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Jogadores Que Admiro #111 – Mario Götze

Diogo Mimoso Ferreira · 3 min

Jogadores Que Admiro #111 – Mario Götze
Foto: Germany Football Team - Die Mannschaft

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Mario Götze é um médio com características ofensivas de grande classe e elegância, que já atuou em todas as posições de ataque, sempre com a competência necessária.

Tecnicamente bastante evoluído, com uma grande visão de jogo e uma excelente qualidade de passe, Gotze foi adaptando o seu estilo de jogo, forçado devido à sua grande suscetibilidade a lesões. No seu auge entre 2010 e 2015, o seu drible veloz, sempre com a bola colada aos seus pés, era uma das suas imagens de marca, atormentando as defesas adversárias.

Em 2011 venceu o prémio de Golden Boy, sendo considerado o melhor jogador com menos de 21 anos a atuar na Europa. Gotze ficou à frente de Thiago Alcântara, que posteriormente foi seu companheiro de equipa no FC Bayern Munique, e de Eden Hazard.

Formado no Borussia Dortmund, desde cedo foi considerado umas das pérolas do clube. Estreou-se pela mão de Jurgen Klopp no Borussia, aos 17 anos. Após quatro épocas como sénior, três delas de alta qualidade, saiu para o FC Bayern Munique por cerca de 37 milhões de euros.

Gotze foi uma das peças chave no esquema tático de Guardiola nas duas primeiras épocas, tendo realizado 30 golos e 20 assistências em 93 jogos disputados. Na sua terceira e última época no clube da Baviera, o médio alemão começou a ser muito afetado por lesões, perdendo tempo de jogo. Na época 2016/2017, voltou ao Borussia Dortmund, com o negócio a rondar os 22 milhões de euros, mas as lesões não o abandonaram.

Pouco depois do início de 2017, foi detetado um distúrbio metabólico, que estaria na origem das suas lesões, e que era a causa das inconsistentes prestações em campo. Iniciou logo tratamento e regressou na época 2017/18. Gotze foi perdendo espaço no plantel, e, quanto ao seu futuro, ainda não há certezas. O jogador alemão está vinculado ao Borussia Dortmund até ao final da presente época. Aos 27 anos de idade, já é praticamente impossível atingir o nível que se projetava. Mesmo assim, conta com um palmarés riquíssimo.

Fonte: BVB Dortmund

Ao serviço do Borussia Dortmund foi bicampeão alemão (2010/11 e 2011/12), sendo essencial neste regresso do Dortmund aos títulos. Venceu a Taça da Alemanha na época 2011/12 e em 2016/17, quando regressou ao seu clube de formação. Na época decorrente já conquistou a única supertaça alemã que consta no seu currículo. Na época em 2012/13, a última da sua primeira passagem pela equipa de Dortmund, fez 16 golos e 20 assistências em 44 partidas oficiais, tendo desempenhado um papel vital na caminhada do seu clube até à final do Liga dos Campões, que perdeu para o FC Bayern Munique.

No FC Bayern Munique foi aposta de Guardiola, e representou os “Bávaros” durante três temporadas. Alcançou por três vezes consecutivas o título do Campeonato Alemão (2013/14, 2014/15 e 2015/16) e venceu por mais duas ocasiões a Taça da Alemanha (2013/14 e 2015/16). Ao nível de competições internacionais, na sua época de estreia pela equipa da Baviera, ganhou a Supertaça Europeia e o Campeonato do Mundo de Clubes.

Ao serviço da seleção alemã, venceu o Campeonato de Europa de sub-17, na qual foi considerado o melhor jogador da competição. Em 2014, foi campeão do Mundo, fazendo o golo decisivo da “Mannschaft” na final, frente à seleção da Argentina. Nesse jogo, ficou célebre a frase que o selecionador alemão, Joachim Low, dirigiu a Gotze antes do jogador entrar em campo: “Vais entrar e vais provar que és melhor que o Messi.”.

Mario Gotze é um jogador que serve de exemplo. No futebol, não é suficiente apenas ter técnica. Existe um conjunto de fatores que condicionam a carreira de um futebolista. Era visto como uma das maiores promessas do futebol alemão e mundial, daqueles que marcam gerações, mas nunca atingiu o nível exibicional esperado. Para a história, fica um jogador com vários e importantes títulos, e que ainda poderá vir a ampliar a sua sala de troféus. Ficará sempre na história do futebol Mundial pelo célebre golo marcado à Argentina aos 113’ minutos no final do Mundial de 2014, no mítico estádio Maracanã.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Mimoso Ferreira

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