A ascensão de Rafael Camacho na hierarquia Red

Chegado ao Liverpool FC no Verão de 2016, Rafael Camacho notabilizar-se-ia, efetivamente, na época seguinte (2017/2018), depois de se tornar o melhor marcador da equipa de sub-18 às ordens do lendário Steven Gerrard, não obstante o facto de ter atuado maioritariamente como médio ofensivo, e com o acumular de boas exibições na UEFA Youth League.

Mais tarde, o futebolista português nascido no ano 2000 seria premiado por Jürgen Klopp, treinador da formação principal, que o chamou para integrar os trabalhos de preparação da presente época. Camacho correspondeu, apesar de ter atuado como lateral, e a sua prestação durante a digressão pelos EUA foi de tal forma positiva que mereceu fortes elogios do técnico alemão; ainda assim, tal revelou-se insuficiente para que garantisse uma vaga no plantel principal.

Deste modo, enquanto aguardava por uma oportunidade para se impor na primeira equipa, Rafael Camacho ia-se exibindo a um bom nível na Premier League 2, ao serviço da equipa sub-23 do Liverpool, convicto de que a mesma iria surgir em breve, o que se veio a concretizar.

Da necessidade emergiu a oportunidade

A saída de Nathaniel Clyne para o AFC Bournemouth logo no início do mercado de janeiro, bem como a lesão contraída por Joe Gomez (polivalente defesa central que também pode atuar como lateral direito) em dezembro limitaram, de certa forma, as escolhas de Jürgen Klopp para a lateral direita, na medida em que a única opção de origem para ocupar a posição residia no jovem Trent Alexander-Arnold – o habitual titular.

Ao lateral inglês de 20 anos sucedia-se (como alternativa), apenas, o polivalente médio James Milner, uma vez que Gomez estaria afastado dos relvados por cerca de seis semanas. Ora, forçado a encontrar soluções, o técnico alemão não hesitou em conceder uma oportunidade ao jovem natural de Vila Franca de Xira, promovendo a sua estreia a titular a 7 de janeiro, numa partida referente à terceira eliminatória da FA Cup ante o Wolverhampton Wanderers em que o camisola número 64 dos Reds atuou como lateral direito.

Rafael Camacho, em estreia como titular pelo Liverpool, tenta manter a posse de bola face à pressão do compatriota Rúben Vinagre
Fonte: Liverpool FC

De «o futuro» da formação Red a transferível

Se é verdade que em janeiro passado Klopp se mostrara taxativo quanto à permanência do promissor avançado português no emblema do condado de Merseyside, uma série de recentes acontecimentos (recusa da proposta de renovação; manifestação de desagrado por atuar numa posição mais recuada) poderá constituir um volte-face na sua decisão, tendo em conta as últimas declarações do carismático técnico alemão (proferidas após o encontro relativo à segunda mão dos quartos de-final da UEFA Champions League frente ao FC Porto) que, apesar de reconhecer um enorme talento a Rafael Camacho, rejeitou pronunciar-se sobre o futuro do futebolista luso.

Pese embora o jovem português se tenha retratado face às suas palavras, afirmando na sua conta oficial do Instagram, na passada quinta-feira (dia 22 de abril): «Jürgen Klopp é o meu pai no futebol (…) apostou em mim e escolheu-me para integrar a sua equipa. Confio nele e sei que ele confia em mim também (…). Comprometo-me a 200% com ele, com a equipa e com o clube (…)», a incerteza quanto à sua permanência no Liverpool aumenta e acresce, também, o rol de clubes interessados em assegurar a contratação daquela que é tida como uma das maiores «jóias» da formação Red a par do defesa holandês Ki-Jana Hoever e do médio ofensivo/extremo Curtis Jones.

Na verdade, ao longo das últimas semanas, tem sido reportado o interesse de Wolverhampton Wanderers, SL Benfica, RB Leipzig e, claro está, do Sporting CP – clube que havia representado entre 2008 e 2013 antes de sair para o Manchester City -.

Para finalizar, caberá ao jovem de ascendência angolana e aos seus representantes decidir qual será a melhor opção com vista à sua progressão na carreira.

 

Foto de Capa: Liverpool FC

Comentários