fixos, podendo o valor chegar aos 12 milhões mediante o cumprimento de objetivos desportivos. O clube brasileiro ficará com 12% de uma eventual mais valia numa futura venda do jogador. O contrato é válido até 30 de junho de 2031 e o FC Porto terá ainda encargos com serviços de intermediação entre 4,5% e 9% do valor fixo do negócio, dependendo igualmente de objetivos.
Ora, nascido a 11 de abril de 2008, nos arredores do Rio de Janeiro, Gabriel Mec começou a jogar futebol em Campos dos Goytacazes e chegou ao Grémio aos nove anos. Foi no clube de Porto Alegre que completou grande parte da formação e começou a ganhar notoriedade, sobretudo depois do EFIPAN de 2023, torneio que lhe abriu as portas da seleção brasileira de sub-15. Em 2024, assinou o primeiro contrato profissional e, em janeiro de 2025, estreou-se pela equipa principal com apenas 16 anos, tornando-se um dos jogadores mais jovens de sempre do Grémio a atingir esse patamar.
A afirmação aconteceu sobretudo em 2026. Sob o comando do português Luís Castro, Mec ganhou maior espaço na equipa principal, participou em 34 jogos, marcou três golos e fez duas assistências, contribuindo para a conquista do Campeonato Gaúcho. Passou também pelas seleções jovens do Brasil e esteve no Mundial de sub-17 de 2025, antes de ser chamado pela primeira vez aos sub-20, em março de 2026.
De resto, parece que o eventual fim do contrato em 2027 acabou por pesar na decisão do Grémio. Sem acordo para a renovação e depois de várias abordagens europeias, incluindo uma proposta do Shakhtar Donetsk que não chegou a ter sucesso, o clube brasileiro encontrou nesta janela uma oportunidade para garantir um encaixe relevante.
Mas passemos ao que realmente importa. Até porque é no perfil futebolístico que está a principal razão para o investimento do FC Porto. Com 1,73 metros e um centro de gravidade baixo, Gabriel Mec é um atleta particularmente confortável em espaços curtos. Atua preferencialmente como médio-ofensivo ou extremo, podendo aparecer nos dois corredores e aproximar-se do centro com facilidade. Logo, não está preso a uma determinada zona do campo e essa mobilidade é uma das características que mais valor pode acrescentar ao seu jogo.
Mec é, antes de mais, um jogador de desequilíbrio. Procura o um contra um, assume a iniciativa e utiliza mudanças de direção, velocidade e movimentos corporais para ultrapassar adversários. O drible curto também é especialmente interessante porque não depende de grandes espaços para produzir vantagem. Pelo contrário, é quando recebe entre adversários e tem poucos metros para trabalhar que a sua técnica pode fazer maior diferença.
Adicionalmente, a ambidestria torna tudo isto mais difícil de controlar para quem defende. Isto porque Mec consegue conduzir, passar e finalizar com os dois pés, o que lhe permite atacar diferentes espaços sem oferecer ao adversário uma tendência evidente, ou seja, num lance individual, tanto pode procurar a linha exterior como entrar mais por dentro; numa receção orientada, pode preparar a ação seguinte com qualquer dos pés; no passe, a mesma característica dá-lhe mais possibilidades para encontrar soluções sem precisar de reposicionar constantemente o corpo.
Essa capacidade de jogar nos dois sentidos ajuda a explicar a referência a Ronaldinho Gaúcho, antigo ídolo do Grémio. Existem semelhanças na irreverência e na predisposição para procurar soluções criativas, embora qualquer comparação deva ser feita com enorme cautela. Ronaldinho atingiu um patamar que Mec ainda está muito longe de conhecer. Os pontos comuns estão sobretudo na habilidade de desequilibrar, na imaginação e na facilidade para alternar entre o corredor e os espaços interiores. A carreira e o nível competitivo de Ronaldinho e outros jogadores a quem pode ser eventualmente comparado mais pelo contexto, como Estêvão, são, claro, outra realidade.
Por conseguinte, uma das particularidades mais interessantes de Gabriel Mec é precisamente a combinação entre condução e criação, já que, depois de ultrapassar o primeiro adversário, não precisa necessariamente de continuar a acelerar até à área, na medida em que consegue ter o discernimento de levantar a cabeça, encontrar um colega entre linhas e dar continuidade à jogada. Assim sendo, a visão para passes verticais e a capacidade para identificar movimentos dos companheiros acrescentam uma dimensão associativa a um jogador que poderia, à primeira vista, parecer dependente sobretudo do drible.
Além disso, é um criativo que também aparece com frequência em zonas de finalização. Mec tem capacidade para penetrar na área, atacar espaços e finalizar com ambos os pés. Os números ainda são naturalmente modestos, com três golos e duas assistências em 34 jogos pelo Grémio em 2026, mas o perfil sugere margem para aumentar a produção ofensiva à medida que ganhar experiência e melhorar a seleção das ações.
O talento individual, porém, vem acompanhado de aspetos que terão de ser, como é óbvio, trabalhados. A tomada de decisão é provavelmente o mais evidente. Claro que a tendência para assumir riscos faz parte da identidade de Mec e seria contraproducente tentar retirar-lhe essa característica, pelo que o objetivo terá de passar por ensinar-lhe a reconhecer melhor os momentos em que o risco pode criar uma vantagem e aqueles em que uma solução mais simples protege a equipa.
O jogo sem bola é outro capítulo importante. Existem indicadores positivos, uma vez que Mec demonstra uma notável competência para pressionar em zonas altas, reage de forma relativamente rápida depois da perda e tem disponibilidade para tentar recuperar imediatamente a posse, sendo que a evolução física dos últimos tempos também lhe permitiu competir melhor nos duelos. Ainda assim, falta consistência no posicionamento, na repetição dos esforços e na interpretação das responsabilidades defensivas.
Essa questão física será igualmente relevante na mudança para a Europa. O seu perfil baixo e ágil ajuda-o a proteger a bola, mas a estrutura ainda algo franzina pode colocá-lo em dificuldades perante atletas mais fortes e experientes. O futebol europeu vai, certamente, exigir uma maior capacidade para suportar contacto, de repetir ações de alta intensidade e de manter o rendimento durante períodos prolongados. Como referido, é uma área onde já mostrou evolução, mas que continuará a fazer parte do processo de desenvolvimento.
Deste modo, é neste ponto que a chegada ao FC Porto se torna particularmente interessante. Como já é sabido, Francesco Farioli procura uma equipa agressiva com bola, capaz de circular, ocupar diferentes zonas e criar vantagens através da movimentação. Por isso, para Gabriel Mec, esse contexto pode oferecer liberdade suficiente para explorar as suas características sem o deixar completamente dependente da inspiração individual.
Fonte: FC Porto
A utilização a partir das alas surge como uma possibilidade natural. Tal como acontece com outros extremos do plantel, como William Gomes ou Oskar Pietuszewski, Mec pode começar aberto para depois procurar espaços interiores. A diferença está na forma como pode interpretar esses movimentos. O brasileiro tem uma tendência forte para procurar zonas centrais e pode funcionar quase como um médio-ofensivo, qual Rodrigo Mora, como o próprio Farioli já admitiu parecenças, depois de partir de uma posição exterior.
Assim, esta contratação também responde a uma necessidade criada pelas alterações recentes no plantel. Lá está, a recente saída de Rodrigo Mora para a AS Roma deixou uma vaga importante em termos de criatividade e capacidade de desequilíbrio no último terço. Aliás, desde a saída de Francisco Conceição que o FC Porto já tinha perdido parte daquela imprevisibilidade individual que permite resolver determinados momentos através de um drible ou de uma aceleração.
Posto isto, Gabriel Mec pode recuperar parte dessa componente. É evidente que não chega como uma réplica de Rodrigo Mora ou de Francisco Conceição, porque o seu jogo tem características próprias e a sua experiência sénior ainda é limitada. O que oferece é, isso sim, um conjunto de ferramentas que o plantel precisava de voltar a ter em maior quantidade, isto é, há inteligência para receber sob pressão, transportar a bola, procurar o duelo e criar a partir de zonas exteriores ou interiores.
Nesse sentido, a contratação deve ser avaliada sobretudo como uma aposta de médio prazo. Gabriel Mec já tem experiência de equipa principal e não chega ao Dragão diretamente da formação, mas continua a ser um ativo muito jovem, com pouco mais de uma temporada de utilização regular ao mais alto nível. Esperar que assuma imediatamente um papel de protagonista seria colocar sobre o jogador uma pressão desnecessária e até por isso é compreensível a não inscrição na lista para a Champions League, a par de Dominik Prpic, dado que já se sabia que iriam ter de ficar dois atletas de fora.
No fundo, o verdadeiro desafio começa agora. Gabriel Mec tem características técnicas que não abundam, sobretudo pela aptidão de jogar com os dois pés, desequilibrar em espaços curtos e alternar entre o corredor e o centro. Por outro lado, precisa de crescer na tomada de decisão, na consistência defensiva e na resposta física, enquanto aprende a enquadrar a sua criatividade dentro de uma estrutura coletiva mais exigente.
Se conseguir fazer esse caminho sem perder a irreverência que o tornou uma das promessas mais interessantes do Grémio, o FC Porto poderá ter encontrado um jogador capaz de acrescentar uma dimensão diferente ao último terço. Contudo, aos 18 anos, a margem para evolução continua a ser tão importante como aquilo que já consegue fazer, pelo que o valor investido parece proporcional ao potencial e ao risco.
Agora será o trabalho diário, a adaptação ao futebol europeu e a capacidade de transformar talento em rendimento regular que irão determinar o verdadeiro valor desta aposta por parte da turma azul e branca.
O Sporting não quer facilitar uma eventual saída de Geny Catamo, passando a pedir 60 milhões de euros pelo extremo.
O Sporting sabe que o mercado está atento a Geny Catamo, com alguns países ainda com a janela de transferências aberta, como no caso da Turquia ou da Arábia Saudita. De acordo com o jornal O Jogo, os leões só estão dispostos a vender o extremo por 60 milhões de euros, a cláusula de rescisão.
Anteriormente, o Sunderland tentou garantir o jogador, mas os verde e brancos pediram 40 milhões de euros. Com a entrada nas últimas horas do mercado de transferências, o Sporting aumentou o pedido pelo atleta, já que não teria tempo de encontrar um sucessor para o moçambicano.
Geny Catamo tem 25 anos e um contrato válido até 2029. O extremo é titular indiscutível para Rui Borges, apesar da concorrência de Luis Guilherme. Em 2026/27 leva quatro encontros disputados, um golo marcado e três assistências.
A confirmação da chegada de Claudio Echeverri ao Benfica por empréstimo do Manchester City, com uma opção de compra fixada nos 21 milhões de euros, coloca na Luz um dos talentos mais falados do futebol sul-americano recente. Aos 20 anos, ‘El Diablito’ procura em Lisboa a estabilidade e o enquadramento tático que lhe fugiram nas passagens fugazes por Bayer Leverkusen e Girona. Num negócio onde o risco financeiro imediato é baixo para o teto de rendimento em causa, Marco Silva recebe um elemento com perfil singular para desbloquear partidas em terrenos domésticos.
Com 1,70 m e 62 kg, Echeverri é destro e foge à etiqueta de médio ofensivo clássico ou de organizador pausado: é, por natureza, um segundo avançado ou um ‘nove e meio’, com uma morfologia e um estilo de jogo que remetem de imediato para a matriz de Javier Saviola. A sua principal virtude técnica reside na receção orientada e no drible em espaços curtos. De costas para o jogo, tem a agilidade e o baixo centro de gravidade necessários para rodar num ou dois toques, ficar de frente para a baliza e atacar a linha recuada adversária. Entre linhas, descobre soluções verticais improváveis, conduz a bola colada ao pé e acrescenta veneno na meia distância e nas bolas paradas indiretas.
No modelo de Marco Silva, a inclusão do jovem argentino abre a porta a uma variação tática fundamental. Enquanto o habitual 4-3-3 encarnado assenta na pausa e no critério posicional de Georgiy Sudakov no miolo, Echeverri é a peça que permite mudar para um 4-2-3-1 fluído. A atuar imediatamente atrás de referências como Vangelis Pavlidis, o argentino funciona como elemento de desequilíbrio e ligação rápida. Pode também partir da meia direita no lugar de Rafa Silva para pisar terrenos interiores, ou formar um verdadeiro carrossel ofensivo de trocas constantes com criativos como Andreas Schjelderup e Gianluca Prestianni, um cenário particularmente valioso perante os blocos baixos que caracterizam a maioria das jornadas da Primeira Liga.
No entanto, as limitações do seu jogo são igualmente evidentes e vão exigir trabalho rigoroso de gabinete e de campo. No capítulo físico, falta-lhe densidade muscular para sustentar duelos prolongados e proteger a posse quando os adversários recorrem à imposição do corpo.
No momento sem bola, o seu contributo é ainda muito intermitente, salta na pressão em arrancadas curtas por impulso individual, mas desliga com facilidade dos equilíbrios táticos e revela pouca paciência para fechar linhas de passe, deixando zonas descobertas nas suas costas.
A somar a isto, há a questão da adaptação e da maturidade competitiva. A sua experiência na Europa tem sido marcada por poucos minutos e ausência de jogos seguidos no onze, pelo que o seu papel imediato aponta para o de agitador vindo do banco, castigando adversários já desgastados. Se a equipa souber blindar as suas debilidades defensivas com uma retaguarda sólida e Marco Silva lhe der o tempo necessário para maturar a tomada de decisão, Claudio Echeverri tem argumentos para transformar o ataque encarnado e afirmar-se como uma das figuras do campeonato.
O Grémio de Luís Castro é a última equipa a confirmar o apuramento para as meias-finais da Taça do Brasil. ‘Grenal’ ditou apuramento.
Foi num sempre aguardado ‘Grenal’, o Dérbi de Porto Alegre entre Grémio e Internacional, que a equipa de Luís Castro se apurou para as meias-finais da Taça do Brasil. Depois do 0-0 na primeira mão, vitória por 3-1 da equipa da casa.
O jogo foi protagonizado por dois antigos jogadores do Benfica. Carlos Vinícius (14′ e 22′) e Filip Krovinovic (68′) marcaram os golos de uma vitória amenizada por Vitinho (79′).
O GRÊMIO É COPEROOOOO!!! 🏆🇪🇪 #Grêmio 3×1 Internacional Noite de Copa, casa cheia e vaga na semifinal carimbada. Dominamos o jogo do início ao fim e, com apoio da Maior do Sul, avançamos para a próxima fase da #CopaDoBrasil2026. Carlos Vinícius (2x) e Krovinović balançaram as… pic.twitter.com/9nKCnbhnk0
Carlo Ancelotti falou sobre o regresso de José Mourinho ao Real Madrid. Selecionador do Brasil elogia o treinador português.
Carlo Ancelotti fez uma visita ao Real Madrid e prestou declarações aos meios de comunicação oficiais do clube, onde abordou o regresso de José Mourinho. O antigo treinador dos merengues, que é atualmente o selecionador do Brasil, mostrou-se feliz:
«Tenho boa relação com ele. Trocamos ideias. Estou contente por estar aqui, pode aproveitar este grande clube, que ele conhece muito bem. Vai fazer muito bom trabalho. O José é um grande treinador, estou convencido que vai fazer muito bom trabalho».
«Começou muito bem, com alguma dificuldade no primeiro jogo, mas aos poucos a equipa foi jogando melhor e o segundo foi grande jogo. Vêm aí jogos importantes e a equipa está preparada. Há novos reforços que vão dar muito à equipa. Acho que vai ser uma grande temporada para o Real Madrid», referiu ainda Carlo Ancelotti.
Há cerca de uma semana e meia, João Palhinha foi finalmente oficializado como reforço do Benfica. Chegava ao fim uma verdadeira telenovela. Daquelas que enchem manchetes de jornais, programas televisivos, horas e horas de emissão, minutos e minutos de debate, e praticamente todos os segundos do dia a dia jornalístico e televisivo em Portugal.
Uma telenovela que, pelo caminho, se foi alimentando de todos os problemas de Palhinha. Alguns relevantes, outros nem por isso. E que encontrou também nas redes sociais terreno fértil para crescer. Durante semanas, parecia que tudo o que se discutia era João Palhinha. O salário, o custo da operação, os encargos para o Benfica, as condições do negócio. Até surgiram, em jeito de brincadeira, publicações a calcular quanto custaria Palhinha aos cofres da Luz por levar marmitas para casa ou por outras despesas absolutamente insignificantes.
E agora que está oficialmente no Benfica, fica a pergunta que realmente importa: afinal, qual é o pequeno-almoço de João Palhinha? Come ovos com fiambre ou prefere ovos com queijo? É que, se vamos calcular todos os custos, mais vale irmos até ao fim.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
A pergunta é absurda. E é precisamente por isso que serve o propósito desta crónica.
Isto não é uma crítica a João Palhinha. Nem sequer é, verdadeiramente, uma crítica à transferência. É uma crítica à forma como fazemos jornalismo desportivo e à dimensão que damos a determinados assuntos. É uma reflexão sobre um sensacionalismo que, muitas vezes, transforma o acessório em essencial e acaba por nos afastar daquilo que deveria estar no centro de tudo: o futebol. É certo que qualquer adepto quer conhecer melhor as contratações do seu clube. Quer saber quanto custam, quanto vão ganhar, de onde vêm, que percurso fizeram e o que podem acrescentar à equipa. A chamada silly season e o mercado de transferências são, por isso, terreno fértil para jornais, televisões, redes sociais e plataformas digitais. Geram cliques, audiências, publicidade e horas de conteúdo.
Mas talvez devêssemos, de vez em quando, colocar a mão na consciência e perguntar: será que é isto que realmente nos interessa? Será que, depois de jantar, um adepto de futebol que quer simplesmente sentar-se no sofá e acompanhar um programa desportivo precisa de passar mais vinte minutos a ouvir se João Palhinha come ovos com fiambre ou ovos com queijo? Será que esse pormenor lhe permite perceber se a contratação é boa? Ou será que seria mais interessante discutir o que Palhinha pode oferecer ao Benfica, como pode encaixar no sistema, que problemas pode resolver, que características acrescenta ao meio-campo e de que forma pode alterar a dinâmica da equipa?
Talvez o problema esteja precisamente aqui: perdemos demasiado tempo a falar sobre tudo aquilo que rodeia o futebol e cada vez menos tempo a falar sobre o futebol.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
E a responsabilidade não é apenas dos jornalistas. É de todos. Dos adeptos que consomem, dos clubes que alimentam determinadas narrativas, dos comentadores que lhes dão palco, dos jornalistas que as transformam em conteúdo e das plataformas que recompensam tudo aquilo que gera mais cliques e mais indignação.
Porque quando alimentamos constantemente este tipo de narrativa, ela deixa de ficar confinada ao mercado de transferências. Chega às conferências de imprensa. E hoje, demasiadas vezes, um treinador entra numa sala de imprensa preparado para falar de futebol e acaba a responder durante vinte minutos sobre uma polémica criada por um jornal, uma publicação nas redes sociais ou uma declaração de um comentador.
O jogo passa para segundo plano. A polémica passa para primeiro.
E talvez seja este um dos pequenos grandes problemas do estado atual do futebol: já não discutimos apenas quem joga, como joga ou porque joga. Discutimos tudo aquilo que acontece à volta do jogo. E quanto mais nos afastamos do relvado, mais espaço damos ao ruído.
No fim, João Palhinha continuará a ser João Palhinha independentemente do que come ao pequeno-almoço. O que deveria realmente interessar-nos é aquilo que fará quando entrar em campo.
Porque, se chegámos ao ponto em que o debate sobre uma contratação se resume a saber o que um jogador põe no prato de manhã, talvez esteja na altura de perguntarmos se ainda estamos a falar de futebol.
Ou se estamos apenas a falar do pequeno-almoço de João Palhinha.