25/26 em revista: O melhor e o pior do futebol nacional

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A temporada 25/26 de futebol no panorama português fica marcada por altos e baixos, refletindo os já tradicionais momentos de glória para algumas equipas e intervenientes, como também momentos difíceis e desafios profundos a serem enfrentados por outros. Entre conquistas inspiradoras e quedas com sinais de fragilidades estruturais, as principais competições nacionais deste ano deixaram à vista novamente, a importância que tem uma gestão sólida, bem estruturada, estratégica e sustentável. Tanto dentro como fora das quatro linhas.

Sendo sempre escolhas que cabem no campo da discussão entre adeptos, aqui ficam os principais momentos e intervenientes da época 25/26 no panorama nacional.

Os melhores de 25/26

FC Porto

Jogadores FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A equipa mais forte e regular de 25/26. Após uma temporada 24/25 infeliz em toda a linha, a equipa azul e branca reconstruiu-se em toda a linha.

A aquisição de um treinador (Francesco Farioli) com atributos e com muita vontade de vencer, após uma experiência traumática na reta final com o Ajax. Um mercado de verão competente com várias aquisições de relevo para todos os setores, complementado com um mercado de inverno muito feliz que permitiu alargar o leque de escolhas e de energia do plantel. Tudo aliado à tragédia da perda de Jorge Costa (Diretor para o futebol), um símbolo da história do clube, que terá levado a uma união em torno do seu espírito e a um aumento de motivação para alcançar a vitória final.

Técnica e taticamente foi uma equipa com uma defesa muito coesa, um meio-campo misto entre consistência e acutilância e um ataque eficaz em momentos decisivos. Um projeto interessante para continuar a acompanhar e com o objetivo de continuar a vencer.  

Braga

Braga jogadores
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mais uma época com acontecimentos notáveis para os “Guerreiros do Minho”. Apesar da eliminação na Taça de Portugal aos pés do Fafe e da derrota na final da Taça da Liga frente ao eterno rival, Vitória SC, ficaram marcas mais relevantes. Além do cumprimento do objetivo habitual de ficar entre os quatro primeiros, a equipa de Carlos Vicens fez a segunda melhor campanha europeia da história do clube.

Uma histórica chegada até às meias-finais da UEFA Europa League, com um desempenho absolutamente notável vencendo adversários como Feyenoord, Nice, Nottingham Forest, Real Bétis e Friburgo, fazendo os alemães suar até ao final na altura da eliminação. Um projeto forte e consolidado que poderá continuar a dar frutos.

Torreense

Torreense Jogadores Taça de Portugal 2
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Resultados absolutamente históricos para o emblema de Torres Vedras em 2025/26. Apesar de alguma instabilidade vivida nas últimas três épocas (quatro treinadores), a equipa conseguiu sempre ir em crescendo nos resultados na Segunda Liga (sétimo em 2023/24, quinto em 2024/25 e terceiro em 2025/26), ao ponto de conseguir chegar à discussão final de uma subida de divisão, acabando por não conseguir destronar o Casa Pia.

No entanto, 2025/26 ficará para a história do clube e da cidade pela conquista da Taça de Portugal frente ao Sporting (2-1) e ida às competições europeias pela primeira vez.

Famalicão e Gil Vicente

Famalicão jogadores
Fonte: João Freitas / Bola na Rede

Dois dos projetos mais interessantes e bem trabalhados do principal escalão do futebol português. Além dos bons resultados que permitiram alcançar classificações meritórias (famalicenses no quinto lugar e gilistas no sexto posto), o futebol praticado por ambos os conjuntos é notável. O Famalicão de Hugo Oliveira de forma mais equilibrada e estratégica, o Gil Vicente de César Peixoto com um estilo mais intenso e de pressão. É de acompanhar a continuação e desenvolvimento dos dois projetos.

Marítimo e Académico de Viseu

Marítimo Jogadores
Fonte: Pedro Figueira / Bola na Rede

Dois retornos de históricos do futebol português ao primeiro escalão. Os madeirenses regressam após três épocas e os viseenses quebram um enguiço com 37 anos. Será interessante de acompanhar o desafio de ambos os emblemas agora na primeira divisão.

Competitividade na Liga

Maxi Araújo e Richard Ríos
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com todas as críticas que se possam apontar à qualidade global da Liga Portuguesa, verificou-se um maior equilíbrio entre os candidatos ao título durante largos períodos da época. Os três crónicos candidatos ao título finalizaram com mais de 80 pontos cada e apenas somaram quatro derrotas em conjunto. O campeonato foi disputado até relativamente tarde, com diferenças pontuais menos esmagadoras do que em algumas épocas recentes.

Redução de ambientes de violência e crispação

Adeptos Benfica Tochas Benfica FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O futebol português é marcado há muitos anos por tensão, principalmente por acontecimentos fora do campo. Maioritariamente relacionado com os clubes, massas adeptas, dirigentes e arbitragem. No entanto, a Liga de Clubes referiu recentemente uma redução de violência no futebol profissional.

Além das campanhas realizadas pela Liga contra a violência, é notável o efeito e é de continuar. O futebol pode e deve ser melhor, basta todos quererem.

Futebol feminino

Catarina Amado Sporting Benfica Feminino
Fonte: Ana Beles / Bola na Rede

O crescimento do futebol feminino é absolutamente notável. A qualidade futebolística das protagonistas, a massa adepta que trazem aos diversos estádios e campos e o espírito saudável e competitivo que trazem ao desporto, é realmente exemplar.

O investimento na modalidade por parte de muitos clubes merece um aumento gradual.

Os piores de 25/26

Benfica

Jogadores Benfica
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Após a conquista da Supertaça no início da época, parecia o começo de algo que poderia ser positivo. No entanto, tirando a passagem ao play-off da UEFA Champions League num triunfo por 4-2 contra o Real Madrid perante uma Luz cheia, uma enorme mobilização nas eleições entre outubro e novembro de 2025 e chegar ao fim da Liga invicto, a época benfiquista é negativa globalmente.

Um plantel repleto de qualidade, mas com lacunas especialmente nos extremos. Bruno Lage sai com um mês e meio de época decorrida. Nem a chegada de José Mourinho fez a equipa entrar num período mais regular. O consolado do “Special One” na Luz fica marcado por muitos pontos perdidos em casa e eliminado de todas as competições sem um futebol muito atrativo.

As águias vão para a terceira época consecutiva sem vencer a Liga, foram campeões apenas uma vez nos últimos seis anos e conquistaram apenas quatro troféus durante o período. Além do projeto desportivo não se entender perfeitamente (cinco treinadores nas últimas cinco épocas e aquisições pouco consensuais), a relação entre os adeptos e a equipa parece totalmente desarticulada e a contestação à liderança máxima do clube começa a ser mais e mais contestada.

Sporting

Sporting Jogadores
Fonte: Ana Beles / Bola na Rede

Objetivos não alcançados, mercado de inverno imponderado, gestão desequilibrada da equipa e final de época fracassado. Assim se retratou a época 2025/26 para o Sporting.

Apesar da equipa de Rui Borges ter praticado um futebol ofensivo bastante atrativo, ter lutado até tarde por todas as competições e em especial, ter feito uma campanha absolutamente memorável na UEFA Champions League (vencendo equipas como PSG, Athletic Bilbao, Marselha e a mítica goleada frente ao Bodo Glimt em Alvalade), o restante acabou por não ser positivo. Apenas um triunfo em jogos grandes (1-0 em Alvalade frente ao FC Porto, na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal) e 14 pontos perdidos na Liga nos jogos contra FC Porto, Benfica e Braga que determinaram a perda do objetivo histórico do tricampeonato.

O cenário piora quando se falha a final da Taça da Liga numa meia-final contra o Vitória SC (1-2, com dois golos sofridos nos descontos) e se perde a final da Taça de Portugal frente ao Torreense (1-2, com ambiente negativo entre os adeptos, presidente e a equipa no fim). Um forte abalo no reino do leão e que carrega pressão e expetativas para a próxima época.

Vitória SC

Vitória SC jogadores
Fonte: João Freitas/Bola na Rede

Embora tenha conquistado a Taça da Liga com duas exibições absolutamente históricas em Leiria frente ao Sporting e ao eterno rival, Braga, todo o resto continua aquém da expetativa. O Vitória SC volta não conseguir apurar-se para as competições europeias e já conta nove treinadores nas últimas três épocas, o que reflete muita instabilidade.

Casa Pia/Tondela/AVS SAD

jogadores AVS SAD
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Além de terem tido os piores números da Liga em geral, tiveram os desempenhos menos conseguidos ao longo da época e passam pelo desaire da descida de divisão. Apenas o Casa Pia conseguiu escapar pela vitória no play-off frente ao Torreense (2-0).

Arbitragem (tema e narrativa)

João Pinheiro árbitro Benfica FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Passam anos e grande parte da discussão da época futebolística girou novamente em torno de arbitragens, VAR e comunicados dos clubes relacionados com o assunto. Nomeadamente, os três grandes passaram diversos momentos a trocar acusações sobre alegados benefícios do rival e prejuízos da sua equipa que terão afetado a níveis competitivos. Enquanto o futebol praticado e pensado não estiver acima da figura do árbitro, a cultura futebolística portuguesa dificilmente mudará para melhor.

Guerra comunicacional entre clubes e dirigentes

Frederico Varandas - Sporting
Fonte: Mário Pinto / Bola na Rede

A época 2025/26 fica marcada por comunicados inflamados, entrevistas com momentos de conteúdo provocatório e clima de suspeição constante. Em muitos momentos, o protagonismo esteve mais virado para membros de equipas de arbitragem e das suas atuações, do que o Conselho de Disciplina deveria deliberar e do VAR do que do futebol jogado.

Fica para história a guerra acesa entre André Villas-Boas e Frederico Varandas (não sendo exclusivo destes protagonistas), num duelo entre insultos leves e formais com insultos pesados e diretos, além de relatos de alegados episódios passados nos balneários das equipas, incluindo o da arbitragem. Tudo isto é muito negativo para imagem do futebol português lá fora.

Mercado (Dependência global)

Bola Futebol Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mais uma vez, o mercado continua a mexer com o futebol português. Os clubes continuam muito dependentes de vendas milionárias, empréstimos e valorização de ativos.

Com esta realidade percebe-se mais a importância de uma gestão rigorosa a nível financeiro, mas com a construção de um futebol de base bem trabalhado. Assim será possível conseguir um equilíbrio entre uma identidade consolidada de uma equipa e recursos para conseguir reter grandes talentos, além de conseguir contratar jogadores notáveis sem grandes dores de cabeça para as finanças. Embora se saiba que a realidade não ser, de todo, uniforme entre todos os clubes.

O campeonato português continua com dificuldade em reter talentos a fim de competir mais alto e satisfazer as expetativas do jogador, além de não construir muitos projetos duradouros e dos jogadores das academias se dividirem em dois grupos não ideais. Uns mostram-se completamente e saem cedo para fora (por muitos milhões) sem vencerem (muito ou de todo) pela “casa mãe”, outros não se mostram por falta de oportunidades ou circunstâncias favoráveis.

Melhor onze nacional 25/26

Guarda-Redes

Diogo Costa
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa (FC Porto) – 49 jogos, 27 golos sofridos e 26 jogos sem sofrer golos. O melhor guarda-redes português e a atuar em Portugal foi extremamente decisivo na conquista dos dragões e com números impressionantes. Muito cobiçado a nível europeu, o guardião que vai defender a baliza da Seleção Nacional no Mundial no norte da América destaca-se pelo seu jogo de pés, reflexos fortes entre os postes, saídas com eficácia e especialista em grandes penalidades.

Alternativas: Lukas Hornicek (Braga), Lazar Carevic (Famalicão), Bernardo Fontes (CD Tondela). Menção honrosa a Andrew Ventura (Gil Vicente).

Lateral Direito

Rodrigo Pinheiro Famalicão
Fonte: Tiago Cruz/Bola na Rede

Rodrigo Pinheiro (Famalicão) – Três golos e duas assistências em 29 jogos. Formado entre Guimarães e Porto e a cumprir a segunda época em Famalicão, foi nesta que se afirmou como um dos melhores defesas laterais a atuar em Portugal. É um lateral ofensivo que consegue acelerar o jogo na sua ala, igualmente é forte na hora de defender, bom no cruzamento e com uma energia muito prolongada.

Alternativas: Dedic (Benfica), Alberto Costa (FC Porto), Diogo Travassos (Moreirense FC).

Defesa Central Direito

Jan Bednarek FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jan Bednarek (FC Porto) – Quatro golos e uma assistência em 49 jogos. O “patrão” e “voz de comando” da defesa menos batida da Liga Portuguesa está naturalmente entre os eleitos para o centro da defesa. O central polaco é um especialista em jogo aéreo, conta com disciplina tática e é muito forte tanto nos duelos como na marcação a um adversário.

Alternativas: Diomande (Sporting), Felix Bacher (Estoril Praia), Kaiky Neves (FC Alverca).

Defesa Central Esquerdo

Jakub Kiwior FC Porto
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

Jakub Kiwior (FC Porto) – Duas assistências em 39 jogos. O outro grande interveniente da defesa menos batida da Liga Portuguesa. O defesa cedido pelo Arsenal aos dragões em 2025/26, além de ser competente na marcação, no seu posicionamento e no corte, com o seu elegante pé esquerdo constrói jogadas e faz passes em profundidade com qualidade para o companheiro de equipa.

Alternativas: De Haas (Famalicão), Gonçalo Inácio (Sporting), Nico Otamendi (Benfica).

Lateral Esquerdo

Maxi Araújo no Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Maxi Araújo (Sporting) – Sete golos e cinco assistências em 47 jogos. Capaz de atuar na defesa como no ataque, o ala esquerdo uruguaio continua com um rendimento em crescendo que o levou a um patamar de destaque na equipa leonina. Maxi Araújo é um jogador veloz, bom a transportar a bola na sua ala, forte nos duelos e intenso em momentos de pressão.

Alternativas: Konan (Gil Vicente), Samuel Dahl (Benfica), João Mendes (Vitória SC)

Médio Defensivo

Morten Hjulmand Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Morten Hjulmand (Sporting) – Três golos e seis assistências em 45 jogos. Praticamente o melhor médio defensivo do futebol português e um dos mais assediados a nível de mercado europeu. O capitão do Sporting mantém um rendimento singular e simboliza o espírito da sua equipa. Pauta-se pela inteligência na leitura do jogo, pela ótima recuperação de bolas, capacidade tática individual e coletiva, além da qualidade de passe curto e longo.

Alternativas: Rosario (FC Porto), Van de Looi (Famalicão), Aursnes (Benfica).

Médio Centro

Pepê Victor Froholdt FC Porto Jogadores
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Victor Froholdt (FC Porto) – Oito golos e sete assistências em 51 jogos. Uma das contratações para 2025/26 que mais mexeu com uma equipa. Apesar da juventude (20 anos), o médio internacional dinamarquês é de uma mobilidade notável, capacidade de pressionar, competência no passe e equilibrado na concretização do papel atacar/defender.

Alternativas: Luís Esteves (Gil Vicente FC), Richard Ríos (Benfica), Mathias de Amorim (Famalicão). Menção honrosa a João Moutinho (Braga, 39 anos, 56 jogos disputados). 

Médio Ofensivo

Rodrigo Zalazar Braga
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Rodrigo Zalazar (Braga) – 23 golos e oito assistências em 47 jogos. Números e rendimento absolutamente ímpares, fizeram do médio internacional uruguaio um dos melhores jogadores do futebol português a nível ofensivo e mais disputados a nível de mercado. A sua feliz estadia em Braga ao longo de três épocas fizeram-no aterrar em Alvalade, onde irá atuar a partir da próxima época. Zalazar é um jogador criativo, forte no remate, excelente visão de jogo, batedor de lances de bola parada e com capacidade de acelerar o jogo da sua equipa entre linhas.

Alternativas: Gustavo Sá (Famalicão), Gabri Veiga (FC Porto), João Carvalho (Estoril Praia).

Extremo-Direito

Francisco Trincão Sporting
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede

Francisco Trincão (Sporting) – 13 golos e 15 assistências em 54 jogos. Um dos jogadores que mais se destaca no futebol português, pela sua produtividade e energia. Podendo atuar no extremo direito como no centro a segundo avançado, é uma das grandes figuras do Sporting. Trincão é um tecnicista, bom no drible curto e interior, criativo na criação de oportunidades de golo e forte na concretização das mesmas.

Alternativas: Pepê (FC Porto), Yanis Begraoui (Estoril Praia), Murilo Souza (Gil Vicente).

Extremo-Esquerdo

Ricardo Horta, Braga
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

Ricardo Horta (Braga) – 21 golos e 11 assistências em 53 jogos. Aos 31 anos continua com um rendimento absolutamente notável e de topo. Um jogador absolutamente decisivo e símbolo da cultura em campo dos “Guerreiros do Minho”. O extremo internacional português destaca-se pela sua inteligência entre linhas, boa téncica, remate forte e eficaz, capacidade de desmarque nos momentos mais adequados e luta pela bola nos momentos em que a sua equipa não a tem.

Alternativas: Oskar Pietuszewski (FC Porto), Schjelderup (Benfica), Pedro Gonçalves (Sporting).

Ponta de Lança

Luis Suárez Sporting
Fonte: Rui Pereira / Boal na Rede

Luis Suárez (Sporting) – 38 golos e sete assistências em 53 jogos. O melhor marcador da Liga Portuguesa 2025/26 com 28 golos e um dos melhores avançados do futebol português. Naturalmente a escolha para melhor ponta de lança do ano. O avançado internacional colombiano é um jogador que busca o espaço, bom fisicamente, conta com boa mobilidade na área e é agressivo na mesma, além de ser um finalizador nato.

Alternativas: Pau Victor (Braga), Pavlidis (Benfica), Jesús Ramírez (CD Nacional). Menção honrosa a Pablo Felipe (Gil Vicente)

Destaques Individuais da Época 25/26

Melhor Treinador

Francesco Farioli FC Porto
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Francesco Farioli (FC Porto) – Na sua época de estreia no futebol português, recupera o título de campeão nacional para o FC Porto e conquista o seu primeiro título da carreira. Esteve sempre presente a sua derrota no fim pelo Ajax na época passada e a recompensa por muito trabalho e “ânsia” por um final feliz chegou em ano depois. Mudou a cara da equipa azul e branca e fez renascer a mesma em termos de consistência e competitividade.

A sua conquista com os dragões em 2025/26 faz igualar a marca de Sérgio Conceição e Rui Vitória. Ambos quando foram campeões pela primeira vez na carreira, Conceição em 2017/18 também fez 88 pontos na sua época de estreia pelos dragões e a de Vitória que fez os mesmos pontos quando venceu a Liga com o Benfica em 2015/16 (também a sua época de estreia). Uma marca notável que só é ultrapassada pelo FC Porto de 2021/22 (91 pontos com Sérgio Conceição) e Sporting de 2023/24 (90 pontos com Rúben Amorim).

Alternativas: Hugo Oliveira (Famalicão), César Peixoto (Gil Vicente), Carlos Vicens (Braga).

Melhor Jogador

Diogo Costa FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Diogo Costa (FC Porto) – Sendo uma distinção que normalmente não cabe a um guarda-redes e não havendo falta de candidatos à mesma, Diogo Costa é merece-a.  O rendimento do guarda-redes portista sempre foi acima da média e altamente decisivo, mas desta vez foi mais e numa circunstância distinta.

A equipa campeã nacional, além de se ter destacado mais pela sua consistência defensiva (a defesa menos batida com apenas 18 golos sofridos), foi menos concretizadora do que os rivais em termos ofensivos (66 golos marcados, contra 89 do Sporting e 74 do Benfica). Ganhando 14 jogos pela margem mínima, logo se verifica que foi a eficácia defensiva que permitiu à equipa de Francesco Farioli chegar ao título. Juntando a todos os atributos já mencionados, Diogo Costa foi um jogador-chave em diversos jogos e foi um guarda-redes que deu imensos pontos ao FC Porto.

Alternativas: Victor Froholdt (FC Porto), Luis Suárez (Sporting), Ricardo Horta (Braga).

Jogador Revelação

Victor Froholdt FC Porto
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Victor Froholdt (FC Porto) – Desde o início da época chamou a atenção pela forma como se impôs como titular no meio-campo portista. Um estatuto que manteve com honra e distinção até ao fim da época, ao ponto de ser um dos melhores jogadores da Liga 2025/26 e dos que será mais cobiçado por “grandes” do futebol europeu.

Destacou-se mais pelo que trouxe ao coletivo do que apenas pelo brilho individual. Um percurso digno que juntamente a todas as suas características dentro das quatro linhas, faz o jovem internacional dinamarquês ser o jogador revelação 2025/26 a nível nacional.

Alternativas: Oskar Pietuszewski (FC Porto), William Gomes (FC Porto), Gustavo Sá (Famalicão).

Fica para a história mais uma época e prepara-se uma nova. Apesar de se esperar o melhor para o futuro, fica agora o dilema sobre o que 2026/27 poderá trazer: consolidação do progresso ou renovadas inquietações.  Enquanto amantes de futebol, aguardemos o melhor para 2026/27. Até lá!

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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