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Meu caro, Gelson

Assim que tive conhecimento que uma vez mais não irias fazer parte do plantel do Sporting CP, peguei no telefone, liguei ao nosso Presidente e disse-lhe: Presidente, temos de o trazer de volta. Confie em mim. Este ano vai ser bem diferente do ano passado.”

Tenho seguido a tua evolução, tal como a maioria do mundo futebolístico, com toda a atenção e expectativa. Muitas são as vozes que tenho ouvido a ecoarem o teu nome. Muitas delas a fazerem-se ouvir com expectativas ‘menos positivas’.

Muitos são os que dizem que não passarás de um flop. Que és um jogador banal e que não consegues singrar no futebol a sério. Que nem num clube da Primeira Liga Portuguesa tens lugar a titular, que não foste mais que uma recriação de uma imprensa e de um povo faminto por ídolos. E eu questiono-me e questiono-te: o que vais fazer em relação a isso?

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Este ano vai ter de ser ‘o teu ano’, Gelson. Já ouvi histórias e já conheci atletas fantásticos, grandes talentos, tecnicistas encantados, ou criativos inacreditáveis, que depois se ficaram por clubes demasiado ‘pequenos’ para tamanhas qualidades. E, sem que se dê por isso, os anos passam e essas qualidades vão ficando escondidas, camuflando-se até ficar quase invisível aos olhos. E isto não te pode acontecer.

A tua qualidade, que é imensa, não foi camuflada nem poderá ficar invisível. Foi trazida para a superfície deste mar revolto e atribulado que é o mundo do futebol. Portanto tens a ‘obrigação’, sobretudo para contigo mesmo, de aproveitar a chance que te foi dada.

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