O verdadeiro jogo começa agora – O mercado aquece, qual o papel do Big Data nesta fase da época?

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André Veras está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É diretor-desportivo e já trabalhou em diversos clubes, entre os quais Braga, Torreense, Trofense e Anadia. Aqui, analisa o papel do dirigente desportivo em Portugal.

O cada vez mais falado e utilizado Big Data consiste na recolhe e consequente análise de uma grande quantidade de jogos e jogadores. Ele tem a capacidade de transformar observações simples em números precisos, o que permite aos clubes tomar, espera-se, melhores decisões dentro e fora do campo.

Uma das suas principais valências passa pelo apoio à contratação de jogadores. Os clubes usam as plataformas de dados para procurar talentos em ligas de todo o mundo. Os dados ajudam a encontrar jogadores com determinar características, evitando a dependência exclusiva das observações visuais.

Bola Futebol Primeira Liga
Fonte: Pedro Barrelas / Bola na Rede

Mas será que o Big Data resolve os problemas no processo de escolha e contratação dos alvos a contratar? Se resolvesse, qualquer pessoa podia ser diretor desportivo. Num processo de seleção dos alvos a atacar, o BIG DATA é uma ferramenta que pode ser importante, mas a observação visual e a recolha de informação relacionada com o jogador, são fatores que devem ser tidos em muita conta.

A capacidade de treino, a força mental, o espírito de equipa, a resposta perante a adversidade, a interação com o grupo, a relação com os superiores, como treinadores e diretores, as dinâmicas de familiares, os gostos pessoais, a predisposição para a adaptação, são alguns dos muitos fatores que devem ser tidos em conta.

O chamado “cheiro” do balneário ou o “feeling” perante uma observação ao vivo, são procedimentos que se devem manter como fundamentais para o processo de escolha e contratação, aliados obrigatoriamente aos “números”. Não há fórmulas mágicas, mas com o mercado a começar a mexer, em Portugal e lá por fora, na primeira liga e nas seguintes, é tempo de acertar prioridades, utilizar todas as ferramentas disponíveis, físicas e emocionais, e agir com rapidez e precisão.

Uma boa temporada, na maior parte dos casos, depende de um trabalho no mercado de verão consistente, arguto e organizado. Quem só olhar para uma parte do processo fica mais longe do sucesso.

Redação BnR
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