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Conor Gallagher

Olheiro BnR | Conor Gallagher, o futuro do Chelsea FC

Os erros também acontecem para aprendermos com eles. Depois de tantos anos a não apostar nos jovens, o Chelsea FC tem, cada vez mais, um plantel constituído por jogadores da formação. Em Cobham, a academia dos Blues, respira-se saúde, mas nem sempre foi assim. Conor Gallagher

O clube londrino sempre teve um sistema peculiar, no que toca à formação. Os empréstimos sucessivos a clubes de menor dimensão são montras para os atletas que começam a chegar ao patamar profissional. É difícil não recordar a forma menos positiva com que lidaram com Kevin De Bruyne e Mohamed Salah. Agora, ambos brilham em clubes rivais.

Com uma vasta rede de clubes satélite, como é o caso do Vitesse, da Liga Neerlandesa, o Chelsea FC continua a usar o mesmo modo de operar. Contudo, os frutos acabam por ser colhidos, ao contrário do que acontecia no início da década passada. Existe um ponto de viragem claro no paradigma dos blues: a proibição de contratar jogadores durante duas janelas de transferências.

Durante o mercado de verão e inverno de 2019/2020, os blues foram “obrigados” a olhar para dentro de portas. Nomes como Mason Mount, Reece James e Trevoh Chalobah, que estavam constantemente em empréstimos, foram, aos poucos, tendo oportunidade. Agora, são peças fundamentais no processo de Thomas Tuchel.

 

SERÁ CONOR GALLAGHER APOSTA NO CHELSEA FC?

Ainda não existe uma resposta a essa questão, mas as exibições de Conor Gallagher estão a encantar todo o mundo. A carreira do inglês tem tido pouca estabilidade, visto que já foi emprestado a quatro emblemas diferentes. Aos 21 anos, já experienciou diversos escalões do futebol inglês e ganhou bagagem profissional.

Na primeira saída do ninho de Cobham, Conor aterrou no Charlton Athletic, que ainda estava na Segunda Liga Inglesa. Em meia época ao serviço do clube, realizou 26 jogos, onde marcou seis golos e deu a marcar em quatro ocasiões. Depois, em janeiro, foi chamado de volta pelo Chelsea FC, que o voltou a emprestar a um clube da divisão inferior, o Swansea City AFC.

 

Pelos “cisnes” do País de Gales, voltou a brilhar. Num contexto diferente, tendo em conta que é um clube com o objetivo de subir, de novo, à Primeira Liga Inglesa, demonstrou mais uma vez o valor que possui. Não marcou qualquer golo, mas juntou às estatísticas mais sete assistências em 21 jogos.

 

Entretanto, percebeu-se que a segunda divisão, por muito que seja competitiva, já não era o patamar ideal para Gallagher. Assim, surgiu a oportunidade de vestir a camisola do West Bromwich Albion e voltou a dar nas vistas. Os dois golos e duas assistências numa formação que acabou por descer podem não encher o olho, mas a preponderância foi além das estatísticas.

32 jogos depois, os baggies desceram de divisão e, mais uma vez, seguia-se novo empréstimo. Na temporada que agora decorre, Conor Gallagher está a ter um início espantoso ao serviço do Crystal Palace. Nos londrinos, já leva 11 partidas nas pernas, com quatro golos e duas assistências no currículo.

É difícil prever o rumo do jogador. Tudo indica que Thomas Tuchel está muito interessado em assistir ao desenvolvimento do atleta e pode ser aposta nos blues. Além disso, Gareth Southgate assumiu que Gallagher está a bater à porta da seleção inglesa. Algo tem de estar a ser feito bem e o futuro espera-se brilhante.

 

COMO JOGA CONOR GALLAGHER?

Conor Gallagher não é um facilitador de jogo padrão. Com isto, quero dizer que, além da suprema qualidade de passe e visão de jogo acima da média, sabe bastante mais que isso. As qualidades do jovem inglês podem ser notórias quando tem a bola no pé, mas é o trabalho sem o esférico que surpreende mais, tendo em conta os terrenos que pisa.

No Crystal Palace de Patrick Vieira, que opera maioritariamente em 4-3-3, com ênfase na tentativa de pressionar os adversários logo na primeira fase de construção, Gallagher está como um peixe na água. Joga muitas vezes no lado direito do meio-campo, mas não fica fixo muito tempo, tendo liberdade no sistema tático.

De um modo cru, podemos considerar Conor Gallagher um box to box. Muito calmo na receção da bola, com naturalidade na condução e no passe – conta com mais de 80% de eficiência. Sendo que a maior parte das iniciativas vão na direção das extremidades do terreno, com flechas como Zaha ou Odsonne Edouard, torna a estatística bastante mais interessante.

Contudo, falta referir a característica que mais salta à atenção a quem visualiza uma partida de Gallagher: a garra e capacidade defensiva. Com o jovem inglês, nunca se pode garantir que um lance se encontra perdido. Principalmente, quando perde a bola, é o primeiro a correr para garantir que a posse regressa à sua equipa.

A ética de trabalho no campo impressiona qualquer um. Aos predicados ofensivos que referi anteriormente, é importante referir a qualidade da pressão que coloca nos adversários e a precisão nos duelos individuais. A inteligência sem bola é uma característica que o distingue de muitos médios titulares na Liga Inglesa.

 

Muitas vezes, a forma como se posiciona e corre no terreno recorda alguns jogadores de um passado recente, como Frank Lampard – que já assumiu ser o grande ídolo – e Steven Gerrard. É verdade que Conor ainda tem muito tempo para demonstrar que pode estar entre os grandes nomes da liga, mas está, cada vez mais, a mostrar que tem tudo para o conseguir.

Além de todas as qualidades acima referidas, existem algumas arestas a ser limadas. Apesar de marcar alguns golos, o seu remate ainda possui algumas lacunas, principalmente para quem aparece tantas vezes na cara do guarda-redes. Também é importante referir a forma como se apresenta em alguns duelos, onde ainda faz faltas desnecessárias, por ir com tanta sede ao pote.

Felizmente, parecem características fáceis de incorporar num jogador que se nota que trabalha para estar melhor em cada partida. Com apenas 21 anos, é de fazer corar a alguns veteranos a forma como se entrega a cada jogo como se fosse o último da carreira. Tem tudo para brilhar ao mais alto nível, seja no Chelsea FC ou noutro clube.

 

Neste momento, os blues jogam num sistema de três centrais, com um meio campo formado, maioritariamente por N’Golo Kante e Jorginho. O facto de ambos os jogadores já não estarem no início da carreira e estarem a lidar com algumas lesões pode abrir a porta a Gallagher, mas a inclusão é tudo menos certa, na próxima época.

Até sabermos o futuro do jovem londrino, é importante aproveitar a grande forma em que se encontra. Cada jogo do Crystal Palace FC é uma caixa de surpresas e é, de facto uma equipa que vale a pena seguir. Conor Gallagher, esse, leva selo de craque para todos os jogos.

A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via. Nunca teve a fase de querer ser médica ou bombeira, o jornalismo foi sempre a sua profissão de sonho e agora trabalha para conseguir tornar esse objetivo uma realidade.                                                                                                                                                 A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via. Nunca teve a fase de querer ser médica ou bombeira, o jornalismo foi sempre a sua profissão de sonho e agora trabalha para conseguir tornar esse objetivo uma realidade.                                                                                                                                                 A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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