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Só um Leão de raça pode vencer o “velho sistema” | Sporting CP

Pedro Miguel Martins · 4 min

Só um Leão de raça pode vencer o “velho sistema” | Sporting CP
Foto: Bola na Rede / Carlos Silva

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Estrelinha? Enquanto os rivais, em particular o FC Porto, resumirem o sucesso do Sporting CP àquela palavra, nunca irão compreender e muito menos superar o esforço, dedicação e devoção empregues pelos Leões em cada partida disputada.

O jogo frente ao SC Braga a contar para a 29ª jornada do campeonato foi adjectivado por todos como decisivo para as contas finais do título. Afinal, o Sporting CP visitava o adversário que tem sido considerado, em tom de provocação aos líderes do campeonato, como o que melhor “pratica futebol”. Era mais que óbvio que, no entender do velho sistema, o Sporting CP tinha de perder a invencibilidade na cidade dos Arcebispos. Aliás, o presidente do FC Porto já tinha dado o mote, uns dias antes, quando afirmou que o clube nortenho seria campeão “se tudo corresse normalmente”. Falava-se mesmo que o Sporting CP iria ter uma “pedreira” no sapato.

Os astros começaram logo a alinhar-se com a nomeação de um árbitro do Porto, Artur Soares Dias, para dirigir o encontro. E tudo parecia encaminhado para a possível derrota dos Leões quando, aos 18 minutos, Gonçalo Inácio é expulso por duplo amarelo. Uma expulsão vergonhosa tendo em consideração que, momentos antes, o árbitro não dispôs do mesmo critério para expulsar o jogador SC Braga pela entrada assassina sobre João Palhinha.

Já na segunda parte, Coates é derrubado por Raul Silva na grande área minhota e Soares Dias diz que “não há nada”. De facto o (des)critério deste Sr. Árbitro, que todos gostam e dizem que é muito valorizado nos jogos europeus, foi bastante claro: para o Sporting CP, cinco cartões em nove faltas e, para o SC Braga, quatro cartões em 22 faltas. Ainda pouco satisfeito, Artur Soares Dias ainda mostrou o cartão amarelo a Adán, que viu o 5º (algo inédito para um guarda-redes dos “três grandes”), e a membros da equipa e do staff técnico do Sporting CP que se encontravam no banco de suplentes.

O que é certo é que Rúben Amorim fez ecoar no Municipal de Braga um verdadeiro recital defensivo que anulou por completo a ofensiva minhoto, com um verdadeiro protagonismo de Coates e Adan. Os bracarenses foram incapazes de definir na grande área muito devido ao bloco baixo dos Leões. Após os 60 minutos de jogo e com o marcador a zeros, o jovem técnico foi audaz na forma como mexeu no xadrez leonino apostando nas entradas de Tiago Tomás, Matheus Reis e Matheus Nunes, libertando Nuno Mendes para aparecer no ataque.

Em Braga, Gonçalo Inácio teve uma má entrada na partida e foi expulso em 18 minutos
Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

A grande oportunidade surgiu pela ala direita e Matheus Nunes, assistido por Pedro Porro, atirou para dentro da baliza adversário deixando estatelada a defesa bracarense. O SC Braga acusou animicamente o tento leonino e foi incapaz de reagir, deixando bem a descoberto o “mito” que se criou à volta do seu treinador e da sua equipa.

Já aqui tinha dito que o crer e a união deste grupo de trabalho conseguem superar todas as adversidades. E este jogo foi prova viva disso. Também disse que no que depender das “instâncias” que governam o futebol português, o Sporting CP não será campeão e, por isso, está condenado a jogar com um handicap em relação aos rivais, com o seu jovem treinador a ser perseguido.

Lembro-me aquando da visita ao FC Famalicão, após o golo anulado a Coates no último momento do jogo, que ouvi muitos especialistas do futebol asseverarem que o Sporting CP perdia por não ter influência nas instituições que gerem o futebol e as arbitragens. Chamem-me o que quiserem, mas eu não troco vitórias sofridas com “sangue e suor” como a de Braga, por jogos facilitados ou por penáltis encomendados.

Logo no dia seguinte, assistimos em Moreira de Cónegos a uma situação paradoxal. Insultos a árbitros, agressões a um jornalista, etc. Vimos um sujeito que é treinador de futebol completamente descontrolado e frustrado com o resultado. O mesmo que há umas semanas queixava-se que o país não apoiava o FC Porto nas competições internacionais (como se se tratasse de uma obrigação). Todavia, quando o resultado não lhe interessa, atira-se a tudo e todos para branquear as más prestações da sua equipa, como se houvesse uma obrigação dos árbitros e adversários em terem que deixar o FC Porto a ganhar, seja a que custo for.

Para culminar somos ainda brindados com uma “entrevista” de Pinto da Costa, que nem sequer vou adjectivar.

Há mais de 40 anos que vale tudo para aqueles lados. Mas como o escândalo foi tal (até na imprensa internacional teve repercussão), o órgão de disciplina da FPF teve que passar uma “multinha” e acabou por aplicar-lhe uma suspensão de 21 dias. Apenas mais seis dias que Rúben Amorim!

Tudo isto me leva a crer, na minha modesta opinião, só um Leão de Raça dentro das quatro linhas pode vencer este velho sistema que domina o futebol português. Mais do que nunca, o Sporting CP tem de ser campeão!

Pedro Miguel Martins

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Tiago Campos · 4 min de leitura
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