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Os adeptos e entusiastas por desporto motorizado, em especial, pelo MotoGP, já contam os dias para o primeiro Grande Prémio da temporada de 2023 que será no, ainda longínquo, dia 26 de Março de 2023. Ainda terão dois testes de pré-temporada na Malásia, antes de se deslocarem para Portimão, para a realização do último teste de pré-temporada e para a abertura da temporada de 2023 com o Grande Prémio de Portugal.
No final da temporada de 2022, foi ainda realizado um teste em Valência onde já foram testadas algumas modificações que podem dar um vislumbre daquilo que será o ano de 2023. No entanto, é importante relembrar que as equipas satélites irão utilizar, em 2023, as motos oficiais que as equipas principais utilizaram em 2022.
Artigo redigido por João Magalhães
DUCATI LENOVO TEAM
A equipa campeã apresentou-se nos testes com novo piloto, motor e pacote aerodinâmico (muito semelhante à Aprilia). O piloto estreante, Enea Bastianini, conseguiu fazer o melhor tempo da equipa, apesar da queda, com uma pequena diferença para o campeão Francesco Bagnaia. Ambos os pilotos conseguiram fazer um grande número de voltas, deixando a equipa satisfeita, apesar de salientarem que a moto de 2023 será muito diferente da atual.
Para 2023, a Ducati tentará repetir o enorme feito realizado em 2022, se conseguirem resolver os problemas de fiabilidade e desempenho do motor, problemas esses que afetaram mais as suas equipas satélites, e melhorar o desempenho aerodinâmico das motos, 2023 será mais um ano de domínio italiano.
MOONEY VR46 RACING TEAM
Sendo uma das equipas satélite da Ducati, irá herdar os dados de uma moto que foi campeã do mundo. As alterações testadas produziram bons resultados com Luca Marini a ser o piloto mais rápido dos testes e Marco Bezzecchi o terceiro mais rápido. Com resultados tão bons, a Mooney VR46 Racing Team, pode ser uma das surpresas de 2023.
PRIMA PRAMAC RACING
Seguindo a mesma linha das restantes equipas satélites da Ducati, o ano de 2023 pode ser muito promissor para a Prima Pramac Racing. Nos testes, os seus pilotos acabaram na oitava e décima posições, demonstrando o mesmo nível que já tinham demonstrado na temporada de 2023. A melhor equipa independente do Moto GP em 2022, tem tudo para repetir o feito, apesar de não apresentarem uma melhoria nos testes. A maior expetativa e ponto de interesse será a evolução de Jorge Martin que tem tudo para se tornar num piloto capaz de lutar pelo campeonato do mundo de MotoGP.
GRESINI RACING MOTOGP
Fabio Di Giannantonio surpreendeu tudo e todos quando conquistou a pole position para o Grande Prémio de Itália de 2022. Nos testes de Valência conseguiu um sexto lugar para a equipa com Alex Marquez a ficar pelo 15º lugar, apesar das poucas alterações apresentadas. Assim como a Prima Pramac Racing, ver a evolução de Di Giannantonio será algo a ter em atenção em 2023. No que diz respeito à equipa no seu todo, sendo uma equipa satélite, não deverá conseguir lutar por vitórias na MotoGP ficando-se pelo meio do pelotão.
MONSTER ENERGY YAMAHA MOTOGP TEAM
A maior desilusão dos testes, a adição do novo motor, em conjunto com um chassis diferente e um novo pacote aerodinâmico alimentaram a esperança de que a Yamaha iria mostrar muita mais velocidade, no entanto, o nono lugar de Quartararo e o 14º de Franco Morbidelli deitaram por terra todas as expectativas.
Fabio Quartararo foi rápido a mostrar o seu descontentamento com o novo motor e os próprios engenheiros da equipa não souberam explicar o que terá ocorrido para uma performance tão pobre. A temporada de 2023 não se avizinha fácil para a equipa japonesa que, para além de correr sem qualquer equipa satélite, ainda terá de resolver este quebra-cabeças sobre a “não performance” do seu novo motor. Será mais um ano de passeio para a Ducati?
REPSOL HONDA TEAM
Uma traseira e tubo de escape novo, um novo pacote aerodinâmico, uma nova entrada de ar frontal e um novo motor, tudo isto foi colocado na moto da equipa para o teste de Valência para, no fim, Marc Marquez dizer que a moto não é capaz de lutar pelo título. O 13º lugar de Marquez e o 18º de Mir validam a opinião do lendário piloto, criando uma onda de apreensão que atingiu a garagem da equipa, que acabaram mesmo por admitir, que esperavam mais de todas as alterações que efetuaram à moto. O fraco ano de 2022 não faria prever bons resultados nos testes, pois a Honda precisava de fazer alterações substanciais à sua moto, para conseguir apanhar a Ducati e a Yamaha. Apesar de não terem surtido o efeito desejado, permitiram a recolha de dados importantes à equipa, nem que seja sobre o caminho que não devem seguir. Com Marc Marquez saudável, a Repsol Honda Team será sempre competitiva, mas não conseguirá lutar pelos títulos.
LCR HONDA
A equipa satélite da Honda acaba por sofrer com o mau ano da equipa principal, os próprios resultados dos testes indicam isso com o décimo nono lugar de Takaaki Nakagami e o vigésimo lugar de Alex Rins. De momento, também se encontram à procura de uma solução para que consigam voltar a lutar com as restantes equipas satélites, especialmente as da KTM e Aprilia. Para 2023 deverão ficar pelos últimos lugares de pelotão.
APRILIA RACING
A surpresa de 2022 manteve a boa forma nos testes com o segundo lugar de Maverick Vinales e o quinto lugar de Aleix Espargaro, onde apresentaram alterações ao nível do chassis e da eletrónica. O grande reforço para 2023 será mesmo a criação da sua equipa satélite que irá providenciar dados importantes para um melhor desenvolvimento da moto.
2023 será o ano em que, a Aprilia, entra como candidata a todos os títulos a par da Ducati e da Yamaha, um objetivo legitimo face à ótima temporada de 2022 e aos bons resultados nestes testes.
RNF MOTOGP TEAM
A nova equipa satélite da Aprilia estreou-se com estrondo nos testes de Valência com o quarto lugar do português Miguel Oliveira, apesar do vigésimo primeiro lugar de Raul Fernandez. Depois de uma parceria com a Yamaha que deixou muito a desejar, a RNF MotoGP Team espera voltar à luta com esta nova parceria com a Aprilia. Acompanham a equipa de Valentino Rossi como potenciais surpresas de 2023.
RED BULL KTM FACTORY RACING
Com uma nova dupla de pilotos constituída por Brad Binder e Jack Miller, a KTM conseguiu apenas os sétimo e décimo sétimo lugar dos testes. Depois de um ano muito inconstante, a equipa austríaca apresentou-se, em Valência, com uma nova traseira e um novo chassis que melhorou a distribuição de peso da moto, para além disto, também aplicaram um novo pacote aerodinâmico. Tudo isto resultou num encorajador, mas esperado, sétimo lugar para Brad Binder e um desapontante décimo sétimo lugar para Jack Miller, que ainda se está a familiarizar com a sua nova moto.
Em 2023 poderão estabelecer-se como uma das potências do MotoGP, no entanto, terão dificuldades em lutar com a Aprilia.
TECH3 GASGAS FACTORY RACING
A temporada de 2022 foi muito atribulada para a GASGAS, com a instabilidade interna a traduzir-se em pobres resultados em pista. Resolvidas estas questões, a equipa entrou para os testes com os novos pilotos Pol Esparagro e Augusto Fernandez. No entanto, as dificuldades de 2022 fizeram-se sentir ficando, os seus pilotos, em décimo sexto e vigésimo segundo na tabela de tempos.
Para 2023, as dificuldades deverão manter-se e a Tech3 será uma das candidatas às últimas posições.













