Publicidade

FC Porto: A incerteza sobre o futuro de Moussa Marega

Filipa Mesquita · 2 min

FC Porto: A incerteza sobre o futuro de Moussa Marega
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Com o futebol parado há mais de duas semanas, e sem que haja para já o regresso oficial das competições, começa a haver uma especulação crescente quanto ao futuro da equipa na próxima temporada. Seja por jogadores em fim de contrato – e que não chegam a acordo de renovação -, ou por vontade de rumarem a outros campeonatos, há abertura para se falar de eventuais saídas e do impacto que isso pode ter no plantel orientado por Sérgio Conceição, que tem contrato até junho de 2021.

Com o treinador no leme da equipa, pelo menos para já, surgem os primeiros rumores da saída de jogadores preponderantes como é o caso de Alex Telles e, mais recentemente, Moussa Marega que, apesar de ter contrato até 2021, já demonstrou que não tem intenções de ficar.

Marega chegou ao FC Porto em janeiro de 2016, proveniente do CS Marítimo – equipa que representou durante uma temporada e meia. Quando chegou aos dragões, a adaptação não foi a melhor, o que obrigou a um empréstimo na temporada seguinte ao Vitória SC, onde surpreendentemente marcou 14 golos em 31 jogos. Um registo que abonou a seu favor e o fez regressar com prontidão ao FC Porto na temporada seguinte. De odiado, o jogador começou a ser idolatrado pelos adeptos portistas que criaram cânticos de apoio ao maliano.

 

Com o futebol parado há mais de duas semanas, começa haver uma especulação crescente quanto ao futuro da equipa na próxima temporada.
Em 2017/2018, diante do CS Marítimo, Marega apontou o golo da vitória nos minutos finais, que colocou o FC Porto muito perto da conquista do campeonato
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Em 2017/2018 – temporada em que os portistas voltaram a ser campeões – , Marega foi um dos principais responsáveis pelo título, com 23 golos marcados em 41 jogos, com um dos golos a ser apontado ao CS Marítimo, na reta final do jogo e que permitiu os festejos antecipado dos portistas. Depois de uma temporada de feição, o maliano surpreendeu de forma negativa ao se ter recusado a treinar no início da época 2018/2019. Foram momentos de grande tensão entre o jogador e o treinador, mas que acabaram sarados com naturalidade e Marega realizou mais uma época de grande nível, com 21 golos em 47 jogos.

Curadas as desavenças e os momentos menos positivos, Marega voltou a fazer parte das contas de Sérgio Conceição para a presente temporada, apesar de estar a ter uma prestação muito menos conseguida, com apenas nove golos apontados em 35 jogos. Este registo também se explica devido a alguns problemas físicos que o jogador teve e também à chegada de Zé Luís ao plantel. Ainda assim, o setor ofensivo continua a ser um dos mais debilitados da equipa e com a eventual saída de Marega os alarmes voltam a ligar-se.

Para já, vai ser importante terminar esta temporada e só depois fazer contas à vida. Mas tendo em conta que o FC Porto precisa de vender jogadores para conseguir equilibrar as contas – que há muito tempo estão desequilibradas – a saída de Marega pode estar em cima da mesa.

A vontade do jogador possivelmente continua a ser a mesma: a saída. E com uma cláusula de 30 milhões, o negócio torna-se cada vez mais possível. De reforçar que o FC Porto precisa de alcançar cerca de 100 milhões de euros em transferências para cumprir as normas do fair-play financeiro da UEFA para inverter o resultado financeiro negativo.

Uma saída que tem, obrigatoriamente, de abrir portas a novos jogadores.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Filipa Mesquita

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.