Publicidade

O passado, presente e futuro do Sporting Clube de Portugal

Duarte Pereira da Silva · 4 min

O passado, presente e futuro do Sporting Clube de Portugal

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

rugir do leao duarte

No início da temporada o presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, foi bastante claro ao traçar os objetivos para a temporada que se aproximava: lutar pelo título. Pois bem, na minha opinião, esta opção não foi a mais correta, mas já lá iremos. No entanto, acredito que não andarei longe da verdade se disser que Marco Silva, quando foi contratado, saberia os recursos que teria ao seu dispor e os objetivos que lhe tinham sido propostos. Posto isto, é errado culpar apenas o presidente ou o treinador.

Serão inúmeros os sportinguistas que não estarão de acordo com a posição acima referida. Pois bem, deixem-me agora justificá-la. A profundidade do plantel do Sporting, a inexperiência de Marco Silva no que diz respeito a treinar um grande, e ainda o processo de transição, aliás assumido pelo próprio presidente, que o Sporting atravessa são as razões pelas quais defendo que foi um erro o Sporting ter-se assumido como candidato ao título.

  • A profundidade do plantel do Sporting

Se fizermos uma análise cuidadosa e imparcial, penso que todos estaremos de acordo que o plantel do Sporting não possui tantas soluções (nem qualidade) quando comparado com o dos nossos rivais, sobretudo com o do Futebol Clube do Porto. Mesmo tendo em conta a chegada de Nani, que juntamente com Jackson e Gaitan são, na minha ótica, os três melhores jogadores do campeonato português, e a manutenção de William Carvalho e Slimani, revelando uma boa gestão por parte da direção de Bruno de Carvalho, o plantel do Sporting continua a revelar algumas lacunas. Gostava ainda de destacar as saídas de Eric Dier, mais uma Godenhice, e Marcos Rojo, este último com excelentes contrapartidas financeiras para a instituição Sporting. Não quero com isto, de todo, retirar mérito a Paulo Oliveira e a Tobias Figueiredo. Contudo, relembro que, provavelmente, os dois formariam a dupla de centrais da equipa de Marco Silva. As soluções que foram encontradas, Naby Sarr, Rabia e Ewerton, mesmo tendo em conta as condições económico-financeiras do Sporting, não têm qualidade suficiente, pelo menos no presente, para serem titulares no Sporting Clube de Portugal.

Nos setores mais avançados, apesar de, se quisermos realmente lutar pelo título, ser necessário um ou dois reforços, essencialmente um ponta-de-lança e um homem para o meio campo, a situação foi bastante melhor acautelada.

  • A inexperiência de Marco Silva

Marco Silva vinha de três excelentes temporadas ao serviço do Estoril, uma delas inclusive tendo uma experiência europeia, mas treinar um grande é uma realidade completamente diferente, Paulo Fonseca que o diga… Apesar de ser um apreciador do trabalho de Marco Silva, penso que, no que diz respeito à gestão de plantel, o treinador português revelou alguma inexperiência. O exemplo mais gritante é Adrien Silva. O rendimento do internacional português tem vindo a cair a pique! A fadiga, consequência do acumular de jogos a que tem sido sujeito, é a principal razão para essa mesma queda de rendimento.

Todavia, penso que tudo isto faz parte do processo de adaptação de um treinador à realidade de um grande. Não defendo de forma alguma a saída de Marco Silva do comando técnico do Sporting, longe disso, mas acredito que a sua inexperiência deveria ter sido levada em conta quando se estabeleceram os objetivos para a atual temporada.

  • Processo de transição

Muitos já se esqueceram, e ainda bem, mas relembro que foi há pouco mais de dois/três anos que o Sporting terminou no sétimo lugar da liga portuguesa. Bruno de Carvalho foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal prometendo que recolocaria o Sporting onde deveria estar, mas ninguém exigiu, nem mesmo os mais otimistas, que tornasse a equipa de Alvalade campeã em pouco mais de dois anos. Após uma época em que as expectativas foram superadas, relembro as condições especiais em que tal aconteceu (ausência de competições e a ausência de qualquer pressão), a estratégia deveria ter sido a mesma – esperar para ver.

Desta forma, a equipa técnica e o respetivo plantel não estariam constantemente sobre pressão e os resultados poderiam ter sido ainda melhores. Sim, ainda melhores! Afinal de contas, hoje, o Sporting encontra-se muito perto de voltar ao Jamor, a prestação nas competições europeias foi bastante positiva e, no campeonato, apesar de estar a 12 pontos do Benfica e a oito do Porto, o Sporting tem conseguido ser bastante competitivo, aliás, os confrontos com os adversários diretos comprovam isso mesmo.

Penso que, apesar de tudo aquilo que acabei de referir, esta temporada tem tudo para ser positiva para o Sporting. Se conseguir concretizar o favoritismo que lhe é atribuído na Taça de Portugal e segurar o terceiro lugar da liga portuguesa, esta foi uma prova de que o Sporting veio para ficar!

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

 

Duarte Pereira da Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.