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Rio Ave e Santa Clara inauguraram, esta sexta-feira, a 22.ª jornada da Primeira Liga no estádio dos Arcos. A partida terminou com a vitória por 2-1 da equipa dos Açores, que conseguiu concretizar as poucas oportunidades que teve à sua disposição, tal foi o domínio do Rio Ave.
Em Vila do Conde foi o Santa clara que conquistou os três pontos. Num jogo, no qual o Rio Ave demonstrou desde cedo querer ganhar, foi a eficácia da equipa de João Henriques que acabou por ser o fator decisivo.
Boa jogada do Santa Clara logo a abrir o jogo com um bom passe de Pineda a desmarcar Schettine que ganha na corrida a Rúben Semedo e isolado remata ao lado do poste direito da baliza defendida por Leo Jardim.
O jogo começou com ambas as equipas a terem sucesso nas transições ofensivas e a causarem problemas aos setores defensivos. Ia-se, nesta altura, assistindo a uma grande intensidade nas disputas de bola a meio campo, algo que permitia estas transições rápidas.
Entrámos nos vinte minutos de jogo com um grande remate de Bruno Moreira ainda de fora da grande área a obrigar Marco a defender com dificuldades para canto. O Rio Ave ia tendo, por esta altura, mais posse de bola e mais controlo do jogo.
Aos 28 minutos da partida, o Santa Clara chegou, contra a tendência do jogo, ao golo. Cruzamento a partir de uma bola parada de Bruno Lamas e Fábio Cardoso a saltar mais alto do que os defesas contrários e a cabecear sem hipóteses de defesa para o fundo da baliza.
Mesmo antes da recolha para os balneários o Rio Ave conseguiu ainda chegar ao golo do empate. Cruzamento na esquerda, Bruno Moreira a desviar a bola de Marco e a deixar a bola a pingar para Ruben Semedo encostar e se estrear a marcar pelos vila-condenses.

Fonte: Liga Portugal
A equipa da casa continuou por cima do jogo no início da segunda parte, criando dois lances perigosos no início da mesma.
Ao minuto 65, o Santa Clara conseguiu outra vez chegar à vantagem. O Rio Ave perdeu a bola no meio-campo, Francisco Ramos desmarcou-se bem e rematou forte para defesa incompleta de Leo Jardim. A bola sobrou para Schettine que rematou à meia volta para o fundo das redes com o guardião vila-condense a tocar ainda na bola antes desta entrar.
Said teve mais uma grande oportunidade para o Rio Ave marcar neste jogo. Galeno a passar a bola rasteira para o reforço de inverno da equipa da casa que de primeira desfere um remate potente a passar muito perto do travessão da baliza açoriana.
Mais uma chance de claro perigo por parte do Rio Ave. Desta vez foi Filipe Augusto que viu a bola pingar mesmo à sua frente e optou por rematar sem preparação. A bola passa, no entanto, mais uma vez muito perto da barra da baliza defendida por Marco.
Até final, viu-se o Rio Ave a investir cada vez com menos qualidade na procura do golo do empate. O jogo terminou, assim, com a vitória do Santa Clara que fica agora a apenas um ponto do Rio Ave e a ocupar provisoriamente o nono lugar da tabela classificativa.
Onzes iniciais:
Rio Ave: Leo Jardim, M. Reis (Said 70’), R. Semedo, N. Monte, Murilo (F. Coentrão 46’), Tarantini (Gabrielzinho 46’), B. Moreira, Diego L., F. Augusto, Nadjack, Galeno
Santa Clara: Marco, F. Cardoso, Ukra (Pablo Lima 73’), Pineda, César, J. Lucas, Kaio, B. Lamas (Chrien 63’), Francisco Ramos, Patrick, Schettine (Evouna 76’)
A FIGURA

Fábio Cardoso – Imponente na defesa, liderou a equipa nesta vitória, marcando o primeiro golo do Santa Clara ainda na primeira parte. Boa exibição no geral do português.
O FORA DE JOGO

Nadjack – O lateral ia conseguindo subir bem em manobras ofensivas que se traduziam em algum perigo para o Santa Clara. Foi, no entanto, no capítulo defensivo que acabou por pecar mais. Não recuperava bem a posição e a equipa açoriana agradeceu a liberdade oferecida naquele lado do seu ataque.
BnR na Conferência de Imprensa
Rio Ave FC
BnR: Os dois golos do Santa Clara acabaram por ser praticamente as duas únicas oportunidades da equipa no jogo inteiro tiveram inicio em duas desatenções do Rio Ave na saída de bola. O que é que acha que faltou no meio campo, no setor defensivo e na saída de bola, que se traduziram nestes dois golos do Santa Clara?
Daniel Ramos: Não foram duas, mas se calhar três situações de golo, é verdade que sim. Fica difícil. É ser realista e analisar o que se passou e perceber que a eficácia de uns e a eficácia de outros faz a diferença. No jogo conta aquilo que se aproveita. Na primeira parte que nós entrámos muito bem no jogo. Uma equipa pressionante, a ter iniciativa, a conceder muito pouco ao Santa Clara. Apenas duas situações, um contra-ataque e um golo de bola parada. E na antevisão já tinha avisado que era preciso ter cuidado com as bolas paradas. Do outro lado um Rio Ave a ser dominador. A tentar circular a tentar chegar de diversas formas perto da baliza. Em cima do intervalo fizemos o golo do empate. Na segunda parte até aos quinze minutos finais viu-se um Rio Ave bem melhor que o Santa Clara. Tivemos o ascendente: a circulação, a posse, as oportunidades. Poderíamos ter feito o 2-1 que certamente nos daria a vitória porque iríamos gerir o jogo até ao final e sem o Santa Clara sair de um bloco muito, muito baixo. O Rio Ave quanto a mim até a fazer a melhor exibição dos quatro jogos que estamos aqui em casa. A perdermos hoje de forma injusta, mas quem comete erros como aqueles que nós cometemos, principalmente o segundo, está sujeito a perder o jogo.
CD Santa Clara
BnR: No último jogo contra o Boavista entrou Francisco Ramos para o lugar do lesionado Rashid. Como conseguiu num tão curto espaço de tempo adaptar a equipa às características de Francisco Ramos que admitiu serem diferentes de Rashid?
João Henriques: Primeiro foi mudar o sistema tático com que iniciámos o jogo. Nós no Bessa apresentámos um 4-4-2 com quatro médios em losango, os dois avançados móveis e aqui apresentámos um 4-2-3-1, onde o Francisco estava mais adaptado às situações do Vitória. E então, tentando jogar com isso e com aquilo que foi o trabalho da semana o Francisco é um jogador inteligente. É um jogador que já tem muito tempo de qualidade de treino e de jogo, é internacional então facilmente se adapta a várias situações e com a facilidade que o grupo também apropriou a ele e aos outros jogadores que chegaram agora em janeiro conseguimos potenciar realmente a entrada do Francisco.
Foto de Capa: Liga Portugal
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









