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Pepê e o início do fim

Miguel Costa · 2 min

Pepê no jogo entre o FC Porto e o Farense
Foto: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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O treinador português não conseguiu agarrar o grupo nem a massa adepta que voltou a assobiar os jogadores após o apito final. 

Num balneário desfragmentado e sem um “norte”, Pepê foi o centro de um mau estar coletivo.

Após uma nova derrota, desta vez em Barcelos, perante o Gil Vicente (3-1), o FC Porto reforça o mau momento, tanto dentro como fora das quatro linhas. E claro, o protagonista é, como de costume, o treinador, Vítor Bruno. Com sete meses de trabalho, seria de esperar uma maior evolução dos dragões. Simplesmente, não há regularidade e um dos culpados, e para muitos o principal, está no banco de suplentes. Não há fio de jogo, a equipa não se entende.

O treinador português não conseguiu agarrar o grupo nem a massa adepta que voltou a assobiar os jogadores após o apito final. Sem falar da chegada ao Estádio do Dragão, onde vários adeptos apuparam o grupo de trabalho e levaram à demissão do treinador do FC Porto.

E o internacional brasileiro foi apenas o início do fim de um despedimento que há muito já se esperava, apenas não se sabia quando. Pepê não rendia nos últimos largos meses, demonstrando que algo, extra futebol, o incomodava. Apático, errático em diversos momentos do jogo e descomprometido, algo que nunca foi o perfil do jogador. Mesmo em maus momentos, o canarinho não deixava de lutar em campo.

Uma situação que acabou por “explodir” após o agora ex-treinador do FC Porto ter proferido algumas palavras, em conferência, sobre o que o fez deixar Pepê fora dos convocados. Expressões como “auto-excluiu de participar do jogo” ou “não está aqui porque não quer” fizeram com que o jogador respondesse através das redes sociais. E a partir deste momento, no meu entender, perdeu o grupo. A sua missão era vincular os jogadores ao seu projeto e não desvincular.

Vítor Bruno, entrou com o pé direito, mas sai com o esquerdo. O que era uma ideia clara e objetiva virou um caos movido por um grupo de trabalho que se perdeu no caminho. O despedimento era a opção mais viável num trabalho que estava saturado. Contudo, os azuis e brancos ainda estão na corrida por duas competições, a Liga Portuguesa e Liga Europa.

Infelizmente, mais um treinador, do campeonato português, que sai a meio da temporada. 12 dos 18 clubes trocaram de treinador em 18 jornadas.

Miguel Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

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