Formação paga pelos negócios furados | FC Porto

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Na passada meia-noite de 1 de setembro deu-se por encerrado o mercado de verão na Primeira Liga. O FC Porto foi um dos clubes que se manteve ativo até aos últimos minutos e, verdade seja dita, para aquilo que fez mais valia estar quieto.

No último dia da janela de transferências, os azuis e brancos acertaram o empréstimo de Diogo Leite, com opção de compra de 12M, ao SC Braga e os empréstimos de Romário Baró e Rodrigo Valente ao Estoril Praia.

Ouviu-se falar muito por toda a imprensa das possíveis saídas de Corona, Mbemba ou Sérgio Oliveira, mas foram os mais novos que acabaram por pagar a fava de um extenso plantel muito mal planeado.

Teria feito muito mais sentido se a porta de saída tivesse sido aberta a outros jogadores, como Marcano, que pela idade, falta de regularidade e concorrência no plantel, já não tem nada a acrescentar.

Até mesmo Mbemba, jogador que o FC Porto deve aproveitar agora para lucrar algum dinheiro com o seu passe, uma vez que tinha bom mercado e o clube possui soluções bastante capazes para a sua posição.

Um exemplo idêntico ao do defesa central é Jesús Corona, que se encaminha para ser mais um negócio furado que abandonará o FC Porto a custo zero.

Com a chegada de Wendell, um empréstimo ou até mesmo uma venda poderia ter sido posta em questão para Manafá ou Nanu, visto que do lado direito o reforço brasileiro deve assegurar a titularidade.

Fica com Zaidu como segunda alternativa, e no lado esquerdo João Mário tomou conta do lugar, tendo ainda Tomás Esteves, que tem qualidade suficiente para disputar a posição no plantel principal do FC Porto.

A própria saída do terceiro guarda-redes, Claúdio Ramos poderia ter sido equacionada, o plantel continuará a ter um guardião de seleção, que seria titular em qualquer clube na primeira liga, a sentar-se no banco sem cumprir qualquer minuto.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

De realçar que Sérgio Conceição pediu a contratação de Bruno Costa e Fábio Cardoso (que ainda não foi utilizado) para posições que tinha soluções mais que suficientes.

Retirando todo o esforço e mérito a Romário Baró e Diogo Leite que têm lutado e feito mais que o suficiente para merecer a presença no plantel.

Mais um ano com um plantel extenso, gerido por um treinador que utiliza “sempre os mesmos” e que acaba por descontar nos jovens da formação.

Flávio Fernandes
Flávio Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Licenciado em Ciências da Comunicação, o Flávio sempre foi um amante do desporto e um fanático pelo futebol. Com uma passagem pelos quadros de formação do FC Felgueiras 1932, preferiu pendurar as botas mais cedo e ir em busca da sua formação académica. Acompanha assiduamente o futebol internacional e não falha um único jogo do seu grande FC Porto.

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