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Juventus FC 1-2 AFC Ajax: Fabuloso Ajax verga Vecchia Signora rumo às meias

João Brandão · 3 min

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Incrível! O Ajax foi a Turim derrubar a Juventus, que apostou todas as fichas nesta competição, e qualificou-se para as meias-finais da Liga dos Campeões, 22 anos depois. No entanto, muito mais que o resultado, fica na retina a forma como o fizeram, humilhando o quase octacampeão italiano, com uma segunda parte magnífica.

Em relação ao jogo de Amesterdão, Massimiliano Allegri fez três alterações, trocando João Cancelo, Bentancur e Mandzukic por De Sciglio, Can e Dybala. Já Tem Hag apenas substituiu o castigado Tagliafico pelo recuperado Mazraoui. No entanto, ainda dentro dos dez minutos iniciais, o marroquino teve que sair devido a lesão, entrando para o seu lugar Sinkgraven.

O jogo começou com as duas equipas a demonstrarem muita vontade de atacar as balizas, mas com pouca paciência para ter bola. Aos 21 minutos surgiu a primeira oportunidade do jogo, para o Ajax, com Van de Beek a desperdiçar a oportunidade, depois de um bom trabalho de Neres na área. Na resposta, Dybala rematou para defesa vistosa de Onana.

Depois, as equipas passaram das ameaças aos atos. Estavam decorridos 28 minutos, quando a Juventus se adiantou no marcador, por intermédio de Cristiano Ronaldo. Canto batido na direita por Pjanic e o português, solto de marcação, nem precisou de tirar os pés do chão para cabecear para o 1-0.

Mais um golo de Cristiano Ronaldo nos quartos de final da Champions
Fonte: UEFA

A vantagem dos bianconeri durou pouco mais de cinco minutos. Os holandeses adiantaram-se no terreno e restabeleceram a igualdade na sequência de um remate de Ziyech, que embateu num defesa da Juventus e sobrou para Van de Beek, em posição privilegiada, atirar a contar.

Foi com o empate a uma bola, o mesmo resultado da primeira mão, que chegámos ao intervalo. Dos balneários não regressou Dybala, que tinha acabado o primeiro tempo tocado, entrando Kean para o seu lugar.

Dos balneários veio também um Ajax em modo “rolo compressor”. O segundo tempo foi um verdadeiro massacre por parte dos holandeses, que encostaram a Vecchia Signora às cordas. Primeiro, aos 52’, Ziyech, isolado na sequência de uma boa combinação ofensiva, rematou para uma defesa espantosa de Szczesny, que esticou o braço esquerdo quando já parecia batido. Pouco depois, um remate de Van de Beek em arco só foi travado por mais uma enorme defesa do guardião polaco.

As investidas do Ajax não paravam e, numa jogada de contra-ataque quase perfeita, Pjanic tirou o pão da boca de Ziyech. Até que, aos 67, lá surgiu o mais que merecido golo do Ajax: canto batido na direita e De Ligt saltou mais alto que dois adversários e cabeceou sem qualquer hipótese para Szczesny. Vantagem justíssima dos holandeses, que amassaram a Juventus de uma forma nunca antes vista esta época.

Contrariamente ao previsto, depois do golo, o Ajax continuou por cima e esteve sempre mais próximo do terceiro tento do que a Juve do empate. Neres, na cara do guardião, falhou o remate e Ziyech acabou mesmo por introduzir a bola na baliza, mas foi assinalado um fora de jogo anterior.

A Juventus não conseguiu criar qualquer grande oportunidade para marcar no segundo tempo, sendo completamente engolida por um Ajax implacável. A equipa de Ten Hag joga um futebol muito apelativo, sem medo de adversários «maiores» como FC Bayern, Real Madrid CF ou Juventus e merece tudo o que já conseguiu alcançar.

Fiéis a uma ideia de jogo e mantendo os princípios frente a qualquer adversário, o Ajax de Ten Hag tem já um lugar guardado na história da Liga dos Campeões.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Juventus FC: Szczesny, De Sciglio (João Cancelo 64’), Rugani, Bonucci, Alex Sandro, Can, Pjanic, Matuidi, Bernardeschi (Bentancur 80’), Dybala (Kean 45′), Ronaldo

AFC Ajax: Onana, Veltman, De Ligt, Blind, Mazraoui (Skingrave 11′) (Magallán 82’), Schone, De Jong, Ziyech(Huntelaar 88’), van De Beek, Neres, Tadic

A FIGURA

Van de Beek – Não tem o nome mais sonante da equipa, mas é uma “formiguinha de trabalho” incrível. Hoje foi das unidades em maior destaque, ao marcar o primeiro golo e ao obrigar Szczesny a um par de intervenções incríveis. Equilibrou a equipa, fazendo a ligação do duplo pivô aos elementos mais avançados e anulou Pjanic no momento de criação da Juventus. Nota positiva também para toda a restante equipa, que se comportou de forma adulta e muito madura.

O FORA DE JOGO

Emre Can – O médio alemão passou despercebido no jogo, não conseguindo acrescentar muito ofensivamente nem equilibrando a equipa no plano defensivo. Em comparação com a exibição de Bentancur na primeira mão, esteve muitos furos abaixo.

João Brandão

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