Última horaSporting: Frederico Varandas e Rui Borges estão em Alcochete
Publicidade

SL Benfica | Uma defesa de manteiga?

Gonçalo Batista · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Mesmo depois da sofrida vitória frente ao Rio Ave FC, continuam evidentes as dificuldades exibicionais que o SL Benfica tem atravessado. Ofensivamente, mas sobretudo defensivamente.

Se no início da temporada vimos um SL Benfica caracterizado pela solidez defensiva e pelos pouquíssimos golos sofridos, neste momento o cenário é bem diferente. Nos últimos 13 jogos os encarnados sofreram golos em 11 partidas. Dos 17 golos sofridos no campeonato, um número bastante positivo, nove surgiram nas últimas oito jornadas.

Esta má fase a nível defensivo aparece apesar de a equipa das águias sofrer apenas 6.3 remates por jogo, sendo apenas 1.7 direcionados à baliza de Odysseas Vlachodimos. A equipa de Bruno Lage é também a formação com mais desarmes por jogo com 19.

Estas estatísticas demonstram que, apesar de o adversário não chegar muitas vezes à baliza dos encarnados, consegue sempre criar oportunidades perigosas e somar golos.

Ao longo da temporada, Ferro tem sido utilizado como o bode expiatório para o mau momento defensivo da equipa. Se é certo que o jovem central português está longe da melhor forma e tem cometido vários erros defensivos, o problema está longe de ser algo estritamente individual. Como central à esquerda, Ferro é exposto continuamente à ausência defensiva de Grimaldo. Mas, mais uma vez, o problema não é só do lateral espanhol. O treinador tem, ou deveria ter, perfeita consciência das características dos jogadores e das dinâmicas que lhes são pedidas.

Se um jogador possui debilidades num certo momento do jogo, estas devem ser “mascaradas” do ponto de vista coletivo, mas Bruno Lage nunca o conseguiu fazer. As debilidades à esquerda ficam ainda mais evidentes quando Cervi não está em campo. O baixinho argentino dá um contributo muito grande no lado defensivo do jogo, quiçá até maior que o contributo ofensivo. Com Rafa a conversa é outra. Defensivamente contribui pouco, raramente acompanhando as incursões ofensivas do lateral adversário, deixando quase sempre Ferro exposto a um “1 para 2”.

Ferro tem sido, injustamente, utilizado como um bode expiatório para justificar as dificuldades a nível defensivo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Neste momento de inferioridade numérica seria importante o apoio do meio campo. Weigl, o pivot do meio campo, apesar de ser bom a ler o jogo, é um jogador mais virado para a distribuição de jogo e marcação dos ritmos do que propriamente para a recuperação da posse de bola. No entanto, temos visto algum desenvolvimento defensivo do jogador, mas sempre relacionado à inteligência e leitura do jogo e não propriamente ao poder físico.

Gabriel, apesar do mau momento de forma, é um jogador muito importante do ponto de vista defensivo, sobretudo fruto do seu bom jogo aéreo e capacidade física. A sua ausência também contribuiu para esta quebra da equipa a nível defensivo.

O ideal para ajudar a corrigir os problemas defensivos na ala esquerda, sem Cervi em campo, seria o médio mais defensivo fazer as famosas “dobras” do lateral, como tanto víamos com Rui Vitória ou Jorge Jesus. Contudo, Weigl não tem de fazer este movimento. Nem seria ideal, porque estaríamos a condicionar muito as grandes qualidades do médio alemão.

Florentino desempenharia esta função na perfeição, mas desapareceu completamente das opções. As opções do treinador não são questionáveis, o que é questionável é a coerência e por vezes a teimosia das mesmas.

Isto é por demais evidente nos jogos em que a equipa encarnada cede, sem qualquer necessidade, a iniciativa de jogo ao adversário. Frente ao Portimonense SC, foi esta cedência de iniciativa e passividade que permitiu à equipa algarvia crescer. Com toda a qualidade e profundidade no meio campo do SL Benfica controlar o jogo, mas mantendo a posse de bola e a iniciativa seria facílimo.

As bolas paradas defensivas têm sido outro dos grandes problemas da equipa de Bruno Lage e Veríssimo (creditado pelo trabalho nas bolas paradas). O golo sofrido frente ao Portimonense SC é quase inacreditável. Marcação à zona com seis jogadores a defender o primeiro poste e apenas três entre a marca de penalty e o segundo poste (onde estavam quatro jogadores da equipa de Paulo Sérgio). A marcação à zona privilegia a atenção à bola, mas tem de ter em consideração o posicionamento e movimentação dos atacantes. Isso não aconteceu de todo. Frente ao Rio Ave FC, mais um golo de bola parada (Taremi apareceu completamente sozinho para a segunda bola).

Os problemas defensivos do SL Benfica surgiram fruto de maus momentos de forma de jogadores preponderantes neste setor, alguma passividade em certos momentos chave, algum azar, mas sobretudo de decisões quase incompressíveis da equipa técnica das águias.

Os problemas defensivos estão à vista e todas as equipas continuam, semana sim semana sim, a explorar as debilidades da equipa. No entanto, pouco parece mudar ou ser corrigido…

Gonçalo Batista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Andebol

Juventude portista dita quebra de invencibilidade leonina no Dragão Arena | FC Porto 34-32 Sporting

O FC Porto venceu o Sporting por 34-32, num grande jogo de andebol disputado num Dragão Arena ao rubro. Diogo Rêma brilhou na baliza e Ricardo Brandão e Vasco Costa assumiram o ataque portista numa tarde em que a juventude dos dragões ajudou a colocar um ponto final na longa invencibilidade leonina nas competições nacionais. FC Porto e Sporting entraram em campo igualados pontualmente com 27 pontos, e rapidamente mostraram porquê. Os primeiros minutos foram de enorme equilíbrio, com um empate a dois golos aos cinco minutos e a primeira vantagem leonina a surgir pouco depois, através de Francisco Costa (2-3).

Tiago Campos · 7 min de leitura
Ler a crónica
Fórmula 1

GP México | Verstappen vence e Antonelli é campeão do mundo

Max Verstappen venceu este domingo o Grande Prémio de México de Fórmula 1, com Andrea Kimi Antonelli a sagrar-se campeão do mundo de 2026 (o mais novo da história da categoria). Numa corrida com alguns capítulos, o italiano só precisava de conquistar dois pontos para se sagrar campeão, mas conquistou um pódio, coroando assim uma grande temporada. Verstappen venceu a corrida, que começou com uma luta na primeira volta entre os dois Ferrari, com ambos a saírem de pista, mas Charles Leclerc, que tentava a ultrapassagem sobre Hamilton, a ultrapassar fora de pista e a manter posição, sendo penalizado com cinco segundos. Verstappen passou para segundo e parou na mesma volta do monegasco, aproveitando isso para herdar a liderança, com Hamilton a parar na volta seguinte e a sair no terceiro lugar virtual. Antonelli e Lando Norris decidiram parar bastante mais tarde, mas, pouco depois da paragem do italiano, houve bandeira vermelha.

Bernardo Figueiredo · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.