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CD Aves 1-1 SL Benfica: Encarnados seguram passaporte para a Final Four

Redação BnR · 6 min

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A turma avense esteve com o apuramento na mão, mas o tento de Seferovic garantiu a qualificação do Benfica para a Final Four da Taça da Liga, em Braga. CD Aves e SL Benfica empataram esta noite a uma bola.

Rui Vitória efetuou três trocas no onze inicial relativamente à goleada diante do Braga, com Vlachodimos, Grimaldo e Jonas a cederem o lugar a Svilar, Yuri Ribeiro e Seferovic. O Aves precisava de vencer para seguir em frente e não tardou a mostrar as suas intenções de vencer. Logo aos sete minutos, Amilton serviu Derley de bandeja, mas o nº33 avense errou o alvo. Dois minutos depois, novo aviso do Desportivo das Aves: Mamá Baldé, numa correria louca, colocou o esférico em zona de perigo, mas Derley voltou a não conseguir finalizar nas melhores condições.

Após um início frenético, o Aves controlou as operações nos primeiros 30 minutos. A turma de Rui Vitória não conseguia encontrar um fio de jogo, optando por se organizar defensivamente em busca de um erro da turma da casa. Os lisboetas conseguiram contrariar a superioridade da equipa da Vila das Aves: os encarnados subiram as linhas, focando os seus ataques pelo lado esquerdo. Yuri Ribeiro e Cervi exploravam as debilidades da defesa avense: na Primeira Liga, o Aves tem o pior registo defensivo com 28 golos sofridos.

O francês Beunardeau, de volta à titularidade na baliza avense, respondia com segurança às investidas do Benfica e mantinha as redes invioláveis. Apesar de um ligeiro ascendente por parte dos encarnados, a equipa da casa criou as oportunidades mais perigosas, em busca do bilhete para Braga. O nulo teimava em prevalecer e o Benfica tinha um pé na Final Four da Taça da Liga.

A segunda parte começou com o SL Benfica a aparecer na área avense, mas foi mesmo a formação da casa a abrir o marcador e a colocar-se na frente. Aos 49’ Rodrigo apareceu na direita do ataque e cruzou para a área, onde apareceu Mama Baldé para fazer o 1-0 e colocar o CD Aves em vantagem, não só no jogo mas também no grupo.

A precisar de correr atrás do prejuízo e de repor, pelo menos, a igualdade, Rui Vitória deu ordem de entrada a Jonas, o homem golo da equipa. Ainda assim, e antes da substituição ser efetivada, o Desportivo das Aves voltou a aparecer com perigo junto da baliza de Svilar, aos 57 minutos, com Baldé a ficar perto do bis.

Fonte: Bola na Rede

Os avenses aproveitaram situações de contra-ataque para incomodarem Svilar, com Amilton aos 63 e Baldé aos 68 minutos a ameaçarem o 2-0, mas foi mesmo o SL Benfica a fazer o golo e a restabelecer a igualdade, por intermédio de Seferovic ao minuto 70. Num primeiro momento o suíço falhou a receção ao cruzamento de Zivkovic, mas no segundo toque conseguiu fazer a bola passar por Beunardeau e fazer o um igual. Os encarnados colocavam de novo o pé na Final Four da prova.

Sem conseguir ter o domínio do jogo, o SL Benfica foi permitindo que o Aves ameaçasse o segundo e mantivesse a partida em aberto. Ao minuto 80 Seferovic esteve perto de fazer auto-golo e, no minuto seguinte, foi Falcão a falhar por pouco a baliza de Svilar, após canto batido na direita do ataque. O Desportivo das Aves ainda pressionou, mas não conseguiu reverter o resultado e a eliminação.

Eficácia poderá mesmo ser a palavra-chave deste encontro, com o SL Benfica a aproveitar uma das poucas vezes em que chegou com perigo à área de Beunardeau para fazer o golo e, com o 1-1, garantir o acesso à Final Four da Taça da Liga. Do lado avense fica a persistência e ficam as oportunidades criadas, com a turma de José Mota a fazer por merecer o segundo golo ao longo da segunda parte.

Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Jorge Felipe, Vítor Costa, Falcão, Rúben Oliveira (Fariña 71’), Vítor Gomes (Elhouni 82’), Baldé, Amilton (Nildo 75’) e Derley

Onze inicial SL Benfica: Svilar, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Yuri Ribeiro, Fejsa, Pizzi (Alfa Semedo 90+1’), Gedson, Zivkovic, Cervi (Jonas 59’) e Seferovic (Salvio 85’)

A FIGURA

Fonte: CD Aves

Mama Baldé – Um verdadeiro tanque. O guineense alia a força física à sua disponibilidade ofensiva, tornando-se um perigo constante para a defesa adversária. O extremo complicou (e muito) a missão de André Almeida, impedindo-o de progredir no terreno para se defender das investidas do jogador emprestado pelo Sporting. Para além da velocidade e poder de explosão, Baldé mostrou que tem “pinta” de goleador: uma cabeçada à ponta-de-lança, aos 49 minutos, colocou os avenses na liderança e ainda assumiu a posição “9” nos instantes finais. A turma de José Mota pode ter dito adeus à Taça da Liga, mas tem em Mama Baldé um dos alicerces na luta pela manutenção no principal escalão do futebol português.

FORA DE JOGO

Fonte: CD Aves

José Mota – Os treinadores têm sempre uma posição ingrata: se mexem no onze, podem ser os culpados pelo resultado menos positivo; se não mexem, deveria ter agido mais cedo. De facto, o último cenário corresponde na perfeição ao que se assistiu na Vila das Aves. José Mota só mexeu no onze quando sofreu o golo de Seferovic, que acabou por ser decisivo na discussão do resultado. O treinador de 54 anos vive um momento complicado: acaba por ser eliminado da Taça da Liga quando tinha o apuramento para a Final Four na mão e encontra-se ao leme de um Desportivo das Aves que teima em não sair dos “aflitos”. Será o fim da linha para José Mota?

CONFERÊNCIA BnR

CD Aves

José Mota: “Num jogo em que dois resultados serviam o adversário, tínhamos de ter qualidade e ser eficazes. Tivemos qualidade e organização, pecámos na finalização. Aí está a diferença do Aves para o Benfica. O Benfica teve duas oportunidades e fez um golo, o Aves teve seis ou sete e fez um golo. Acho que merecíamos ter chegado à Final Four porque fomos melhores. Não é normal o Benfica conceder seis ou sete oportunidades ao adversário. Fico contente pela forma como os meus jogadores demonstraram que têm capacidade para jogar com qualquer adversário e pela forma como o jogo correu, de forma civilizada e competitiva”.

“Ainda não vi o golo do Benfica, não sei se está fora-de-jogo ou não. Vou ver as imagens, mas vamos ser rigorosos. Se era fora-de-jogo teria de ser assinalado. Mas eu não quero falar da arbitragem, acho que o árbitro fez uma boa arbitragem. Estou desiludido com a falta de eficácia, fomos melhores do que o Benfica e merecíamos ter passado.

“Sabemos que se fizermos 20 jogos com o Benfica provavelmente perdemos 15, empatamos dois e ganhamos três, e isto a ser optimista. Mas já derrotei várias vezes o Benfica e há uma série de factores que me fazem perceber que é possível e temos de passar isso para os jogadores”.

“Sabemos que esta prova, da forma como está desenhada, é para beneficiar os quatro primeiros classificados. Percebo que, por parte da liga e de quem apoia esta prova que assim seja. Como treinador, gostava que não fosse”.

SL Benfica

Rui Vitória: “O objectivo era chegarmos a Final Four e conseguimos. Um jogo em que o adversário queria vencer, teve uma boa postura. Sabíamos que o objetivo era ganharmos essa possibilidade de irmos à Final Four e estamos satisfeitos por isso. O objetivo foi alcançado e isso é que importa”.

“Fizemos oito jogos, três em casa, cinco fora. Atingimos objetivos, já vamos com três dezenas de jogos em cima. Não me preocupa muito a questão exibicional, preocupava-nos o resultado e havia dois que serviam”.

“Deixem-nos trabalhar à vontade. Nós estamos a fazer o nosso trabalho. Não estou aqui para comentar as propostas que fazem em relação a mim. O que tenho a dizer é que eu vou ficar no Benfica, estou aqui muito bem. Queremos trabalhar tranquilos” (Em relação a uma suposta proposta chegada da Arábia por Rui Vitória).

“Os meus jogadores têm sido muito fortes nesta preparação mental”.

Artigo de Joana Quintas e João Filipe Coelho

Foto de Capa: Bola na Rede

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