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Rui Borges reafirma ambição e orgulho após eliminação da Champions League: «Não pode existir frustração nenhuma»

Rui Borges analisou a eliminação do Sporting da Champions League. Técnico falou em orgulho e ambição depois do empate.

Rui Borges esteve presente em conferência de imprensa após o Sporting ser eliminado pelo Arsenal nos quartos de final da Champions League. O treinador leonino reforçou a ambição leonina em campo e negou frustração.

«Mais ambicioso no jogo? Fomos muito ambiciosos nos dois jogos, com as melhores oportunidades. Mostra a qualidade individual e coletiva. Ambição não faltou. Próximos jogos? Agora pensamos no próximo, é o Benfica. Recuperar, respirar e pensar com calma. O Benfica está mais fresco porque joga de semana a semana. A energia dos adeptos será importante, faço o apelo para estarem ao nível a quem têm estado, para defrontar o Benfica».

«Frustração? Não pode existir frustração nenhuma. Tem de existir orgulho pelo que foram capazes de fazer contra uma das melhores equipas da Europa. Recuperar e ficar prontos para o próximo jogo. Se queremos estar entre os melhores da Europa, temos de perceber que esta energia é de três em três dias. Não podemos baixar o nosso nível, tem de ser este o nível. Tem de servir de motivação, de orgulho, nunca de frustração. A exigência individual e uns com os outros tem de estar lá. É isso que queremos e temos de demonstrar».

toda a conferência de Rui Borges.

Mikel Arteta explica saída precoce de Viktor Gyokeres e garante: «Temos de ser melhores do que o adversário e conseguimo-lo durante grandes períodos do jogo»

Mikel Arteta analisou o desfecho do Arsenal x Sporting. Gunners foram eliminados pelos leões na Champions League.

Mikel Arteta reagiu à qualificação sobre o Sporting, após o empate por 0-0 na segunda mão dos quartos de final da Champions League. No final do encontro, o técnico do Arsenal começou por dizer o seguinte:

«A minha mensagem para os jogadores foi de agradecimento pelo esforço e compromisso que demonstraram. Há muito trabalho por trás. Fizemos algo que nunca tinha sido feito, em 140 anos do nosso clube. Isso mostra a dificuldade do que conseguimos. Agora vamos ter duas noites mágicas, uma em Madrid e outra aqui, contra o Atlético, nas meias-finais».

«Ver a forma como corriam para trás quando perdíamos a bola é incrível. Eu sei o que fazem os meus jogadores e é por isso que somos a única equipa inglesa na competição. Porque esta prova e um calendário assim exigem muito de nós. Não somos perfeitos, mas temos de valorizar o que estes jogadores fizeram porque eles merecem».

«Temos de ser melhores do que o adversário e conseguimo-lo durante grandes períodos do jogo. Falhámos na finalização, mas fizemos muitas coisas bem. Nesta fase, o importante é a forma como competimos para ganhar títulos. É isso que vai definir o nosso momento».

«Chegar às meias-finais da Champions é um grande incentivo. É muito difícil, eu sei como o conseguimos e merecemos inteiramente. Agora vamos saborear».

«Saída de Viktor Gyokeres? O jogo estava a pedir outra coisa, outro perfil de avançado, que se associasse mais, segurasse a bola, porque não havia espaço para correr. E o Kai Havertz dá-nos isso e deu-nos muita consistência».

Paulinho volta a dar show e Toluca goleia Los Angeles Galaxy e está nas meias-finais da Champions League CONCACAF

O Toluca está nas meias-finais da Champions League CONCACAF. Nova vitória sobre os Los Angeles Galaxy contou com bis de Paulinho.

Mais um jogo para lembrar mais tarde de Paulinho e mais uma vitória contundente do Toluca, que segue para as meias-finais da Champions League CONCACAF. Depois do 4-2 na primeira mão, na visita aos EUA os mexicanos venceram o Los Angeles Galaxy por 3-0 e confirmaram um apuramento que nunca esteve em questão.

Jesús Gallardo (10′) adiantou o Toluca na partida e, na segunda parte, apareceu Paulinho. O avançado internacional português bisou (58′ e 64′) e confirmou a vitória mexicana com goleada.

Com o apuramento, o Toluca está nas meias-finais da Champions League CONCACAF. Aí, nova deslocação a Los Angeles, desta vez para defrontar os LAFC que eliminaram o Cruz Azul com um agregado de 4-1.

Botafogo vence Racing Club nos descontos na Taça Sul-Americana e soma 1ª vitória com Franclim Carvalho

O Botafogo somou a primeira vitória com Franclim Carvalho ao comando. Triunfo na Argentina diante do Racing surgiu nos descontos.

Foi nos descontos que o Botafogo venceu o Racing Club e somou a primeira vitória nesta edição da Taça Sul-Americana e o primeiro triunfo, após dois empates, com Franclim Carvalho no comando técnico. Na Argentina, vitória dos brasileiros por 3-2.

Santiago Sosa (4′) adiantou o Racing Club no jogo, mas Arthur Cabral (23′) e Júnior Santos (41′) carimbaram a reviravolta. Adrian Martínez (64′) ainda empatou, mas, nos descontos, Danilo (90+3′) foi herói e marcou o golo da vitória.

Com este resultado, o Botafogo assume a liderança do Grupo E da Taça Sul-Americana com quatro pontos, os mesmos do Caracas. O Racing Club é terceiro colocado com três pontos conquistados.

Cruzeiro de Artur Jorge perde nos descontos na receção à Universidad Católica e sofre 1ª derrota nesta edição da Taça Libertadores

A Universidad Católica foi ao Brasil vencer o Cruzeiro de Artur Jorge. Encontro da segunda jornada da fase de grupos da Taça Libertadores.

A Universidad Católica derrotou o Cruzeiro de Artur Jorge na segunda jornada da fase de grupos da Taça Libertadores. Em solo brasileiro, triunfo do conjunto chileno por 2-1.

Justo Giani (29′) adiantou os visitantes na partida, mas Matheus Pereira (60′), de grande penalidade, empatou o encontro. Quando todos pensavam que o jogo estava prestes do fim, Jimmy Martínez (90+4′) mandou um balde de água fria para o conjunto liderado pelo treinador português.

Primeira vitória da Universidad Católica nesta edição da Taça Libertadores. Com este resultado, chilenos e brasileiros somam três pontos no Grupo D da prova, em segundo e terceiro lugar, atrás do líder Boca Juniors, próximo adversário do Cruzeiro na prova. O jogo, recorde-se, seguiu-se à renovação de contrato de Artur Jorge com o clube.

Francisco Trincão já olha em frente: «Como a minha mãe costuma dizer, o futebol é mesmo assim e daqui a 3 dias temos outro jogo»

Francisco Trincão analisou o desfecho do Arsenal x Sporting. Leões foram eliminados pelos Gunners na Champions League.

Francisco Trincão reagiu à eliminação do Sporting, após o empate por 0-0 na segunda mão dos quartos de final da Champions League. No final do encontro, o jogador dos leões começou por dizer o seguinte:

«Estamos felizes, mas claro que queríamos mais. Ao longo dos dois jogos percebemos que podíamos ser capazes. Tivemos oportunidades, dividimos o jogo. Podia ter dado tanto para um lado como para o outro. Temos de estar orgulhosos por termos chegado aqui. Infelizmente não conseguimos vencer, e temos de pensar no próximo jogo. Como a minha mãe costuma dizer, o futebol é mesmo assim e daqui a três dias temos outro jogo e já temos de pensar nisso».

«Pena pelo resultado, mas estou feliz pelos 200 jogos pelo meu clube».

«Campeonato? Estamos aqui para lutar até ao fim e vamos acreditar que é possível sermos campeões».

Morten Hjulmand admite poucas oportunidades e analisa: «Diria que foi um jogo aborrecido»

Morten Hjulmand analisou o desfecho do Arsenal x Sporting. Leões foram eliminados pelos Gunners na Champions League.

Morten Hjulmand reagiu à eliminação do Sporting, após o empate por 0-0 na segunda mão dos quartos de final da Champions League. No final do encontro, à CBS Sports, o jogador dos leões começou por dizer o seguinte:

«O impacto do primeiro jogo, que perdemos, tornou mais difícil vir ao Emirates ganhar. Especialmente, porque não perdemos muitas vezes em casa. Sabíamos que seria difícil. Foi um jogo com baixa intensidade, sem ritmo, zero golos. Diria que foi aborrecido».

«O jogo teve muitas paragens e por isso não conseguimos impor o ritmo que queríamos. As bolas paradas deles demoraram sempre muito tempo. Se fosse um adepto a ver de fora, acharia aborrecido. Um 0-0 a somar ao 1-0 da primeira mão não é a forma como o Sporting gosta de se exibir».

«Queremos marcar golos, criar oportunidades, e não o conseguimos fazer aqui. Não criámos o suficiente para vencer o jogo, para ser honesto».

Declan Rice elogia Sporting: «É uma equipa muito boa e mostrou ter jogadores realmente muito bons»

Declan Rice analisou o desfecho do Arsenal x Sporting. Leões foram eliminados pelos Gunners na Champions League.

Declan Rice reagiu à passagem do Arsenal sobre o Sporting, após o empate por 0-0 na segunda mão dos quartos de final da Champions League. No final do encontro, o jogador dos gunners começou por elogiar o adversário.

«É uma equipa muito boa. Nas duas mãos mostrou ter jogadores realmente muito bons. Felizmente, fomos muito bons defensivamente e o Kai Havertz teve um grande momento no primeiro jogo e decidiu a eliminatória, estamos felizes pois vencemos um grande adversário».

«Acertaram no poste, nós também. Mesmo na primeira mão houve ocasiões, poucas coisas distinguiram as duas equipas, mas é uma grande noite para nós».

«Manchester City? Temos de continuar muito fortes e acreditar».  

Arsenal x Sporting | A melhor campanha de sempre do Leão na Champions League

Rui Borges disse que o Sporting merecia pelo menos o prolongamento, e com razão. Face ao que aconteceu nos dois jogos, o Sporting podia muito bem estar nas meias-finais e ter prolongado a sua melhor participação de sempre na Champions League. No fundo, na grande maioria da eliminatória, pode argumentar-se que o Sporting foi melhor defensivamente – impecáveis na organização defensiva sem permitir muitas grandes oportunidades – e ofensivamente – tiveram porventura as melhores chances do global das duas mãos.

«A palavra orgulho é a certa. Os jogadores, pelo que fizeram nos dois jogos, mereciam mais. Merecíamos pelo menos o prolongamento. As melhores oportunidades são do Sporting. Foi fantástico o carácter da equipa. A palavra orgulho é certa. Qualidade que a equipa tem demonstrado em toda a época, não só hoje. Com mais impacto porque foi na Champions, mas também somos os melhores», foram estas as primeiras palavras de Rui Borges em conferência de imprensa após confirmar-se a eliminação diante do Arsenal no Emirates.

Com desvantagem de uma bola na eliminatória, Rui Borges montou uma estratégia ofensiva com o objetivo de instalar o grupo no meio-campo adversário e «arranjar o momento certo» para entrar no bloco do Arsenal, com prioridade em ataques mais demorados do que rápidos. Além disso, a ideia passou também por «tentar puxar a pressão no lado direito para o Pote saltar a três. Era um corredor morto, porque acionando a pressão à direita, a bola não variava à esquerda». Olhando ainda ao 11 inicial, face à ausência de Iván Fresneda, o técnico dos leões apostou em Eduardo Quaresma para a lateral-direita e o defesa português voltou a mostrar que pode jogar nessa posição, assinando uma bela exibição a nível defensivo.

Se continuarmos por esta onda e falarmos agora de individualidades, jogadores como Morten Hjulmand – capitão e líder dentro de campo com a sua capacidade de ler o jogo e ser influente com e sem bola – e Maxi Araújo – pela pedalada e por ter estado ligado a duas das melhores oportunidades do Sporting (bola de Geny Catamo ao ferro e remate no início da segunda parte) – estiveram entre os destaques. Gonçalo Inácio e Ousmane Diomande saem com uma boa imagem e como dos principais motivos da incapacidade de Viktor Gyokeres em destacar-se, e João Simões quase foi herói ao empatar no final da partida. Do lado do Arsenal, há que destacar jogadores como Martín Zubimendi (gigante em campo), o capitão Declan Rice e mesmo Eberechi Eze pela primeira parte.

«Balanço? Muito positivo. De alguma forma, marcámos a história do Sporting. Olhar para as coisas de forma positiva, é o início de um sonho e de um crescimento que o Sporting tem vindo a fazer. Temos de conseguir manter o caminho e o crescimento. Tivemos a felicidade de olhar para o Sporting e para as equipas portuguesas de forma diferente. Mérito do Sporting, mas valoriza o nosso campeonato e as nossas equipas. Serviu para valorizar todos, mais ao Sporting que fez a caminhada, mas a todos nós portugueses e equipas portuguesas. Que seja um caminho crescente. Difícil, não temos as armas das grandes ligas europeias, mas conseguimos», disse também Rui Borges com uma avaliação à campanha na Champions League.

Esta campanha do Sporting na Champions League será recordada: não só por chegar aos quartos de final, mas também pela forma como conseguiu. Na fase de liga, ganhou todos os jogos que disputou em Alvalade (incluindo o campeão europeu em título, PSG), empatou na casa da Juventus e só perdeu com o Bayern Munique (chegou a estar a ganhar e só sofreu o primeiro golo aos 65’) e Nápoles, ambos os jogos fora. Na última jornada, venceu o Athletic Club por 3-2 com golo de Alisson Santos aos 90+4’ e garantiu a qualificação direta dentro do top-8. Como se não bastasse, ainda aconteceria uma reviravolta histórica nos oitavos de final com um 5-0 frente ao Bodo/Glimt em Alvalade. A melhor campanha de sempre do Sporting na Champions League.

BnR na Conferência de Imprensa

Bola na Rede: Nesta eliminatória, o Sporting dificultou muito a construção ofensiva do Arsenal e a criação de grandes oportunidades. Taticamente, como explica a solidez defensiva no seu geral e que dificuldades encontrou com bola, sobretudo contra o meio-campo adversário?

Rui Borges: Dificuldades com bola é simples. O Arsenal tem das melhores linhas defensivas da Europa, centrais fortíssimos no duelo e rápidos. Não somos fisicamente uma equipa forte em duelos, gostamos de ter bola e jogo apoiado. Não temos muito jogadores para transição. Batemo-nos com uma defesa fortíssima atleticamente, em velocidade. Era importante instalar, quebrar e ficar com bola, com ataques demorados. Não podíamos querer sempre acelerar. Queríamos instalar e arranjar o momento certo para entrar no bloco deles, mais do que a transição. Centrais rápidos e atléticos. Dois jogaços do Luis, não cansa só correr, mas levar com os duelos. São dois animais. A dificuldade foi por aí. Defensivos, não deixámos criar nada. Lá, o Odegaard levou a não termos tantos timings de pressão e criou superioridades que não nos criaram perigo. Tínhamos superioridade atrás e não tínhamos na frente. Hoje foi por aí, tentar puxar a pressão no lado direito para o Pote saltar a três. Era um corredor morto, porque acionando a pressão à direita, a bola não variava à esquerda. A variabilidade dos médios do Arsenal é tanta que em alguns momentos não dá para saltar. O Eze como 10 ficava longe, conseguiram ligar com ele, mas não criaram perigo. Equipa fantástica nesse aspeto.

Não foi possível realizar pergunta a Mikel Arteta na conferência de imprensa de pós-jogo.

Rui Borges responde ao Bola na Rede após o Arsenal x Sporting: «Era importante instalar, quebrar e ficar com bola, com ataques demorados»

Rui Borges respondeu ao Bola na Rede após o Arsenal x Sporting. Jogo terminou 0-0 e os leões foram eliminados da Champions League.

Rui Borges esteve presente em conferência de imprensa após o Sporting ter sido eliminado pelo Arsenal nos quartos de final da Champions League. O técnico dos leões respondeu ao Bola na Rede na sala de imprensa do Estádio Emirates, em Londres.

Bola na Rede: Nesta eliminatória, o Sporting dificultou muito a construção ofensiva do Arsenal e a criação de grandes oportunidades. Taticamente, como explica a solidez defensiva no seu geral e que dificuldades encontrou com bola, sobretudo contra o meio-campo adversário?

Rui Borges: Dificuldades com bola é simples. O Arsenal tem das melhores linhas defensivas da Europa, centrais fortíssimos no duelo e rápidos. Não somos fisicamente uma equipa muito forte em duelos, gostamos de ter bola e jogo apoiado. Temos em alguns vezes momentos de transição, mas não temos muito jogadores para esse momento de jogo. Batemo-nos com uma defesa fortíssima atleticamente, em velocidade. Era importante instalar, quebrar e ficar com bola, com ataques demorados. Não podíamos querer sempre acelerar. Queríamos instalar e arranjar o momento certo para entrar no bloco deles, mais do que a transição. Centrais rápidos e atléticos. Dois jogaços do Luis, não cansa só correr, mas levar com os duelos. São dois “animais”. A dificuldade foi por aí. Defensivos, não deixámos criar nada. Lá, o Odegaard levou a não termos tantos timings de pressão e criou superioridades que não nos criaram perigo, porque estávamos com a linha defensiva muito compacta, concentrada, rigorosa. Tínhamos superioridade defensiva atrás, tínhamos inferioridade defensiva na primeira etapa de construção deles. Hoje foi por aí, em termos defensivos, tentar puxar a pressão no lado direito para o Pote saltar a três. Era um corredor morto, porque acionando a pressão à direita, a bola não variava à esquerda. A variabilidade dos médios do Arsenal é tanta que em alguns momentos não dá para saltar. O homem da superioridade na primeira parte foi o Eze ficava como 10 e ficava longe, conseguiram ligar com ele, mas não criaram perigo. Equipa fantástica nesse aspeto.