Publicidade

Boavista FC 0-5 FC Porto: Goleada com um grande dedo de treinador

Pedro Pinto Diniz · 5 min

Sérgio Conceição FC Porto
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: SÉRGIO CONCEIÇÃO DESEQUILIBRA BOAVISTA

58º dérbi da Invicta em casa do Boavista FC, a contar para a Primeira Liga, e talvez o mais estranho de todos os jogados até à data. Sem adeptos, com um Boavista completamente renovado, mas sempre com um ingrediente histórico deste confronto – a chuva que paira sobre o relvado do Bessa.


O Boavista entrou no jogo a querer provar o seu valor, e, com uma posse de bola consistente e com dinâmicas bem articuladas, conseguiu colocar o FC Porto atrás da bola. Os dragões, com pressão constante sobre o adversário, tentaram sair rápido sempre que recuperaram o esférico. A melhor ocasião do jogo esteve mesmo numa transição ofensiva rápida dos azuis e brancos, em que Uribe recuperou, tocou e recebeu, já isolado, de Sérgio Oliveira, mas atirou em cheio ao poste mais distante da baliza de Léo Jardim.

Os portistas, ao longo do primeiro tempo, foram recuperando a posse e intrometeram-se no meio-campo axadrezado. No entanto, tiveram algumas dificuldades na articulação de jogo, principalmente na ala direita, em que Manafá e Corona estiveram em plano de destaque pela negativa. O lateral foi, aliás, várias vezes corrigido de forma audível por Sérgio Conceição. Destaque no primeiro tempo, mas agora positivo, para Angel Gomes, que dinamizou todo o jogo boavisteiro, sendo um autêntico maestro do processo ofensivo das Panteras.

Na segunda parte, o marcador foi aberto logo no segundo minuto com um golo à Boavista do… FC Porto. Danilo deu dois chutões para a frente, o segundo sobrou para Otávio à esquerda, que assistiu Corona dentro da área, para uma finalização em esforço. O Boavista respondeu logo de seguida e uma dupla defesa de Marchesín e Mbemba salvaram os portistas do empate.

Quase dez minutos depois, aos 57′, Sérgio Conceição resolveu o jogo com uma substituição. Tirou Uribe, colocou Luis Díaz em campo e levou Otávio para o meio-campo. A partir daí, viu-se um FC Porto muito mais perigoso, muito mais criativo e com definição de grande qualidade dos movimentos ofensivos. Aos 58′, na sequência de um livre direto, Sérgio Oliveira fez o segundo, com a bola a desviar na barreira e a trair Léo Jardim, e Marega terminou a contagem no Bessa.

Primeiro aos 66′, assistido com um passe por cima da defesa de Sérgio Oliveira, e depois ao 70′, na sequência de um livre estudado a dois toques, em que Otávio picou para Corona que, surpreendentemente sozinho no miolo da área, deu para Marega, que só teve de encostar.

A noite acabou em jeito de goleada no Bessa, com Luis Díaz, em cima do minuto 90′, a receber dentro da área de Manafá, a rodar e a rematar colocado, sem hipótese para o guarda-redes do Boavista. Estava fechado o dérbi e com números expressivos. Os azuis e brancos somam seis pontos e juntam-se a Santa Clara e Benfica na liderança do campeonato.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Conceição – A vitória no dérbi teve mão de treinador. Sérgio Conceição tirou Uribe e colocou Luis Díaz em campo, trazendo Otávio e toda a sua criatividade para o miolo do terreno e desmontando, assim, a estratégia axadrezada, que estava confortável no jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Boavista depois de sofrer o primeiro golo – O Boavista FC foi-se abaixo depois do primeiro golo e não soube responder à entrada de Luis Díaz e consequente mudança nas dinâmicas ofensivas portistas. As panteras abriram-se mais e o FC Porto marcou 5 golos.

 ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Apesar das muitas caras novas no plantel, o Boavista já mostrou dinâmicas solidificadas, seja a nível defensivo ou ofensivo. Com um bloco fechado, os axadrezados pressionaram no meio-campo e apenas deixaram algum espaço nas laterais, por onde o FC Porto tentou ter sucesso.

A segunda parte trouxe um desfecho completamente diferente, nomeadamente a partir do minuto 57′. O Boavista desequilibrou-se com a entrada de Luis Díaz e passagem de Otávio para o centro e, com isso, foi apanhada em contra-pé pelo FC Porto, acabando com uma derrota pesada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)
Cannon (5)
Rami (5)
Gomez (5)
Mangas (5)
Nuno Santos (6)
Javi Garcia (5)
Paulinho (6)
Benguché (6)
Angel Gomes (7)
Sauer (6)

SUBS UTILIZADOS

Elis (6)
Show (-)
Reisinho (-)
Nathan (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se novamente num 4-3-3 com Marega sozinho na frente, de forma a dar a profundidade que lhe é caraterística. Pressionantes em todo o terreno, os dragões pecaram no momento da decisão na transição ofensiva, com o ataque preferencial pela ala direita a não dar frutos.

No segundo tempo, Conceição mexeu e a equipa ganhou mais criatividade no processo ofensivo, chegando à goleada. Destaque para Otávio, que rendeu muito mais no centro do terreno do que encostado à ala.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Manafá (5)
Pepe (6)
Mbemba (6)
Alex Telles (6)
Otávio (7)
Sérgio Oliveira (7)
Danilo Pereira (6)
Matheus Uribe (6)
Jesús Corona (7)
Marega (7)

SUBS UTILIZADOS

Luis Díaz (7)
Taremi (6)
Zaidu (6)
Romário (6)
Fábio Vieira (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Sérgio Conceição: « É natural que o treinador queira sempre melhorar a equipa com jogadores de qualidade»

Boavista FC

Bola na Rede: A equipa desequilibrou-se após a entrada de Luis Díaz e com a consequente mudança do processo ofensivo do FC Porto. Acha que a sua equipa estava demasiado confortável?

Vasco Seabra: Após o primeiro golo , tivemos duas oportunidades claras de golo e podíamos relançar-nos no jogo. O FC Porto fez essa mexida e o Otávio adicionou criatividade no meio, mas sofremos o segundo golo por inconsistência nossa, isso afetou-nos e essa estabilidade emocional ainda é algo que vamos conseguir vencer, porque mesmo quando sentimos o 2-0, temos de ir à procura do golo. Não teve a ver diretamente com a substituição, mas teve a ver com as incidências depois do segundo, que nos distancia mais do jogo e que nos traz um pouco emocionalmente para baixo.

Artigo revisto

Pedro Pinto Diniz

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.