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MotoGP Catalunha: Fabio Di Giannantonio vence corrida com duas bandeiras vermelhas

A CORRIDA: PROVA MUITO ATRIBULADA EM BARCELONA SORRIU AO ITALIANO FABIO DI GIANNANTONIO, COM A SORTE A NÃO QUERER NADA COM PEDRO ACOSTA

Fabio Di Giannantonio foi o vencedor do Grande Prémio da Catalunha de MotoGP, numa corrida muito acidentada, marcada por duas bandeiras vermelhas, uma por um grave acidente de Álex Márquez e outra por um acidente que lesionou Johann Zarco. Diggia venceu a terceira mini-corrida (12 voltas) para vencer um Grande Prémio pela primeira vez desde 2023, com a VR46 a regressar às vitórias depois de também não o fazer desde 2023.

A primeira bandeira vermelha aconteceu a caminho da curva 10, quando a KTM de Pedro Acosta, que liderava a corrida e era seguida de perto por Álex Márquez, avariou, com a diferença de velocidades entre os dois pilotos a fazer com que houvesse uma colisão e que Álex fosse para a relva sem controlo, caindo depois, mas evitando felizmente o muro ou ser atingido pela moto. A queda de Márquez, contudo, não deixou de ser violenta, o piloto foi levado ao hospital e a corrida foi interrompida meia hora. De resto, um pneu da moto de Márquez que atravessou a pista provocou a queda de Di Giannantonio e os detritos ainda apanharam Zarco e Raúl Fernández.

Di Giannantonio e Acosta (que foi levado à box com a ajuda de Brad Binder primeiro e depois Jack Miller e Toprak Razgatlioglu) recomeçaram a prova, que foi novamente interrompida com bandeira vermelha a seguir ao arranque, com Zarco a falhar o ponto de travagem e a bater na traseira de Luca Marini, provocando a queda de ambos, com Zarco a embater na Ducati de Pecco Bagnaia, que também caiu, provocando mais dores ao piloto francês, que foi ao centro médico.

No recomeço e com a corrida a não ser novamente interrompida, Acosta voltou a manter a liderança, mas estava a ser pressionado por Jorge Martín e Raúl Fernández, até que o piloto da Trackhouse cometeu um erro na curva 4, derrubando Martín e levando-se a si próprio também para fora de pista. Martín tinha uma excelente oportunidade para se aproximar de Marco Bezzecchi e acaba provisoriamente a 13 pontos do italiano, que teve muitas dificuldades ao longo do fim de semana.

Mir não estava a conseguir ultrapassar Acosta (a velocidade em linha reta da Honda não é famosa), mas o piloto da KTM não conseguia fugir. Quando Di Giannantonio ultrapassou Mir, a pressão foi diferente e o espanhol perdeu mesmo a liderança na antepenúltima volta, no gancho da curva 10, escapando depois para vencer. Acosta ainda perderia lugares para Mir e para Fermín Aldeguer no início da última volta, com Acosta a nem terminar a corrida, ao ser derrubado por Ai Ogura na última curva.

O japonês recebeu uma penalização de três segundos pelo incidente, terminando assim provisoriamente. Pecco Bagnaia terminou em quarto, apesar de ter sido apanhado no incidente da segunda bandeira vermelha, à frente de Bezzecchi, Fabio Quartararo, Luca Marini, Brad Binder (que começou a corrida no pitlane devido a um problema na moto), Ogura, Diogo Moreira, Álex Rins, Franco Morbidelli, Maverick Viñales, Jack Miller e Toprak Razgatlioglu a fechar os lugares pontuáveis, por diante de Raúl e Augusto Fernández.

Resta dizer que, para além da penalização de Ogura, Joan Mir e Pecco Bagnaia estão a ser investigados por uma possível infração na pressão dos pneus (para além de Razgatlioglu, Raúl Fernández, Rins e Miller), o que quer dizer que Bezzecchi ainda pode terminar num lugar de pódio.

PILOTO DO DIA

Pedro Acosta (KTM) – O espanhol ainda não venceu um Grande Prémio com a KTM (e talvez nunca o vá fazer), mas fez muita coisa bem nesta corrida (que teve muitos desafios) e só não a venceu porque não tinha ritmo para ganhar distância para os rivais. Teve sorte pelo facto de a avaria não ter terminado com a sua corrida, mas depois acaba a perder a vitória, depois o pódio e depois os pontos (na última curva).

DESILUSÃO DO DIA

Raúl Fernández (Trackhouse) – Estava a ter o fim de semana mais limpinho entre os pilotos da Aprilia, mas borrou completamente a pintura (na minha perspetiva, embora não tenha sido penalizado) com o acidente que derruba Jorge Martín, motivando até uma visita zangada de Massimo Rivola à box da Trackhouse. Um piloto da Aprilia a interferir numa luta pelo título entre dois pilotos da Aprilia é algo que certamente ninguém dentro daquela estrutura queria.

José Mourinho em tom de despedida: treinador vai ao Seixal esta segunda-feira

José Mourinho vai rumar ao Real Madrid, mas durante esta segunda-feira o técnico estará presente no Seixal.

José Mourinho prepara-se para rumar ao Real Madrid, vivendo os seus últimos dias como treinador do Benfica. De acordo com o Record, o técnico vai estar esta segunda-feira no Seixal, de maneira a começar a despedir-se dos funcionários do emblema encarnado.

O setubalense já tinha passado durante o domingo pelo centro de treinos do Benfica, preparando-se para viajar para Espanha na próxima semana, de modo a suceder a Álvaro Arbeloa, que ainda vai orientar o último jogo dos merengues na última edição da La Liga.

O Benfica não tem nada para disputar esta temporada, com alguns jogadores a sonharem ainda com uma presença no Mundial 2026. José Mourinho chegou ao Benfica em setembro de 2025 para suceder a Bruno Lage. O emblema encarnado terminou a Primeira Liga em terceiro lugar.

Henrikh Mkhitaryan em dúvida sobre futuro

O médio Henrikh Mkhitaryan admite que ainda não tomou uma decisão sobre a continuidade no Inter ou a retirada do futebol.

O futuro de Henrikh Mkhitaryan no Inter de Milão permanece incerto. O médio internacional arménio confirmou que ainda não definiu o que vai fazer após o final da temporada e que há dois cenários em cima da mesa: a renovação ou o final da carreira como futebolista:

«Ainda não decidi o que vou fazer no futuro; vou falar com o clube e, depois, decidirei se vou continuar ou se me vou retirar do futebol», afirmou.

As duas partes deverão sentar-se à mesa no final da temporada para discutir o assunto. Por agora, tudo aponta para que a palavra final pertença ao próprio Henrikh Mkhitaryan, que tem quatro golos e duas assistências em 38 jogos pelo Inter Milão nesta temporada.

Fabrizio Romano garante: José Mourinho é o novo treinador do Real Madrid

José Mourinho vai ser anunciado em breve como novo treinador do Real Madrid, com contrato válido por duas temporadas.

De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, José Mourinho vai ser o novo treinador do Real Madrid, assinando um contrato válido por duas temporadas. O técnico prepara-se para rumar a Espanha depois da última jornada da La Liga, regressando a um emblema que bem conhece.

O técnico vai assim desligar-se do Benfica, onde chegou em setembro de 2025, depois de ter finalizado a Primeira Liga na terceira posição. José Mourinho sucede a Álvaro Arbeloa na liderança dos blancos, com o antigo lateral direito a ainda estar no banco contra o Athletic.

José Mourinho tem 63 anos e volta ao clube onde esteve entre 2010 e 2013, conquistando uma La Liga, uma Taça do Rei e uma Supertaça de Espanha. Em 2025/26 conseguiu 29 vitórias, 12 empates e 10 derrotas.

Bruno Fernandes e as 20 assistências na Premier League: «Estou muito grato»

Bruno Fernandes chegou às 20 assistências, igualando as marcas de Thierry Henry e Kevin de Bruyne na Premier League.

Bruno Fernandes chegou às 20 assistências na presente edição da Premier League, igualando os registos de Thierry Henry e Kevin de Bruyne. O internacional português admitiu estar feliz e abordou o facto de poder bater mais um recorde:

«Estou muito orgulhoso. Era algo em que, à medida que nos aproximávamos, começávamos a pensar muito. O lado positivo é que isso não altera a minha forma de jogar, porque estou lá para ajudar os meus colegas de equipa. Estou muito grato por ver a reação deles. Vamos ver. Ainda tenho de criar jogadas, espero que isso aconteça. Se não acontecer, já estou muito feliz, porque nunca fiz 20 assistências. Estamos a falar do Thierry e do Kevin, dois nomes de destaque da Premier League. Estou muito grato».

O médio do Manchester United está a ser um dos destaques dos red devils. Na presente temporada leva 43 encontros disputados, com 11 golos marcados e 23 assistências.

Real Madrid: José Mourinho define primeira missão nos merengues

José Mourinho deverá trocar em breve o Benfica pelo Real Madrid. O treinador português já sabe qual vai ser a sua primeira missão nos merengues.

José Mourinho está mais próximo de ser treinador do Real Madrid, colocando um ponto final na sua ligação ao Benfica. De acordo com o Diario As, o técnico tem bem definida a sua primeira missão no Santiago Bernabéu: encontrar um líder para o balneário do conjunto merengue.

Dani Carvajal vai deixar o Real Madrid por estar em final de contrato e os blancos preparam-se para ter uma nova hierarquia, com Federico Valverde a ser o principal candidato a assumir a braçadeira de capitão, mas Vinícius Júnior, Thibaut Courtois ou Éder Militão terão uma palavra a dizer.

O objetivo de José Mourinho é pacificar o balneário do Real Madrid, que contou com vários conflitos ao longo da época, não sendo o ambiente de todo o melhor.

Benfica: revelados detalhes do contrato oferecido a José Mourinho

José Mourinho pode trocar o Benfica pelo Real Madrid, mas tem em mãos uma oferta de contrato dos encarnados.

José Mourinho tem nas suas mãos uma proposta de contrato para continuar ao serviço do Benfica e deverá tomar uma decisão em relação ao seu futuro nos próximos dias. De acordo com o jornal A Bola, o novo vínculo seria válido até 2028, com possibilidade de se estender a 2029.

A mesma fonte indica que o salário do português seria de cinco milhões de euros brutos. José Mourinho está a ser associado ao Real Madrid e pode mesmo regressar ao Santiago Bernabéu, numa fase em que os merengues se encontram em período eleitoral.

O técnico regressou ao Benfica em setembro para suceder a Bruno Lage. Terminou a época (que começou no Fenerbahçe) com 51 jogos disputados, 29 vitórias, 12 empates e 10 derrotas.

Francesco Farioli e a influência no FC Porto

No verão de 2025, chegou à invicta um treinador italiano cujo historial recente suscitava algumas dúvidas nos adeptos portistas. Ao serviço do Ajax, Francesco Farioli viu uma vantagem de nove pontos para o PSV esfumar-se em apenas cinco jornadas e o título neerlandês a fugir para os rivais de Eindhoven.

O desaire da formação de Amsterdão não apagou, ainda assim, a ascensão vertiginosa do jovem treinador, que contava com passagens pelo futebol turco e pelo Nice. Depois da aposta falhada em Martin Anselmi, André Villas-Boas voltou a apostar num técnico jovem, desta vez com mais foco no domínio da posse de bola, na construção de jogo paciente e na ocupação racional dos espaços.

Francesco Farioli FC Porto
Fonte: Mário Pinto / Bola na Rede

As ideias defensivas de Farioli não foram propriamente disruptivas para a equipa da invicta, mas a maneira como foram aplicadas pelos elementos em campo foi notável. Uma boa coordenação e elevada intensidade logo após a perda da bola permitiram ao FC Porto recuperar o esférico ainda em posição alta no terreno e foram fatores cruciais para o registo de defesa menos batida da Primeira Liga.

O regresso ao 4-3-3, esquema tático de boa memória para os dragões, voltou a transformar os “alas” em defesas laterais e a puxar o médio mais recuado para perto dos centrais, possibilitando uma saída de jogo bem apoiada. No meio-campo adversário, foi frequente a chegada dos laterais a espaços mais interiores, ajudando a criar superioridade numérica e arrastando marcações para possibilitar situações de um para um por parte dos extremos.

Por sua vez, os extremos jogam abertos, obrigando a linha defensiva adversária a abrir. Os médios interiores (com Froholdt como figura em nítido destaque), variam entre receber a bola entre linhas ou atacar a última linha defensiva, de forma a criar espaços ou receber para finalizar.

Na altura da sua lesão, Samu aproximava-se cada vez mais do estilo de jogo pretendido por Farioli para o seu camisola nove. O ponta-de-lança espanhol desenvolveu capacidade de jogar de costas para a baliza e proteger o esférico para depois rodar sobre o seu marcador ou passar. Com Samu e De Jong afastados, Farioli teve o mérito de agarrar a liderança do campeonato, mesmo com os novos donos da posição de ponta-de-lança a não demonstrarem o mesmo nível exibicional.

A influência de Roberto de Zerbi, com quem trabalhou no Benevento e no Sassuolo, está bem vincada nas ideias de Farioli que parece ter conseguido criar uma versão pragmática do futebol praticado pelo seu mentor e compatriota. De uma forma geral, o FC Porto aplicou menos bolas diretas (tanto cruzamentos como bolas longas vindas da defesa), transições ofensivas menos sôfregas e mais criteriosas e, acima de tudo, um esforço contínuo para desposicionar a defesa e aplicar o passe disruptivo apenas no momento certo.

Formado em filosofia, Farioli teve um impacto que ultrapassou o futebol propriamente dito. O aspeto mental foi muito bem trabalhado ao longo da época e uma resiliência acima da média por parte dos jogadores transformou muitas vezes exibições mais fracas em três pontos. A capacidade lidar com o inesperado e de comunicar as soluções encontradas aos seus jogadores são características realçadas por todos os que já trabalharam com o técnico campeão nacional.

Terminada a temporada 2025/26 para os dragões, espera-se um bom entendimento entre Farioli e a direção portista no que toca aos reforços para a próxima temporada. As ideias táticas deverão manter-se, mas o ataque ao bicampeonato e a uma boa prestação na Champions League dependerá muito da construção do plantel, que apresentou algumas lacunas na época que agora finda (principalmente quando as lesões começaram a surgir).

Anatoliy Trubin e a continuidade do Benfica: «Gosto muito de cá estar»

Antoliy Trubin é o titular da baliza do Benfica e admitiu que gostaria de continuar na Luz na próxima temporada.

Anatoliy Trubin foi questionado no aeroporto em relação a uma continuidade no Benfica. O guarda-redes ucraniano teceu breves declarações, não prometendo ficar, mas admitindo que gostaria de manter-se na Luz:

«Vai ficar? Sim. Pode prometer que fica? Veremos. Quer ficar? Sim. Gosta de cá estar? Claro, gosto muito», afirmou em declarações à SIC.

O jogador de 24 anos chegou ao Benfica em 2023 e tem contrato até 2028, com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros. Terminou esta época com 50 jogos disputados, um golo e 57 tentos sofridos.

Um nulo de Primeira | Académico Viseu 0-0 Sporting B

O futebol tem destas ironias deliciosas: há empates sem história e há empates que ficam gravados para sempre na memória de uma cidade. O nulo entre Académico de Viseu FC e o Sporting CP B pertence claramente à segunda categoria. Porque o resultado dizia 0-0, mas o jogo contou muito mais do que isso.

O Académico entrou nervoso, sim — seria impossível não entrar. A subida à Primeira Divisão estava ali, a noventa minutos de distância, perante um Fontelo carregado de ansiedade e esperança. Mas, à medida que o encontro avançava, percebeu-se quem estava verdadeiramente mais perto de transformar aquele empate em vitória.

Foi o Académico quem teve mais intenção. Mais presença ofensiva. Mais vontade de resolver sem depender do relógio. A equipa viseense jogou quase sempre com o coração encostado à baliza leonina, empurrada por uma bancada que sentia cada lance como decisivo. Faltou talvez a serenidade do último toque, aquela calma que só aparece quando o medo de falhar desaparece. E numa tarde como aquela, ninguém estava verdadeiramente tranquilo.

O Sporting B teve qualidade na circulação, como quase sempre têm as equipas jovens do Sporting, mas viveu muito mais de transições do que de domínio. Ainda assim, o futebol gosta de provocar sustos até ao fim. E os leões quase congelaram o Fontelo perto do minuto noventa, em duas oportunidades que fizeram parar corações nas bancadas. Durante segundos, Viseu viu o sonho vacilar.

Contudo, talvez uma subida tivesse mesmo de ser assim: sofrida até ao último instante. Porque as conquistas que ficam são quase sempre aquelas que obrigam uma cidade inteira a prender a respiração.

Quando o árbitro apitou para o fim, percebeu-se que o Académico tinha feito mais do que segurar um resultado. Fez valer uma época inteira de consistência, resistência e ambição. O empate acabou por premiar a equipa que mais procurou vencer, mesmo sem conseguir marcar.

E há algo simbolicamente bonito nisso. O Académico subiu sem euforia artificial, sem espetáculo exagerado, mas com a maturidade de quem percebeu exatamente o que era preciso fazer para regressar ao lugar onde acredita pertencer. A Primeira Divisão deixou de ser uma memória distante contada pelos mais velhos. Voltou a ser realidade.

O 0-0 pode parecer pouco para quem olha apenas para o marcador. Para Viseu, significou tudo.

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Só isso, disse que a primeira parte foi tão bem conseguida. O que tentou transmitir à equipa ao intervalo? E como é que se sentiu a equipa perante também este resultado algo perigoso perante a vantagem do Torreense frente ao Vizela?

Sérgio Fonseca: Sim, nós, ao intervalo, corrigimos ali algumas situações no meio defensivo. Não estávamos a acertar. Estávamos a precipitar, a saltar na pressão quando íamos fazer e estávamos a fazer alguma intranquilidade. O que nós pretendemos foi corrigir esses momentos e depois, como disse, o Jogo vai desenrolando sem aquela incerteza. Um marcador traz alguma ansiedade, algum nervosismo? Acho que depois acabamos por fazer bem as coisas até ao final de jogo.

Nenhum responsável do Sporting B prestou declarações na sala de imprensa.