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Numa altura em que o futebol alemão atravessava dura e intensiva fase de reestruturação (para “hoje” chegar aos resultados que todos conhecemos), havia um destaque nos relvados da Bundesliga e no seio da mannschaft. Não era um destaque cintilante. Era um destaque de força, liderança e fiabilidade.

Michael Ballack não era um prodígio de técnica. Era dotado, sim, e aprendeu desde cedo a viver com a responsabilidade de liderar uma geração alemã que andou arredada dos títulos e longe do poderio que detém atualmente. Tornou-se o líder jovem de um Leverkusen que atingiu a final da Liga dos Campeões em 2002 e mais tarde do Bayern de Munique.

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Depois, o pontapé-canhão. Quantos e quantos golos marcou assim! O melhor? O do Europeu de 2004, na minha opinião, em Alvalade, frente à República Checa. No Bayern de Munique resolveu jogos à custa do seu remate potente e teleguiado.

Chegou ao Chelsea em 2006, numa fase já menos prolífica da sua carreira. Ainda assim, foi quase sempre indiscutível, e juntou Inglaterra a um currículo por si só já bem recheado.

: Ballack foi um líder em campo, que nunca atingiu a glória com a seleção alemã Fonte: footballparadise.org
: Ballack foi um líder em campo, que nunca atingiu a glória com a seleção alemã
Fonte: footballparadise.org

Ballack definiu-se como um panzer, injustiçado pelos deuses do futebol. Um jogador de top mundial, que nunca atingiu a glória europeia, quer por clubes, quer por seleções. Esteve perto, tão perto. Ainda jogou o Mundial 2006 em casa (ainda que condicionado por uma lesão), mas tombou na meia-final com uma squadra azzurra que viria a sagrar-se campeã do torneio.

Em Viena, “morreu na praia” frente à primeira grande Espanha. Os títulos de elite fugiram-lhe pelos dedos, mas na ideia fica o modelo de um líder. Um relógio alemão, que pautava jogo com a mesma facilidade com que o destruía. A Alemanha renasceu, venceu e tem os melhores. Mas, se vasculharmos bem, não encontramos um 13 como Michael Ballack.