Cláudio Ramos: de esquecido a figura da baliza portista 

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Apesar do fraco desempenho do FC Porto no Mundial de clubes, Cláudio Ramos juntamente com Rodrigo Mora foi uma das poucas figuras de destaque dos portistas na competição. 

Cláudio Ramos começou a sua carreira nas camadas jovens do Paivense do distrito de Viseu, teve ainda passagens pelo Académico de Viseu e Repesenses até se fixar nos juvenis do Vitória S.C. Continuou a sua caminhada no clube minhoto até aos seniores em 2009/10 onde não faz qualquer encontro oficial. 

Como quase todos os jovens o Vitoria SC reconhecia-lhe potencialidades e por isso emprestou-o durante duas épocas ao Amarante e ao Tondela onde agradou aos responsáveis tondelenses e acabou por assinar contrato e desligar-se definitivamente dos vitorianos. 

Depois de três épocas a excelente nível na Beira Alta, dá-se um dos pontos altos da história do Tondela com a subida, com larga contribuição do guarda-redes, à Primeira Liga do futebol português. 

Nessa altura, chegou-se a falar do interesse de clubes grandes como Sporting e o FC Porto, rumores esses que nunca chegaram a concretizar-se e Claúdio Ramos seguiu para a divisão principal onde permaneceu durante mais cinco épocas sendo sempre um dos mais utilizados do campeonato e reconhecido como um elemento fiável e seguro da equipa. 

Até que na época 2020/21 concretiza-se um dos objetivos do guardião que é a chegada a um clube grande, neste caso o FC Porto treinado por Sérgio Conceição que o foi buscar para ser a alternativa a Agustín Marchesín que tinha assumido a baliza portista após a saída de Iker Casillas embora nessa época tenha tido apenas quatro aparições na equipa B. 

Apesar de nunca ter conseguido assumir a titularidade nos dragões nas cinco épocas,  (vai para a sexta), Sérgio Conceição, Vítor Bruno e mais recentemente Martín Anselmi viram sempre nele um exemplo de fiabilidade e de trabalho dando-lhe a titularidade nomeadamente nos jogos das Taças onde sempre cumpriu com brilhantismo a sua tarefa sendo várias vezes elogiado pelos seus treinadores. 

Com a chegada ao plantel principal de Diogo Costa o melhor guarda-redes português da atualidade, Cláudio Ramos ficou com ainda menos espaço no plantel portista, no entanto, decidiu manter-se no clube confiante que a sua hora haveria de chegar, enquanto convivia com um extraordinário guardião que é Diogo Costa. 

Entretanto, apesar da condição de suplente no clube, o então selecionador Fernando deu-lhe a hipótese de se estrear na Seleção A com a sua única internacionalização até ao momento. 

Até que há poucos dias, chega a sua grande oportunidade brilhar num palco maior, o Mundial de Clubes que se iria realizar no final da época no Estados Unidos. 

Diogo Costa motivado pela vitória pela seleção na Liga das Nações onde teve papel decisivo seria o natural titular mas uma inesperada lesão entrega de bandeja a poucos dias do início da competição, a titularidade ao guarda-redes viseense. 

Cláudio Ramos
Fonte: Rui Pereira / Bola na Rede

Com um primeiro jogo difícil contra o Palmeiras uma das mais fortes equipas da América do Sul, Cláudio Ramos exibe-se a grande nível durante todo o jogo e evita a derrota dos dragões no encontro. 

Como a lesão de Diogo Costa acabou por ser impeditiva para os dois jogos restantes da primeira fase contra o Inter de Miami e o Al Ahly, acabou por fazer todo o Mundial a titular mas apesar do fracasso que foram os dois jogos seguintes não foi por ele que a equipa se afundou tendo-se cotado como um dos elementos mais em destaque nos azuis e brancos no Mundial de Clubes, uma montra apetecível para os jogadores mostrarem o seu valor. 

E com Diogo Costa sempre no radar dos grandes clubes europeus, Cláudio Ramos espera finalmente uma oportunidade para ser titular do FC Porto passando de eterna reserva para as luzes da ribalta. Pelo menos marcou pontos nesta competição. Têm a palavra os responsáveis dos dragões. 

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