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Mundial de Andebol Sub21: Portugal cumpre mínimos, mas pode fazer melhor

Duarte Pereira da Silva · 3 min

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Em 2017, Portugal havia chegado às meias-finais do Campeonato do Mundo de Andebol de sub21. A seleção nacional partia assim para esta prova integrada num lote de potenciais vencedoras da competição. Na antevisão da competição, o selecionador nacional, Nuno Santos, foi ambicioso e traçou como principal objetivo alcançar novamente as fases mais adiantadas da prova.

A seleção portuguesa estava no grupo C, juntamente com a Croácia, a Hungria, o Brasil, o Bahrain e ainda com o Kosovo. Teoricamente, croatas, húngaros e brasileiros seriam os adversários que mais dificuldades colocariam a Portugal.

O lote de 18 convocados contava com jogadores como Luís Frade e Gonçalo Vieira, jogadores do Sporting; André Gomes, lateral do FC Porto ou Francisco Pereira, central do SL Benfica.

PIOR COMEÇO SERIA DÍFICIL

No encontro inaugural, Portugal media forças com o Brasil. Os jovens portugueses entraram algo displicentes e a cometer demasiados erros. Nesse capítulo, André Gomes foi um dos que mais se destacou. Na vertente defensiva, o cenário era ainda pior. Pouca agressividade e demasiado espaço para os brasileiros visarem a baliza portuguesa.

Por outro lado, os brasileiros mostravam-se bastante concentrados e assertivos. Assim, foi sem grande surpresa que o Brasil chegava ao intervalo com uma vantagem de 10 golos. Uma primeira parte para rapidamente esquecer.

Na segunda parte, os comandados de Nuno Santos melhoraram um pouco, mas o mau começo tornava a missão quase impossível. Portugal havia mesmo de entrar com o pé esquerdo neste mundial e sair derrotado por 30-35. Uma nota para Diogo Silva, que marcou um total de 13 golos.

GATO ESCALDADO DE ÁGUA FRIA TEM MEDO

Portugal partia agora para os restantes jogos com uma pressão adicional. Apesar de passaram as quatro primeiras seleções, convinha evitar os últimos lugares do grupo para fugir aos tubarões na fase a eliminar.

Na segunda jornada, frente ao Bahrain, Portugal melhorou um pouco, mas ainda mostrou algumas debilidades defensivas. No entanto, e avisados pelo desaire no primeiro encontro, os portugueses chegaram ao final da primeira parte a vencer por 15-12. Neste encontro, que Portugal havia mesmo de vencer por 29-27, Diogo Silva voltou a estar a um nível incrível. O internacional português marcou um total de 11 golos e contribuiu e muito para a primeira vitória portuguesa no Campeonato do Mundo.

Diogo Silva foi a principal figura da seleção portuguesa na fase de grupos
Fonte: IHF

Na terceira jornada, e no encontro que teoricamente seria mais fácil, Portugal não facilitou e venceu com facilidade a seleção do Kosovo por 32-21. Correndo o risco de me tornar repetitivo, Diogo Silva voltou a ser o melhor marcador da seleção portuguesa. O jovem português assinou um total de 8 golos.

Portugal partia assim para o encontro com a Hungria com algum conforto. Naquela que foi para mim a melhor exibição de Portugal durante toda a fase de grupos, a seleção nacional entrou bastante forte e cedo se viu com uma vantagem de cinco golos. Portugal foi então gerindo o encontro e acabaria mesmo por vencer os húngaros por 28-36 e carimbava o apuramento para os oitavos de final da competição.

DISTRAÇÕES VALEM DUELO DE GIGANTES LOGO NOS OITAVOS

No último encontro da fase de grupos, e já com a qualificação garantida, Portugal enfrentava a Croácia. O objetivo passava por vencer de forma a evitar alguns dos principais tubarões na fase a eliminar. No entanto, Portugal voltou a mostrar bastantes debilidades defensivas, tal como havia acontecido frente ao Brasil. Por sua vez, os croatas, que, na minha opinião, são um dos principais candidatos ao título, mostraram-se mais concentrados no capítulo defensivo e mais eficazes no processo ofensivo.

Desta forma, foi com justiça que a seleção croata venceria Portugal por 32-30. A seleção portuguesa haveria de terminar a fase de grupos no terceiro lugar e marcar assim encontro a toda-poderosa seleção alemão. Os alemães terminaram no primeiro lugar do grupo D com apenas uma derrota.

Portugal não venceu o último jogo do grupo em que estava inserido e vai ter a Alemanha como adversário
Fonte: IHF

Será, certamente, um desafio bastante complicado. O segredo passará por uma maior solidez defensiva. Esse é claramente o aspeto em que a seleção portuguesa tem claramente de melhorar. Nos jogos com seleções mais fortes, como a Croácia ou o Brasil, os jogadores portugueses não podem permitir que os adversários rematem dos nove metros sem qualquer oposição. Caso Portugal queira eliminar a seleção alemã, os comandados de Nuno Santos terão de melhorar bastante neste aspeto. No que ao capítulo ofensivo diz respeito, cabe a Gonçalo Vieira, Diogo Santos, André Gomes ou Luís Frade fazerem uso de todo o seu potencial e não facilitarem no momento da finalização.

Foto de Capa: IHF

Duarte Pereira da Silva

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