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Fábio Carvalho: «Miúdos estão em boas mãos com Marco Silva: é um ‘pai’ que sabe ser sério»

Dinis Jacob · 2 min

Marco Silva no Benfica
Foto: Benfica

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Fábio Carvalho deixou fortes elogios ao novo treinador do Benfica. Médio português foi treinado por Marco Silva no Fulham.

Com apenas 19 anos, Fábio Carvalho afirmou-se na equipa principal do Fulham, na primeira temporada de Marco Silva no comando do conjunto inglês. Em declarações ao jornal A Bola, o internacional Sub-21 português destacou a disponibilidade e capacidade do novo técnico do Benfica para trabalhar com jovens:

«Marco Silva é o treinador certo para apostar na formação. Não só nos jovens que já estão no plantel, mas ele está sempre de olho também nas equipas mais jovens. (…) No Fulham há agora outro exemplo disso, o Joshua King que ele lançou e a quem deu continuidade».

Fábio Carvalho descreveu a forma como Marco Silva integrava os jovens nos treinos do Fulham:

«Vou voltar a falar do 11 para 11 nos treinos: nessas situações, fazíamos muitos jogos com os sub-21 e isso eram oportunidades que ele dava para os mais novos treinarem com a equipa principal. E depois via-se que estava atento, porque dava oportunidades, não só no treino, como em jogos. Primeiro nas Taças, mas era uma forma de irem entrado».

De seguida, o médio do Brentford acrescentou:

«Os miúdos estão em muito boas mãos. Ele é aquele pai que sabe ser sério no treino, mas depois deixa todos à vontade. É como se fosse uma família. E a formação do Benfica é das melhores formações do Mundo, se não for a melhor, por isso vai haver aposta dele sem dúvida».

Fábio Carvalho relembrou ainda a conversa que teve com Marco Silva, numa altura em que o jogador estava de saída do Fulham:

«Quando eu estava para sair para o Liverpool, ele veio falar comigo e nunca me esqueci das palavras dele. Disse-me que o Liverpool era uma grande oportunidade, mas alertou que por vezes a relva não é tão verde como parece. E aquilo marcou-me. A honestidade dele e continuar a preocupar-se comigo, mostrando que não era só dentro do campo que se queria saber de mim. É algo que eu valorizo muito».

Por fim, Fábio Carvalho revelou que só soube da preferência clubística de Marco Silva durante a apresentação do técnico nos encarnados:

«Não sabia que ele era do Benfica. Ele tinha passado no Sporting e só soube agora quando foi apresentado. (…) Nós muitas vezes jogávamos à terça-feira e mal acabava o jogo eu agarrava no telemóvel para ver o resultado do Benfica na Champions, por exemplo. E ele e o Bruno [Mendes] riam-se. Mas não me picava porque sabia que eu e o meu pai gostamos muito do Benfica».

Fábio Carvalho Brentford
Fonte: Brentford FC
Dinis Jacob

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«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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