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Segunda parte de luxo sela apuramento

Eduardo Nunes · 2 min

Segunda parte de luxo sela apuramento

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cab futsalA seleção nacional iniciou a sua participação em terras sérvias, na arena de Belgrado, com vontade de resolver cedo a questão, perante uma matreira equipa da Eslovénia, obrigada a vencer o encontro para poder sonhar com o apuramento para a fase seguinte, em virtude da sua derrota na ronda inicial ante a formação da casa (5-1).

E o certo é que se conseguiu perceber perfeitamente que temos melhores individualidades e consequentemente melhor equipa que a turma centro-europeia, mas o resultado ao intervalo não refletia isso (2-2), pois a nossa equipa cometeu erros graves na marcação que facilitaram a tarefa dos eslovenos, como no lance do segundo golo da Eslovénia, em que um remate praticamente do meio-campo, após a marcação de um canto, entrou na baliza sem que ninguém lhe tocasse, nem mesmo os defesas portugueses que impediram que o guarda-redes Vítor Hugo visse a trajetória que a bola descreveu. Foi, portanto, uma primeira metade onde, a espaços, a seleção portuguesa imprimiu qualidade no jogo, sobretudo através de jogadas individuais do mágico Ricardinho, mas as falhas defensivas não deixaram que Portugal levasse um melhor resultado para o intervalo. A ausência do artilheiro Fernando Cardinal por castigo pode ter mexido com a cabeça dos jogadores nacionais, que pareceram um pouco nervosos na primeira metade.

             Já começam a faltar os adjetivos para descrever a influência do mágico Fonte: UEFA
Já começam a faltar os adjetivos para descrever a influência do mágico
Fonte: UEFA

Na segunda metade tudo foi diferente. Uma atitude muito mais positiva dos jogadores permitiu construir uma vitória folgada em termos de resultado, mas que não traduz minimamente as dificuldades que a formação lusitana atravessou ao longo dos 40 minutos.

Mais uma vez, e como já é habitual, foi Ricardinho a assumir as despesas do encontro, pelo que jogou e pelos golos que marcou, como o 3-2 que desbloqueou a partida e permitiu o avolumar do parcial final para o 6-2. Antes, já havia marcado o seu 100.º golo pela sua nação, e o primeiro de três na sua conta pessoal, fixando na altura o parcial em 2-1 para os portugueses. A maior consistência defensiva foi também o segredo para uma segunda metade mais bem conseguida, pois Portugal não sofreu qualquer golo nos 20 minutos finais.

Foto de capa: UEFA

Eduardo Nunes

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