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Noruega 2-3 Portugal (Sub-21): No frio norueguês, quem manda são os portugueses

André da Silva Amado · 4 min

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Em partida a contar para o grupo sete de apuramento para o Europeu 2021, Portugal encarava a Noruega, tentando limpar a imagem deixada na ronda anterior frente à Holanda. Em relação a esse jogo contra a laranja mecânica, o onze português sofreu algumas alterações, com quatro novas entradas.

Num jogo em que Portugal entrou da melhor maneira – nem deu para aquecer e a bola já entrava na baliza norueguesa –, o jogo foi bem mais de esforço do que aquilo que poderia ter sido. Logo aos 2’, após um mau alívio do guarda-redes Klaesson, a bola sobra para o lado esquerdo do ataque português onde Vítor Ferreira executa um bom cruzamento que encontra Fábio Vieira que domina de peito e remata de pé esquerdo para o fundo da baliza. Uma bela execução e estava feito o primeiro. Com o frio e a chuva que se fazia sentir, os nossos rapazes não podiam ter tido melhor início.

A verdade é que Portugal se sentia confortável no jogo, circulava a bola, e, diga-se, tem claramente melhor equipa. A classe de Fábio Vieira invadiu o sintético de Drammen, tendo sido aquele que teve as melhores intervenções do primeiro tempo. Além do primeiro golo que marcou, o segundo teve início nos seus pés. Com um grandíssimo passe para as costas da defesa contrária a desmarcar Rafael Leão, o milanês, aproveitando esta delícia, cruza rasteiro e tenso para o interior da área para Jota concluir com um remate igualmente bem executado.

A seleção nacional mandava no jogo e deixava transparecer toda a classe dos seus jogadores. Só que, à passagem da meia hora, surgiu um contratempo inesperado. O capitão Diogo Queirós, com uma entrada imprudente, é sancionado com o segundo amarelo e respetiva expulsão. Uma contrariedade que não estava nos planos e só a partir desta a Noruega poderia sonhar com algo mais, quando não estava a conseguir criar verdadeiro perigo.

Os sub-21 demostraram categoria numa vitória que tinha tudo para ser mais tranquila
Fonte: Seleções de Portugal

Entretanto, Rafael Leão dava lugar a Tiago Djaló para equilibrar o setor defensivo, depois de uma meia hora de grande nível dos lusos. A segunda parte prometia maior expectativa e sofrimento. A superioridade da seleção era tal e esta expulsão só viria dificultar a restante tarefa.

Tarefa essa que acabou por ser cumprida com distinção, visto que o segundo tempo veio confirmar o triunfo luso, mas com o tal sofrimento que se esperava. Num jogo que poderia e deveria ser bem mais tranquilo, visto que a diferença entre os dos dois conjuntos era evidente, a expulsão acabou por diminuir as ambições da turma portuguesa, que, em condições normais, teria saído da Noruega com um triunfo mais dilatado.

Apesar desta condicionante, os portugueses conseguiram conter o previsível avanço no terreno dos adversários e chegaram até ao terceiro golo por intermédio de Florentino, num golo pouco habitual – de cabeça na área – e através de uma assistência do melhor em campo, Fábio Vieira. Atenção a este menino. Que grande partida fez o jogador portista!

A Noruega via-se a perder em casa e com mais um jogador, mas só aqui e ali conseguia chegar com perigo à baliza de Diogo Costa, tendo mesmo conseguido marcar por duas vezes, através de uma grande penalidade e um golo de encostar, em cima da baliza, já perto do final. Reação que foi insuficiente para travar o maior poderio de Portugal, que sai do norte da Europa com uma vitória tão justa como importante na busca pelo apuramento para o Europeu da categoria.

A turma de Rui Jorge acabou por confirmar o favoritismo e mostrou que tem um grupo de jogadores com qualidade. Agora, a competição só volta em março e espera-se competência suficiente para lutar pelo primeiro lugar que neste momento pertence aos holandeses.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Noruega – Kristoffer Klaesson (GR), Leo Östigard, Ulrik Fredriksen, Birk Risa (Fredrik Bjørkan, 78’), Odin Björtuft (Dahle Borchgrevink, 66’), Aron Dønnum, Kristian Thorstvedt, Hugo Vetlesen (Jens Hauge, 58’), Emil Bohinen, Hakon Evjen, Ola Brynhildsen (Lars Larsen, 58’)

Portugal – Diogo Costa (GR), Thierry Correia, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tomás Tavares, Florentino Luís, Fábio Vieira (Danny Mota, 83’), Miguel Luís (Gedson, 83’), Vítor Ferreira, Rafael Leão (Tiago Djaló, 34’), Jota (Trincão, 54’)

A FIGURA

Fonte: Seleções de Portugal

Fábio Vieira – Que grande jogo do médio português! Marcou o primeiro golo e esteve nos outros dois. Com passes magistrais e uma leitura de jogo excecional, comandou as tropas nacionais no frio nórdico. Aquele pé esquerdo tem magia e mostrou que veio para ficar.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Diogo Queirós – A expulsão precoce do capitão acabou por condicionar um jogo que estava na mão e só não terminou com um resultado indesejado, devido à competência e qualidade do grupo. Resultado esse que poderia ter tido uma diferença maior, não fosse a tal condicionante. Uma ‘’traição’’ que provocou um maior desgaste na equipa e que esta não merecia.

Foto de Capa: FPF

Revisto por: Jorge Neves

André da Silva Amado

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