
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A “BESTA” VENCE O “GIGANTE”
Um bom combate para abrir a segunda noite da Wrestlemania. Curto, mas com todas as condições para se tornar memorável, foi um combate que ninguém (a não ser talvez um homem que agora anda de bigode) pediu. Ainda assim, foi melhor que as expetativas.
Não foi um “show” atlético, de forma alguma, mas a história de um Brock Lesnar “pequeno” à beira do “Gigante Nigeriano” foi engraçada e valeu a pena pelas imagens de Lesnar a ser arremessado por Omos e pelos “german suplexes” aplicados pela “Besta”.
Brock Lesnar ganhou num combate que não beneficiou nenhum dos atletas, mas que conseguiu não ter grandes falhas técnicas, o que tendo em conta as expetativas quando o desafio foi lançado, é bastante bom.
Nota do combate: 6/10
RONDA ROUSEY E SHAYNA BASZLER GANHAM, COMO SE ESPERAVA
Com o mesmo lugar no “card” que o combate de homens na noite anterior, a “Wrestlemania Showcase” feminina mostrou alguma falta de psicologia, muito por causa de apenas existir uma equipa “a sério” no combate (Ronda Rousey e Shayna Baszler) com as restantes a serem claramente formadas apenas para não deixar tanta gente de fora do evento.
Natalya teve direito a uns momentos interessantes, nomeadamente com um duplo “Sharpshooter” e uma homenagem aos Hart Foundation (equipa constituída por Bret Hart e Jim Neidhart, pai de Natalya). De resto, Raquel Rodriguez também pareceu muito forte, com várias demonstrações de força.
A questão é que este combate só teve três equipas, praticamente com Ronda Rousey e Shayna Baszler a aparecer apenas no início e no final, para levarem a vitória. Para acrescentar reminiscências de uma história a um combate sem estipulação, Ronda ganhou com um “armbar” prolongado a SHOTZI (porque toda a gente se quer recordar daquele combate no Survivor Series).
Nota do combate:3/10
O GENERAL CONTINUA CAMPEÃO
Combate do fim de semana! Se o “Wrestlemania Showcase” mostrou o mau trabalho de Triple H na direção criativa das mulheres do Smackdown, este combate mostrou a elevação do Título Intercontinental a uma dimensão que não alcançava há mais de 10 anos.
GUNTHER venceu uma luta que soube ser espetacular, dramática e bem ritmada, algo que tantas vezes falha em qualquer empresa do Mundo. Em 2023, um combate focado em Sheamus e na sua demanda em busca do único título que não conquistou, deitou a casa abaixo.
Com momentos intensos e engraçados como os murros de Sheamus no peito do campeão ao mesmo tempo que Drew desferia “chops” no austríaco, o combate soube ainda contar a história da rivalidade eterna entre os dois candidatos ao título. McIntyre impediu mesmo um pin de Sheamus a GUNTHER, levando a uma troca de olhares que realçou a ideia de traição que o líder dos “Brawling Brutes” apontou ao rival escocês ao longo das últimas semanas.
E o final é simplesmente fantástico. Sheamus aplica um Brogue Kick a Drew McIntyre e quando está prestes a tornar-se campeão, GUNTHER salta do topo da corda e aplica uma “Powerbomb a ambos os rivais. Sensacional, melhor combate do ano na WWE até ao momento e ganhou a pessoa certa, com GUNTHER a reunir todas as condições para quebrar o recorde do Honky Tonk Man como campeão Intercontinental mais longo de sempre.
Nota do combate: 10/10
QUANDO A LUTA FÍSICA ASSENTA NA PSICOLOGIA
Depois de um build-up completamente dececionante, a única expetativa para a este combate dizia mesmo respeito à qualidade e as duas atletas não falharam. Psicologia de ringue excecional, com um confronto entre o atleticismo, a força de Bianca Belair e a técnica de Asuka.
Esta história permitiu uma sucessão de “reversals” e uma diversidade de “spots “criativos, com um “armbar” no final por parte de Asuka a conseguir criar a impressão de que a “EST” podia perder o título. Contudo, Belair reverteu para um “K.O.D.” e fez uma nova exibição de luxo no “Maior Palco de Todos”
Nota do combate: 8/10
SHANE REGRESSA E LESIONA-SE EM MENOS DE 30 SEGUNDOS
Snoop Dogg e The Miz apareceram tal como na noite 1 para anunciar o número de pessoas a assistir ao vivo. Depois, The Miz disse ao “Padrinho da Wrestlemania”que não perdoava que este o tivesse colocado num combate frente a Pat Mcafee no sábado.
Snoop Dogg responde, ao marcar um combate entre The Miz e o regressado Shane McMahon (uma desforra da Wrestlemania 35). Pois bem, ao fim de 29 segundos Shane McMahon rompeu os quadríceps ao fazer um “leap frog” sobre The Miz. Em seguida, Snoop Dogg deu dois murros e um “people’s elbow” em Miz, sendo que foi o próprio “hall of famer” a fazer o assentamento, já que Shane estava a ser assistido pelos médicos.
Foi sem dúvida algo que aconteceu e que vai ficar na memória de todos e com isto refiro-me aos 29 segundos combates entre Shane e Miz. Melhor momento desportivo de sempre.
Nota do “combate”:0,5/10
EDGE VINGA-SE DE BÁLOR
Um combate “Hell In a Cell” que não entusiasmava à partida, devido a uma história que se arrastou por demasiado tempo. A grande atração era a presença do “Demon” Bálor e do“Brood Edge”, a personagem de Edge alusiva ao tempo em que fazia parte de uma fação (com a personagem de vampiro) com Gangrel e Christian.
Um bom combate, com uma utilização inteligente de armas, em que Edge foi trespassado por uma mesa, Bálor ficou preso em duas kendo Sticks falhou um “Coup de Grace” a partir da parte lateral da cela, para Edge levar a vitória com um “conchairto” a fazer lembrar o momento em que os Judgement Day traíram a “Rated-R Superstar” no ano passado.
O que marca o combate de forma negativa não é só (mais uma) vitória de Edge sobre Bálor, mas sim um momento em que o irlandês abriu a cabeça ao levar com um escadote, tendo de ser assistido pelos médicos. Um momento pelo qual nenhum dos atletas pode ser responsabilizado, mas que prejudicou a mística do “Demónio”
Nota do combate: 4/10
QUEM VAI DERROTAR O “CHEFE TRIBAL”
Combate muito bem ritmado com uma história a apresentar um Cody Rhodes hesitante por vezes a deixar um espaço para Roman Reigns atacar. O público completamente investido em dois lutadores com uma psicologia de ringue excecional. Reigns aplicou um “Uranage” a fazer lembrar o “Rock Bottom”, manobra característica do seu primo, The Rock.
Cody usava o pedigree e fazia frente a uma Bloodline que fazia sentir a sua presença através de um Solo Sikoa que por várias vezes aproveitou a distração do árbitro.Todavia o “Henchman” acabou por ser mandado para o balneário, depois de acertar com um cinto em Cody Rhodes. Um bom “spot” muito utilizado para mostrar que uma mudança de título pode estar iminente.
Destaque também para um momento em que Roman prendeu Cody numa “guilhotina”, deixando o “American Nightmare” quase inconsciente, apenas para acabar por ser o primeiro a libertar-se da submissão do “Tribal Chief”. O público não podia estar mais investido na ação e a química entre os dois era notável.
Depois, o árbitro foi ao chão e os Uso apareceram. Quando tudo indicava que Reigns voltava a ganhar com ajuda da Bloodline, Kevin Owens e Sami Zayn apareceram, aplicaram um “Stunner” e um “Helluva Kick” no campeão e tudo indicava que a mudança de campeão era certa.
Nesse momento, Sikoa aproveita uma distração causada por Paul Heyman e deixa Cody Rhodes à mercê de um “spear” de Roman Reigns que continua Campeão Indisputado Universal da WWE, com tudo para chegar aos mil dias de reinado. É o primeiro campeão de sempre a defender o mesmo título em três Wrestlemanias seguidas.
Um combate fantástico, que contou uma história excelente. Mas a conclusão não foi a certa. O “American Nightmare” podia ser a cara da WWE e agora, tudo indica que passa a ser mais um. Já o reinado de Roman entra na fase em que a única questão é “senão agora, quando é que perde?”. No fim, o sucesso de um evento está sempre assente na forma como se manda o público para casa. E este main event deixa um sabor amargo em toda a Wrestlemania 39.
Nota do combate: 7/10








