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Baron Corbin vs Dolph Ziggler

Se era um No DQ só se reparou no fim. Se se esperava um combate mais violento, não foi muito diferente do que ambos tiveram no Payback, que foi bastante satisfatório. Em termos de história, o combate foi bom, com Baron Corbin a aproveitar o facto de ser No DQ para aplicar um golpe baixo, o End of Days e ganhar. O resultado acaba por ser o certo. Corbin vence a rivalidade e veremos o que vem ai.
The Club vs The Usos

O combate era um Tornado Tag Team e as duas equipas aproveitaram para brilharem. Um combate violento, um combate com bons spots e com a vitória a cair para Anderson e Gallows. Decisão acertada, o grupo precisava desta vitória para se cimentar e mostrar-se aos fãs da WWE.
Kalisto (c) vs Rusev (US Championship)

Um ano depois, Rusev volta a ter destaque e a ter o título dos Estados Unidos na mão. O combate contou a história de um lutador que tinha um gigante pela frente e das dificuldades que enfrentava e onde a lesão que Kalisto tinha às mãos de Rusev foi aproveitada para o final do combate. Vimos também um lado mais agressivo de Rusev, principalmente no final com um dos melhores Acollades feitos pelo búlgaro. O título está bem entregue e esperemos que um ano depois de começar a desaparecer do card, Rusev volte outra vez à luz da ribalta.
The New Day (c) vs The VaudeVilains (WWE World Tag Team Championships)

O combate foi curto mas foi bastante agradável de se se ver. Ambas as equipas têm química no ringue e por momentos todos pensamos que os VaudeVillains iriam ganhar os títulos. A vitória acabou por surgir para os New Day, após interferência de Kofi Kingston, o que leva a querer que a rivalidade ainda não acabou e que teremos mais combates de boa qualidade.
The Miz (c) vs Cesaro vs Kevin Owens vs Sami Zayn (Intercontinental Championship)

Na antevisão tinha dito que este podia muito bem ser um dos combates da noite e a verdade é que foi mesmo. Os 4 lutadores não desiludiram e para além da qualidade in-ring contaram uma vitória (principalmente a rivalidade Owens vs Zayn). A vitória acabou por sorrir a Miz, o que acaba por ser surpreendente e que abre vários caminhos. Será que teremos Cesaro a lutar pelo titulo, mesmo tendo sofrido o pin? Será que Zayn vira-se para o título após estar tão perto de o ganhar? Será que teremos um novo adversário? Os caminhos são vários e isso é bom para o titulo, que continua a ganhar credibilidade
Dean Ambrose vs Chris Jericho

Mas se o combate anterior foi um dos melhores, este não ficou atrás. Mais técnico, com mais pausas e uma história a ser contada, foi tudo o que o combate de Dean Ambrose na Wrestlemania não foi. As armas foram usadas quando tinham de ser, ambos os lutadores venderam os ataque e, imagine-se, houve direito a arame farpado e pioneses. Numa era em que se fala tanto das limitações que o PG impõe, este combate foi uma lufada de ar fresco. Bastou dar liberdade a ambos e a magia acontece. A vitória foi de Dean Ambrose, como seria de esperar, e o ex-Shield aponta agora ao Money in the Bank.
Uma palavra para Chris Jericho, que irá sair da WWE por uns tempos. Foi, provavelmente. o melhore Y2J que assistimos nos últimos anos. Jericho é um heel natural e esta ultima passagem comprovou isso mesmo, tanto a nível de combates como de promos.
Charlotte (c) vs Natalya (WWE Women’s Championship)

Sem Ric Flair, Charlotte tinha de mostrar que não precisava do seu pai para ganhar. E o combate acabou por ser melhor do que as duas tiveram no PayBack. Talvez por causa da estipulação, assistimos a um combate mais agressivo. No final, Dana Brooke apareceu e ajudou Charlotte a vencer. Apesar de este tipo de final não ajudar Charlotte, a decisão de juntar Dana à campeã é uma boa decisão. Dana iria fazer equipa com Emma e foi por isso que subiu ao main-roster. Com Emma lesionada, a aliança de Dana com Charlotte mostra que a primeira não se irá perder no card e que terá destaque. E parece que teremos uma rivalidade com Natalya à porta.
Roman Reigns (c) vs AJ Styles (WWE World Heavyeweight Championship)

Era chegada a altura do main-event. E que main-event foi. Desde o inicio que se percebeu que íamos ter um grande combate e a estipulação só ajudou. Grandes spotos de lado a lado, muita acção, bom recurso a armas e indefinição até ao fim. Mas mais uma vez a WWE falha num pormenor, a construção de Reigns durante o combate. Reigns sofreu vários finishers, incluindo um Styles Clash em cima de uma cadeira, e conseguiu sempre soltar-se do pin, para depois aplicar um spear e vencer o combate. Um combate que foi excelente, um Roman Reigns que tem sido apresentado como sempre devia ter sido e depois existem estes pormenores que estragam tudo. Colocar o Roman Reigns como o super-homem que escapa a tudo não ajuda um lutador que por si só já não é bem visto. O título ficou nas mãos de Roman Reigns e não houve traição de Karls e Anderson, apesar de estes terem participado no combate. Acredito que nas próximas Raws teremos a tal traição.
E quando Roman Reigns festejava, aconteceu o momento mais alto da noite. Seth Rollins apareceu e atacou o campeão. O antigo campeão da WWE voltou mais cedo do que se esperava (todos apontavam para que esta rivalidade acontecesse na altura do SummerSlam) e veio reclamar o título que nunca perdeu, somente por lesão. Em suma, tivemos um PPV que culminou num grande main-event e numa agradável surpresa. Até agora, foi dos melhores deste ano e volta a confirmar um bom momento da WWE.












