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No Futebol Clube do Porto, existirá a dúvida entre o 4x3x3, sem André Silva, ou no 4x4x2 (e não um 4x2x4 como muitos gostam de afirmar), com André e Soares na frente de ataque, por parte de NES. O 4x3x3 é a tática mais utilizada pelo Futebol Clube do Porto desde sempre. Contudo, com a vinda de Soares e o regresso de Brahimi, é no 4x4x2 que os dragões se sentem mais à vontade e que praticam o melhor futebol. Neste sistema, jogar com Corona e Brahimi, ou apenas com um deles, indica um comportamento completamente diferente no estilo de jogo, sobretudo na quantidade de jogadores no miolo.

Na minha opinião, caso assuma este sistema, Nuno deve preterir Corona e jogará, assim, com uma espécie de 4x4x2 losango, em que terá um trinco e dois interiores e terá depois Brahimi mais solto que, apesar de preferir descair da esquerda para o centro, estará nas costas dos dois avançados e será sempre complementado por Soares, com André Silva a jogar mais fixo na frente do ataque.

Maxi Pereira espera mais uma receção calorosa pelos adeptos encarnados Fonte:  FC Porto
Maxi Pereira espera mais uma receção calorosa pelos adeptos encarnados
Fonte: FC Porto

O problema continua a estar na lateral direita, onde, apesar de Maxi ter melhorado a sua forma, perdeu bastante intensidade com a idade e continua a apresentar um controlo da profundidade bastante deficitário, sobretudo se compararmos com o lado esquerdo de Alex Telles. Caso jogue Layun, o seu rendimento na ala direita é bastante inferior ao seu rendimento na esquerda. No entanto, continua a oferecer uma maior qualidade de jogo em termos de posse de bola, em zonas mais avançadas do terreno, comparando com Maxi. Com a forma recente do Futebol Clube do Porto, que só perdeu por uma vez nesta edição da Liga NOS 2016/17, frente ao Sporting, deverá preterir o 4x3x3 e atuar com o 4x4x2, que tem dado futebol e qualidade de jogo convincente para a massa associativa.

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Com uma defesa bastante rápida e com uma equipa maioritariamente forte fisicamente, Felipe terá a dura tarefa de fazer as dobras a Maxi Pereira, que se adivinha com problemas com bolas nas suas costas, dada a sua falta do controlo de profundidade, e com Rafa certamente a aparecer várias vezes a “esticar” o jogo.  Por outro lado, neste sistema, e caso jogue com Herrera ou André André junto a Oliver, poderemos ver Danilo a aparecer várias vezes mais adiantado a conduzir a bola, sobretudo em jogadas com poucos elementos na frente de ataque, de forma a desconcertar o posicionamento de Pizzi e deixando dois elementos em cima de Samaris, com mais espaço para jogar na frente de ataque.

Caso o Benfica pretenda ganhar, este tem que jogar um futebol rápido e intenso, a um e dois toques, jogando na expetativa, e com Samaris constantemente no apoio a Semedo, limitando o jogo de Brahimi. Rafa será também essencial, já que não permitirá grandes avanços, quer do lateral, quer de Danilo, e será essencial no apoio defensivo a Pizzi (continua a ser a sua principal lacuna), sobretudo retirando a influência no jogo portista do seu principal construtor de jogo, Óliver Torres.

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