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De um lado, encontra-se a equipa de Sérgio Conceição pronta para fechar o atípico ano de 2020. Com campeonato e Taça de Portugal “no bolso”, os ‘Dragões’ chegam a esta partida depois de vencerem tranquilamente o Nacional por 2-0, resultado construído ainda antes do intervalo.
Já os ‘encarnados’ entram em campo depois de nove jogos consecutivos sem conhecer o sabor da derrota, dos quais apenas dois foram empates. Depois de perderem o título nacional e a final da Taça de Portugal para o Porto, a equipa de Jorge Jesus tem aqui a oportunidade de se vingar e salvar o “escasso” ano de 2020.
De facto, o meu sangue é vermelho, mas há que saber ver o desporto sem clubismos. Como tal, escolhi os dois principais pontos fortes e fracos dos ‘azuis e brancos’.
Pontos Fortes
1.

A união faz a força – Esta frase espelha bem o Porto. Uma frase demonstrada na foto acima e que ganha particular força nos jogos frente ao Benfica. É um jogo especial para qualquer jogador ou adepto de ambos os clubes e, por isso, os jogadores ‘azuis e brancos’ vão demonstrar ainda mais garra na supertaça.
O principal responsável por isto é sem dúvida Sérgio Conceição. O querer, a insistência e a paixão pelo jogo são expressões no dicionário do técnico português e, claro, a típica rivalidade que existe nestes grandes jogos.
Numa entrevista ao Canal 11, Pepe ilustrou bem o sentimento dos jogadores afirmando que “o grupo [de jogadores] tem uma grande fome de vencer”.
2.
MVP Liga Portugal ⭐ Sérgio Oliveira
🎙”Queremos continuar nesta senda de vitórias e na quarta-feira trazer um título para o Dragão. Será um jogo difícil e, para nós, há três resultados possíveis: ganhar, ganhar e ganhar”#FCPorto #FCPCDN pic.twitter.com/mJlNa0DM1T
— FC Porto (@FCPorto) December 20, 2020
Sérgio Oliveira – É não só o melhor marcador do Porto como é o capitão de equipa. Um médio que esta época tem mais de 1400 minutos, oito golos e grandes exibições.
Mas, Sérgio Oliveira não é só quem marca golos, é também quem usa a braçadeira de capitão. Relacionando com o primeiro ponto positivo dos ‘Dragões’, Sérgio Oliveira é a voz do outro Sérgio (Conceição) dentro de campo. É ele que transmite a raça, dá ordens, protege a equipa, discute os lances e, no fim de tudo, marca golos.
Um jogador que andou “na sombra” bastante tempo, mas que desde o ano passado assumiu um papel fulcral no onze de Sérgio Conceição e, inclusive, já mereceu convocatórias à Seleção Nacional.
Pontos Fracos
1.

Setor defensivo – Um dos temas ‘azuis e brancos’ mais falados é o jogo defensivo. Se na Liga dos Campeões o recorde de golos sofridos foi fascinante, a nível interno existem mais críticas.
Em 18 equipas na Primeira Liga portuguesa, 12 delas têm menos golos sofridos do que o Porto, algo incompreensível para um candidato ao título à décima jornada.
Várias peças fulcrais da defesa não jogam – seja por terem saído ou por estarem lesionados e acumulado ao cansaço dos jogos de três em três dias, os ‘Dragões’ ressentem-se quando chega a hora de defender.
2.

Problemas físicos – Uma variante que tem afetado (bastante) o jogo do Porto são os problemas físicos. Desde a defesa até ao ataque, vários jogadores têm saído dos treinos ou dos jogos com queixas/lesões e isso, no fim das contas, faz diferença.
Esta época, na defesa e excluindo a lesão de Iván Marcano, os ‘Dragões’ já se viram privados de Pepe (por duas vezes) e agora de Zaidu. No meio-campo a lista aumenta com Mbaye e no final do jogo frente ao Nacional foi a vez de Otávio e Corona saírem com muitas queixas. O ataque é o que tem sofrido menos problemas dada a grande rotatividade entre as opções.
Para o clássico de quarta-feira, Sérgio Conceição já deverá ter Pepe às suas ordens – obrigado a usar máscara protetora, mas tem agora Otávio e Corona em dúvida. Os dois jogadores fizeram na segunda-feira treino de ginásio e só perto da hora do jogo deve haver certezas quanto há presença destes na supertaça.








