Última horaChampions League: Hat-trick de Bradley Barcola na festa de golos do Liverpool e Feyenoord completa reviravolta
Publicidade

FC Porto 3-2 Moreirense FC: Tremendo!

Igor Pereira · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Que jogo de loucos se jogou hoje no Estádio do Dragão! O FC Porto regressa às vitórias em casa ao vencer por três bolas a duas um atrevido Moreirense. Um encontro que fica marcado pela má entrada dos dragões no jogo, mas o mais importante a referir é que finalmente o Porto joga à Porto ao acreditar até ao fim que a vitória estava ao seu alcance. Destaque para a estreia de Chidozie a titular no Dragão, para o regresso de Marcano e para as ausências de Bruno Martins Indi e Aboubakar. Do lado do Moreirense o grande foco passou pela ausência do goleador Rafael Martins.

O FC Porto entrou em campo com: Casillas, Maxi, Chidozie, Marcano, Layun, Danilo, André, Herrera, Corona, Brahimi e Suk. Já a equipa de Miguel Leal inicia a partida com: Stefanovic, Sagna, Micael, Danielson, Evaldo, Palhinha, Vitor Gomes, Iuri Medeiros, Fábio Espinho, Boateng e Petrolina.

A equipa portista inicia o jogo de forma muito apática, com as habituais desnecessárias perdas de bola em zona atacante, que acabaram por se traduzir em dois golos madrugadores. O primeiro com Evaldo a trabalhar muito bem, ao subir no terreno com autoridade, e a largar um passe para Boateng que permite uma boa defesa a Casillas, mas na recarga o habitual “carrasco” dos grandes, Iuri Medeiros, faz um golo típico da sua forma de finalizar. Se o rumo dos acontecimentos não estava de forma alguma a favor do FC Porto, pior ainda ficou quando o mesmo Medeiros executou um excelente passe a rasgar a defensiva portista, que apanhada em contra-pé deixou Fábio Espinho isolado na cara de Casillas e este traduziu de forma subtil a grande jogada da equipa visitante em golo. Em menos de meia hora de jogo o Moreirense bateu várias marcas interessantes. O FC Porto não sofria dois golos na primeira parte em casa desde Março de 2010; pela primeira vez na história o Moreirense saía em vantagem no Estádio do Dragão e, para completar, o Moreirense já não marcava no Dragão desde 2003.

Suk justificava a aposta  Fonte: FC Porto
Suk justificou a aposta
Fonte: FC Porto

Este abalo impressionante acabou por despertar a equipa portista. Miguel Layun reduz a desvantagem ao apontar uma grande penalidade, que Maxi tinha sofrido. Mas, como tem sido habitual esta época, inúmeras oportunidades foram desperdiçadas, sendo as mais flagrantes o cabeceamento à trave do inconformado Suk e o falhanço de André André perante uma grande intervenção do ex-portista Stefanovic.

O segundo tempo começa como o primeiro, os verdes axadrezados mas perigosos, com Iuri Medeiros e Petrolina a obrigarem Casillas a duas excelentes intervenções. A partir da entrada de Marega só FC Porto. O reforço de inverno trouxe outro andamento ao ataque portista, que não estava a conseguir produzir as ocasiões que pretendia. Os portistas pressionavam cada vez mais até que, a partir de um canto de Layún, Suk volta a devolver a igualdade num lance idêntico ao da primeira parte mas desta vez mais sobre o primeiro poste. Nem cinco minutos passavam e já o FC Porto se punha em vantagem no marcador numa grande jogada coletiva, Layún centra ao segundo poste, onde aparece o “mal-amado” Herrera a fazer um estupendo passe, que chega à cabeça de Evandro, que tinha entrado ao intervalo para o lugar de Corona, e remata com o jogo. Até ao final do encontro não houve qualquer sinal de grandes ocasiões; cada vez com mais ascendente na partida, o único lance de destaque vai para um livre de Brahimi.

Vitória muito sofrida dos dragões! O FC Porto esteve a perder por 0-2 mas operou uma grande reviravolta ao vencer por 3-2. É o quarto jogo consecutivo para a Liga a sofrer golos para os azuis e brancos e esta é a terceira reviravolta da era de José Peseiro. O FC Porto vai tremendo, mas, por outro lado, proporcionou aos seus adeptos um tremendo jogo de futebol.

A Figura:

Miguel Layún – Todos os melhores lances do Futebol Clube do Porto passam pelos seus pés. Acaba por fazer um golo e uma assistência neste jogo de loucos e também demonstrou uma disponibilidade física impressionante, já que tem jogado todos os jogos e por vezes em muitas posições diferentes. Acabou o jogo a correr mais que todos os outros e sai herói neste encontro, onde demonstrou todo o seu grande profissionalismo.

O Fora-de-Jogo:

Brahimi – Uma completa desilusão. O jogador argelino continua a acentuar a sua série de más exibições com a camisola portista esta temporada. Tem muitas dificuldades no que toca à perceção de jogo e a sua qualidade de passe deixa muito a desejar. O seu individualismo excessivo prejudica, e de que maneira, toda a manobra ofensiva do FC Porto, e hoje não foi exceção. Perde muitas bolas no setor ofensivo, e tem sérias limitações em recuperá-las.

 Foto de Capa: FC Porto

Igor Pereira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Chris Smalling | Olheiro BnR 

Tal como na época passada, com o exemplo de Thiago Silva, internacional e capitão pelo Brasil, o FC Porto aposta mais uma vez num jogador consagrado para reforçar o centro da defesa portista. Desta vez o nome sonante é o de Chris Smalling. Smalling, contratado fora da janela de transferências devido ao facto de estar sem clube, é um nome forte recrutado a custo zero com o propósito de ter no plantel um líder na defesa que não jogando sempre, transmita experiência aos restantes companheiros de setor.  

Ricardo Conceição · 2 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Luz quer continuar a iluminar o caminho europeu | Benfica x Celtic

O Benfica recebe o Celtic, esta quinta-feira, às 20h00, na segunda jornada da fase de liga da Europa League. Depois da excelente vitória em San Siro diante do AC Milan, a equipa de Marco Silva procura dar continuidade ao bom arranque europeu, apostando na capacidade de controlar o meio-campo e explorar a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos. Num provável 4-2-3-1, a presença de João Palhinha e Fredrik Aursnes poderá ser fundamental para garantir equilíbrio, enquanto Lukebakio e Prestianni oferecem soluções para desequilibrar pelos corredores. Do outro lado, o Celtic de Martin O'Neill deverá apresentar uma estrutura semelhante, procurando contrariar a superioridade territorial dos encarnados através de um bloco compacto e transições rápidas. Callum McGregor assume particular importância na organização escocesa, enquanto a mobilidade de Benjamin Nygren e a velocidade dos extremos poderão criar dificuldades à defesa benfiquista. A capacidade de resistir à pressão inicial e aproveitar os espaços nas costas dos laterais portugueses será uma das principais armas dos visitantes.

Tiago Campos · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.