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Liverpool FC 0–0 FC Bayern Munique: Nulo defrauda expetativas de grande espetáculo

Guilherme Costa · 3 min

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Liverpool FC e Bayern Munique não conseguiram desfazer o nulo no marcador na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Em Anfield Road, perspetivava-se um grande jogo de Futebol, contudo, os dois conjuntos não mostraram grande imaginação para alcançar uma boa vantagem para a segunda mão.

Quanto às opções iniciais, Jurgen Klopp foi obrigado a formar uma dupla central diferente do habitual, composta Joel Matip e Fabinho, devido à ausência de peso de Van Dijk – a cumprir castigo, depois de ter visto o terceiro cartão amarelo frente ao SSC Nápoles, ainda na fase de grupos. Nos visitantes, Niko Kovac deu a titularidade a Coman, que recuperou rapidamente da lesão sofrida na partida anterior para a Bundesliga.

Com um grande ambiente nas bancadas de Anfield Road, o início do jogo foi marcado pela boa entrada dos bávaros, que dispuseram das primeiras ocasiões de perigo: primeiro, Lewandowski (13’) viu Alisson a dar “o peito às balas” para impedir o golo inaugural, e, logo a seguir, o remate de Coman embateu nas malhas laterais.

Apesar das dificuldades em ter bola na primeira metade da primeira parte, o Liverpool conseguiu melhorar e estancou o poderio visitante até então. Os ingleses estiveram inclusive perto de marcar por intermédio de Salah, que recebeu um bom cruzamento, mas cabeceou para longe do poste da baliza de Neuer. A melhor ocasião pertenceu a Sadio Mané, ao minuto 33, que, à frente de Neuer, rematou torto e perdeu uma boa chance de faturar.

O intervalo chegou pouco tempo depois com um nulo no marcador, numa primeira parte em que o medo de arriscar dos dois lados veio ao de cima e o espetáculo foi um pouco pobre, face à grande expetativa para este embate antes do apito inicial. Esperava-se uma segunda parte mais aberta e com as duas equipas à procura de saltar para a frente na eliminatória.

Mané desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer o 1-0, antes do intervalo
Fonte: UEFA

No recomeço do encontro, foi-se assistindo ao mesmo filme do primeiro tempo, até que Gnabry tentou dar um rumo diferente à partida: ao minuto 59, o extremo francês, à entrada da área, atirou por cima da barra da baliza do Liverpool. Este lance podia ter dado vida a um jogo morno, mas foi um completo engano, já que as defesas iam conseguindo anular bem as pretensões dos atacantes.

Visto que tanto Bayern como Liverpool estavam a ter dificuldades em atacar a baliza adversária de forma organizada, os dois treinadores fizeram alterações para conseguir dar um “abanão” no jogo, mas isso só ocorreu nos últimos cinco minutos, e novamente por Mané, que respondeu a um cruzamento do lado esquerdo e cabeceou para o canto inferior esquerdo da baliza de Neuer. O guardião foi obrigado a aplicar-se para manter o nulo. Destaque ainda para a entrada de Renato Sanches perto do final.

O árbitro deu por encerrado um jogo monótono que defraudou as expetativas dos amantes do futebol espetáculo, característico da liga milionária. O nulo deixa assim tudo em aberto para a partida no Allianz Arena, a 13 de março.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson Becker; Alexander-Arnold; Joel Matip; Fabinho; Andy Robertson; Wijnaldum; Jordan Henderson; Naby Keita (James Milner 76’); Sadio Mané; Mohamed Salah; Roberto Firmino (Divock Origi 76’)

FC Bayern München: Manuel Neuer; David Alaba; Mats Hummels; Niklas Sule; Joshua Kimmich; Javi Martínez; Thiago Alcântara; James Rodríguez (Renato Sanches 88’); Sèrge Gnabry (Rafinha 90+1’); Kingsley Coman (Franck Ribery 81’); Robert Lewandowski

A FIGURA

Fonte: UEFA

Sadio Mané – Apesar de as oportunidades terem sido (muito) poucas, o extremo senegalês teve as duas mais perigosas de todos os 90 minutos e podia ter dado a vitória ao Liverpool.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liverpool FC

Roberto Firmino – O avançado brasileiro esteve muito escondido do jogo e quase não tocou na bola durante a partida. Não conseguiu criar uma jogada de verdadeiro perigo para a defesa adversária.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

Guilherme Costa

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