Publicidade

Gabriel? Sim, o novo Gabriel!

João Neves · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

É de todo oportuno escrever sobre um dos homens fortes da equipa do SL Benfica: Gabriel. E, de forma a percebermos o que está em análise neste texto, é necessário perceber que Gabriel chegou ao Benfica na era de Rui Vitória e que a imediata adaptação ao futebol nacional não foi de todo um “mar de rosas”.

Gabriel chegou ao Benfica com um rótulo de “craque”. O valor pago em questão e os vídeos que iam promovendo o médio brasileiro faziam perceber que estávamos a contratar um meio-campista dotado de uma forte visão de jogo e rápido a subir e descer no terreno consoante a fase do jogo.

Com Rui Vitória, o processo de aprendizagem e o futebol praticado não foram atraentes e Gabriel nunca conseguiu praticar um jogo fluido. Há quem diga que se devia ao facto de o meio-campo encarnado ser constituído por três médios e isso tirava espaço e protagonismo a um box-to-box como Gabriel é.

Há quem diga que o brasileiro simplesmente estava com dificuldades em adaptar-se ao futebol português devido às diferenças do estilo de futebol. Há quem… muitas foram as opiniões dadas acerca de Gabriel, mas a verdade é que hoje percebemos a qualidade de jogar que o Benfica tem no balneário e a influência que o mesmo tem num esquema tático como este que o Benfica utiliza.

O Gabriel é, atualmente, o jogador que mais controlo tem sobre as jogadas ofensivas
Fonte: SL Benfica

Com Gabriel, o jogo flui com muito mais tranquilidade do que com qualquer outro médio encarnado.

Salta imediatamente ao pensamento o nome Pizzi para jogar à frente do trinco, mas a verdade é que Gabriel é um médio muito diferente e muito mais seguro do que Pizzi nas tarefas ofensivas. O seu pé esquerdo serve de controlo teleguiado a bolas longas para as alas ou até a remates de grande potência aos guarda-redes adversários.

O seu porte físico torna o meio-campo encarnado mais seguro defensivamente, seja na procura de bola em ressaltos, ou cortes e encostos de ombro. Claro que o porte físico, utilizado sem justificação, pode provocar cartões amarelos desnecessários e até expulsões.

É sobre uma específica expulsão de Gabriel que temos de perceber o impacto de jogar com ou sem Gabriel. É que, a partir do momento que todas as jogadas ofensivas e tarefas defensivas acabam por ter o jogador brasileiro como um dos homens de destaque, a ausência do mesmo deixa o Benfica sem o seu homem forte do meio-campo. Notou-se esse impacto negativo logo no jogo a seguir ao clássico no Estádio do Dragão.

O empate em casa com o Belenenses SAD mostrou um Benfica que procurou, com insistência, o futebol de alas e sem grandes soluções, pois a forma, a estratégia habitual, era um Benfica interior onde o médio ligava a zona mais recuada do terreno aos homens da frente.

Visto assim, é importante ter Gabriel até ao final da temporada, continuando as suas boas exibições, dando assistências, construindo jogo e fazendo a diferença perante os adversários das próximas jornadas.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

João Neves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.