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Olheiro BnR: Gonçalo Franco

Filipe Carvalho · 2 min

Olheiro BnR: Gonçalo Franco
Foto: Facebook Oficial de Gonçalo Franco

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Como se sabe, não é apenas nos grandes palcos que se encontram os grandes artistas, apesar de ser sempre mais fácil destacarmos o potencial de um jogador de “equipa grande” do que propriamente jogadores de divisões secundárias. No entanto, houve um que me chamou particularmente à atenção durante a presente época, de seu nome: Gonçalo Franco.

O apelido é-nos familiar e não é por acaso. Gonçalo é filho de Franco – antigo defesa formado no Sporting CP, que representou clubes como o CD Nacional, Leça FC, Rio Ave FC, Vitória SC, entre outros. A veia futebolística já a trouxe de nascença, mas é dentro das quatro linhas que vai confirmando as credenciais para poder atingir outros palcos.

Atualmente no Leixões SC – Futebol SAD, o médio ofensivo passou pelos escalões de formação do Boavista FC, FC Porto e Rio Ave FC, antes de chegar ao clube de Matosinhos. Começou a temporada na equipa de sub-23, mas no decorrer dos campeonatos, e fruto das necessidades técnicas, foi promovido à equipa “A”.

Diga-se que não foram precisos muitos jogos para captar o olhar dos espectadores mais atentos à Segunda Liga. Faz parte daquele lote restrito de jovens que basta tocarem três ou quatro vezes na bola, ou vermos 20 minutos de um jogo em que participe, para percebermos que “vai dar jogador”. Isto porque apenas jogou em seis jogos pela equipa principal, enquanto que na Liga Revelação fez 17 jogos e marcou três golos.

O internacional pelos sub-20 de Portugal, carateriza-se sobretudo pela simplicidade de processos. Não querendo levar o leitor ao engano com esta expressão, significa que é o tipo de jogador que faz com que o difícil pareça fácil – é um facilitador de jogo. O seu 1,76m não o tornam “franzino”. Muito pelo contrário, nunca vira a cara à luta. Encaixa perfeitamente em qualquer 4-3-3, ou até mesmo num 4-2-3-1 (aqui, mais como “oito” do que como “dez”).

Não sou apologista de fazer comparações entre jogadores de gerações e realidades futebolísticas diferentes, mas neste caso, é inevitável. Para dar a entender, Gonçalo Franco tem muitas semelhanças em relação ao estilo de jogo de André Horta (SC Braga), apesar de fisicamente, este ser mais baixo. Visão de jogo, técnica e inteligência tática. Velocidade quanto baste, “algum poder de choque” e capacidade de transportar a equipa para a frente, qual box-to-box.

O futebol é, em grande parte, feito de sorte. Mas não esqueçamos que a sorte sorri mais facilmente a quem trabalha para a ter. Franco tem tudo para subir patamares e conquistar outros objetivos (com todo o respeito pelo Leixões). Se esta época foi a da estreia, a próxima será certamente a da afirmação, ao lado dos “crescidos” nos bebés do mar.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Filipe Carvalho

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