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Ainda há salvação para estas 3 promessas?

Diana Oliveira · 5 min

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Ao longo da história do futebol, vários têm sido os jogadores a quem todos profetizavam um grande futuro repleto de conquistas. São tidos como grandes promessas nos clubes que representam e é neles que muitas vezes os adeptos depositam grandes esperanças, como se tratassem de um D. Sebastião que há muito esperavam que voltasse num dia de nevoeiro para endireitar o rumo do país, neste caso, do seu clube.

Contudo, nem sempre esses anseios são respondidos e a desilusão por não ver a coqueluche da equipa vingar assola os seus aficionados, que muitas vezes não entendem o que correu mal. Quem não se lembra de Freddy Adu, futebolista nascido no Gana e naturalizado norte-americano, que aterrou em Lisboa em 2007 aos 19 anos e que vinha com o rótulo do “Pelé Americano”?

Adu assinou pelo Benfica por 1,5 milhões de euros vindo da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol profissional dos Estados Unidos da América. Aqui, deu nas vistas aos 14 anos no D.C. United e despertou a cobiça de vários clubes europeus, acabando por alinhar pelas águias e começando, assim, os seus anos atribulados a jogar pela pela Europa. Ainda foi emprestado ao Mónaco, ao Belenenses, ao AS Aris da Grécia e foi parar ao Çaykur Rizespor Kulübü, clube que militava na 2.ª Liga turca. Assistia-se, assim, à queda de um mito.

Atualmente, Feddy Adu ainda é jogador profissional, mas nunca conseguiu alcançar aquilo que todos esperavam de si.

Fábio Paim “desceu do céu ao inferno” e atualmente está preso preventivamente por tráfico de droga
Fonte: Chelsea FC

Fábio Paim é outro exemplo de uma verdadeira promessa que não vingou. Este caso estará, provavelmente, muito mais presente na memória dos portugueses, tais são o número de polémicas em que está constantemente envolvido.

“Se acham que eu sou bom, então esperem pelo Paim”, a célebre frase proferida por Cristiano Ronaldo à chegada a Manchester, ilustra da melhor forma as expetativas que foram criadas em torno do português, que fez a formação no Sporting CP ao lado de Ronaldo e de Rui Patrício, entre outros jovens estrelas.

Contudo, vários problemas graves ditaram a sua queda abrupta, desde lesões, pouco suporte familiar para lidar com as mudanças a que foi sujeito, falta de empenho e dedicação do próprio, acusações de violação e até, mais recentemente, acusações de tráfico de droga que resultaram na sua prisão preventiva na cadeia de Caxias.

Estes serão dois dos exemplos mais dramáticos de jogadores que atuaram no futebol português com selo de grandes promessas, mas que não cumpriram o que lhes parecia destinado. Mais recentemente, nos últimos cinco anos, surgiram outros jogadores a quem se previa grandes voos futebolísticos.

São jovens que, oriundos da formação de um clube, chegaram a jogar com alguma regularidade no escalão principal, mas que entretanto viram as suas oportunidades estagnarem e acabaram por “sair de cena”. Será que ainda vão a tempo de recuperar as suas carreiras?

O Bola na Rede aponta alguns…

1.

Fonte: FC Porto

Rui Pedro – O jogador oriundo de Pedorido, Castelo de Paiva, prometeu muito quando se estreou ao serviço da equipa principal do FC Porto, com apenas 18 anos: marcou nos últimos minutos o golo da vitória contra o SC Braga e quebrou o enguiço dos portistas, que contabilizavam já quatro partidas sem colocar qualquer bola no fundo das balizas.

Contudo, não se conseguiu afirmar na equipa de Nuno Espírito Santo e a alternância entre a equipa A e a B motivou a sua saída para o rival portuense, Boavista FC. Mas a mudança não originou o salto que Rui Pedro almejava e apontou apenas um golo em 20 jogos. Resultado? Recambiado para a equipa B do FC Porto, onde também não entrava nas contas do técnico Rui Barros, pelo que voltou a ser emprestado a um vizinho nortenho, desta feita o Varzim SC.

Os números voltaram a ser fracos e esta época novo empréstimo ao Granada B – último classificado de um grupo da 3.ª Divisão espanhola -, onde luta por se estrear na equipa principal. De empréstimo em empréstimo, a esperança de Rui Pedro em afirmar-se num grande clube desvanece-se de jogo para jogo.

2.

Fonte: SL Benfica

José Gomes – José Gomes, ou Zé Gomes como é conhecido, é uma das grandes promessas do Seixal dos últimos anos. Destacou-se durante o europeu de Sub-17 em 2016, competição que venceu ao serviço das quinas e onde acumulou os prémios de melhor marcador e melhor jogador do torneio.

Os vários golos marcados tanto ao serviço da seleção como do SL Benfica valeram-lhe a alcunha de “Zé do golo” maioritariamente entre os adeptos benfiquistas, que vibravam a cada tento do menino da formação. Chegou-se a dizer que as águias recusaram uma proposta do FC Barcelona pelo avançado e que Zé Gomes recusou um apetecível ordenado oferecido pelo West Ham FC para renovar pelo clube da formação.

As boas exibições levaram-no, naturalmente, à equipa principal dos encarnados – também muito contribuiu o facto de Jonas, Jiménez, Mitroglou e Jovic estarem lesionados -, onde nunca conseguiu brilhar como outrora. Seguiu-se o regresso a escalões inferiores do SL Benfica onde não conseguiu voltar a afirmar-se devido à falta de acerto com a baliza.

A solução passou por um empréstimo esta temporada ao Portimonense SC, mas a falta de minutos – motivada pela concorrência de peso que tem no plantel algarvio – não tem contribuído para a sua evolução.

3.

Fonte: Sporting CP

Francisco Geraldes – O médio conhecido pela sua criatividade e inteligência no meio campo tem tido algumas dificuldades para se afirmar nas últimas épocas. Depois de ter dado nas vistas na equipa B dos leões, Francisco Geraldes chegou a ser chamado à equipa principal na época 2014/2015, mas não entrou em campo.

Voltou ao escalão inferior da equipa leonina e na temporada 2016/2017 foi emprestado ao Moreirense FC, onde foi preponderante na equipa de Augusto Inácio, ajudando os cónegos a conquistar a Taça da Liga pela primeira vez na história. Motivados pelo grande rendimento do jovem na primeira metade da época, a equipa técnica do Sporting CP, liderada por Jorge Jesus, ordenou o seu regresso à “casa-mãe”, onde acabou por não ter lugar para impor o seu futebol.

Na época seguinte foi novamente emprestado, agora ao Rio Ave FC, onde também esteve em destaque, mas voltou-se a repetir o mesmo erro: regresso ao leões para “aquecer o banco”. Esta época está a jogar por empréstimo no AEK, mas a sua pouca utilização levantou rumores de mais um regresso.

A pergunta que fica é: Terá sido a carreira de Geraldes arruinada por constantes más decisões e uma gestão técnica péssima?

 

Foto de Capa: US Soccer

artigo revisto por: Ana Ferreira

Diana Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos