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Itália 0-1 Uruguai: Godín acabou com as aspirações transalpinas

João Martins · 3 min

Itália 0-1 Uruguai: Godín acabou com as aspirações transalpinas

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O RESCALDO

O Itália – Uruguai era um dos jogos mais esperados da terceira jornada da fase de grupos do Mundial, uma vez que em causa estava a vaga restante do grupo D.

Para definir quem iria acompanhar a Costa Rica na qualificação para a fase a eliminar, antevia-se um jogo muito tático mas repleto de intensidade. A Itália apostava na sua habitual postura mais defensiva, e expectante, para ver como iria correr o jogo, sabendo que o empate chegava para se qualificar. Já ao Uruguai só a vitória interessava, e, por isso, esperava-se grande agressividade e capacidade de luta por parte dos sul-americanos.

O jogo começou de uma forma muito cautelosa por parte das duas equipas, que sabiam que qualquer golo poderia ser fatal para as suas aspirações. Na fase inicial do jogo ambas estavam ainda à procura de se encaixar, cabendo à Itália a gestão do jogo de uma forma mais tranquila.

O jogo acabou por estabilizar na primeira parte e houve momentos perigosos para cada um dos lados, estando a Itália por cima com mais lances. Contudo, o mais perigoso pertenceu ao ataque do Uruguai. O primeiro tempo ficou assim marcado pela enorme agressividade e intensidade colocada pelos jogadores ao disputar cada lance, não conseguindo no entanto transportar essa agressividade e intensidade para a criação de lances de perigo e ataques continuados.

A segunda parte iniciava-se com baixas de peso para cada lado. Se do lado da Itália saía o virtuoso Balotelli, do lado do Uruguai saía uma das peças chave, Lodeiro. A seleção celeste procurava, nesta altura, espaços mais adiantados do terreno correndo maiores riscos, e chegou-se a pedir penalty sobre Cavani, num lance muito duvidoso. Contudo, a tática italiana caiu por terra com a expulsão de Marchisio,  num lance também muito polémico. A entrada dura podia, na minha opinião, ter sido resolvida pelo árbitro com o amarelo e devido aviso ao jogador, mas o árbitro mexicano assim não o entendeu.

Com um a menos, a postura da Itália era ainda mais defensiva, uma vez que iria ter que defender o resultado perante um Uruguai que adquiria um aumento de moral. Suárez tornava-se o jogador mais proeminente do Uruguai e tentava bater Buffon, que ia dando uma excelente réplica. Porém, o avançado celeste não esteve sempre em evidência pelas melhores razões e parece ter voltado a morder um adversário, desta vez Chiellini.

Diego Godín festeja golo da vitória Fonte: Claudio Villa/Getty Images
Diego Godín festeja golo da vitória
Fonte: Claudio Villa/Getty Images

Já, em cima dos 81 minutos, através de canto, foi Godín a colocar a seleção sul-americana na frente com uma excelente finalização de cabeça. O jogador demonstra que o ano de sonho que tem vivido não é uma simples coincidência e está mais uma vez em grande, desta feita pela seleção. Tem sido seguríssimo a defender, e acabou por salvar a sua seleção de uma despedida precoce. Grande central, que demonstra o porquê de Simeone o considerar indispensável no Atlético.

A 10 minutos do final, as aspirações italianas caíam por terra, e apesar de tentar chegar à frente, sob comando de Pirlo, o que fazia não era suficiente. Nem a presença de Buffon, nos últimos minutos do encontro, conseguiu fazer a diferença na área adversária.

A Itália fica pelo caminho e é mais uma seleção europeia a marcar a viagem de regresso de terras de Vera Cruz. São já quatro as seleções do velho continente arredadas da competição, quando apenas três grupos estão decididos.

Quanto ao Uruguai demonstra que mais uma vez a sua raça compensa e demonstra que este é um grande ano para as seleções do continente americano.

 

A Figura

Diego Godín– o central é o jogador mais influente da defesa Uruguaia e tem demonstrado uma grande segurança na abordagem dos jogos decisivos – não só não falha na defesa, como ainda vai decidir no ataque. Desta vez carimbou a qualificação da sua seleção para o “mata-mata”. Será certamente um dos grandes cobiçados do mercado de transferências.

O Fora-de-Jogo

Marco Rodríguez– foi figura num encontro no qual não deveria ter sido. Não soube lidar com a enorme intensidade colocada em jogo pelos jogadores e acabou por expulsar Marchisio numa decisão no mínimo exagerada. Foi um lance que marcou o jogo e dificultou e muito a tarefa da seleção Italiana. Podia ainda ter expulso Suárez na sua tentativa de agressão, contudo era uma decisão difícil de tomar, e nem na repetição a ação é clara.

João Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

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