Última horaSporting avança por guarda-redes em final de contrato
Publicidade

NFL e o (seu) problema racial

Leonardo Costa Bordonhos · 2 min

NFL e o (seu) problema racial
Foto: San Francisco 49ers

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Ao longo da história do Futebol Americano, a NFL tem enfrentado vários escândalos raciais envolvendo presidentes, equipas, treinadores, dirigentes e jogadores. Na última década não existe tema mais polémico do que o caso Kaepernick.

Colin Kaepernick era o quarterback afro-americano – ponto importante para a forma como a sua história se desenvolveu – dos San Francisco 49ers. Em 2016, começou a ajoelhar-se durante o hino americano antes de cada jogo como protesto contra a desigualdade e brutalidade racial.

Esta sua decisão não só acabou por impactar a sua carreira, que praticamente terminou no final dessa época, mas também sua vida pessoal. Desde então muito se fala da relutância que os donos das organizações têm mostrado em contratá-lo, dada a atenção que traria, sendo vários os analistas que afirmam que a única razão para Kaepernick não estar na liga é o facto de ser afro-americano e ter tomado uma posição.

O caso de Colin Kaepernick teve proporções inimagináveis e tem inspirado a vários outros movimentos

Nas últimas semanas, emergiu uma proposta por parte da NFL que também tem dado muito que falar, mas também por maus motivos. Foi anunciada uma proposta que iria oferecer incentivos, incluindo melhores escolhas no Draft, a equipas que escolhessem treinadores ou General Managers – os comuns diretores desportivos – pertencentes a minorias.

Este plano vem na sequência de uma regra implementada em 2003, denominada “Rooney’s Rule”, que obriga as equipas a entrevistarem pelo menos um candidato pertencente a uma minoria para cada vaga que procurem preencher.

Todas estas tentativas por parte da liga têm sido tentativas de tornar o campeonato o mais justo, oferecendo oportunidades iguais a todos os profissionais. Contudo, estas propostas têm tido o efeito contrário e até piorado a situação.

São vários os jogadores e dirigentes que têm vindo a público mostrar-se contra esta decisão – que ainda não foi aprovada nem se espera que seja. Muitos afirmam que tal proposta iria colocar em causa as capacidades dos treinadores e general managers, uma vez que não seriam contratados com base no seu trabalho, mas sim graças aos benefícios que trariam às suas equipas.

Até que seja tomada uma decisão, dificilmente este assunto se resolverá, e mesmo depois serão vários os comentários e protestos a favor e contra o resultado. A verdade é que, ano após ano, a NFL lida com casos e problemas raciais, e este é mais um capítulo numa história que não parece estar perto de terminar.

Foto de Capa: San Francisco 49ers

Artigo revisto por Joana Mendes

Leonardo Costa Bordonhos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A arte do futebol sem bola

Há jogadores que decidem jogos com um golo, guarda-redes que os salvam com uma defesa impossível e defesas que garantem vitórias com um corte no último segundo. São momentos que ficam na memória, mas que raramente contam toda a história de um jogo, até porque, antes de a bola chegar à área, há um setor onde muitas das decisões fundamentais são tomadas. O futebol mudou ao longo dos anos, com métricas e escolas de treinadores que olham para o meio-campo como parte essencial do sistema. Os sistemas táticos mais comuns como 4-3-3 e o 4-2-3-1 continuam presentes, mas as posições são cada vez menos rígidas, os jogadores adaptam-se mais facilmente a vários papéis e torna-se tudo mais fluído. Esta nova geração de treinadores tem explorado precisamente esta flexibilidade.

Francisca Marafona Graça · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.