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Rui Borges aborda vitória suada e expulsão de Matheus Reis: «A malta festejou tudo, se calhar disse algo a quente»

Dinis Jacob · 3 min

Rui Borges Sporting
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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No seguimento da vitória por 2-1 no terreno do Arouca, Rui Borges falou sobre a exibição do Sporting e abordou a expulsão de Matheus Reis.

O Sporting venceu, este sábado, no terreno do Arouca por 2-1, com um golo de Luís Suárez nos minutos finais. Na conferência de imprensa de reação à partida, Rui Borges falou sobre o jogo e abordou a expulsão de Matheus Reis.

O técnico português começou por agradecer pelo apoio dos adeptos leoninos:

«Vou começar por aí. Quero agradecer aos adeptos, que foram incansáveis, que foram incríveis. Têm sido sempre e é muito fruto da energia que passaram de fora para dentro que conseguimos esta vitória difícil, mas merecida por tudo o que fomos fazendo ao longo do tempo. Podia-nos ter saído caro os primeiros 10 minutos na segunda parte, o Arouca podia ter virado o jogo porque tem a oportunidade logo a seguir para fazer o 2-1, uma grande defesa do Rui. Poderíamos aqui ou ali definir melhor, mas podíamos ter saído prejudicados por 10 minutos em que não entrámos bem. Ao intervalo alertámos, sabíamos que era importante entrarmos bem, com energia e intensidade, mas é muito individual e não entrámos assim tão bem. O Arouca cresceu nesses 10 minutos. Depois, fomos acreditando sempre, mudando sempre, procurando acrescentar algo diferente, e chegámos à vitória com muito querer, com uma ambição enorme. É uma vitória difícil, mas justa».

Relativamente à dificuldade de motivar o plantel depois da vitória histórica frente ao PSG na Champions League, Rui Borges referiu:

«É uma incógnita para nós, por mais que a gente tente manter a malta ‘viva’, ontem e hoje foi muito por aí o discurso. Ao intervalo foi exatamente igual. Sabíamos que ia ser mais difícil por tudo, pelo tempo, pelo relvado – que fica mais pesado e exige mais de nós. Iria exigir muito mais de nós do que no jogo contra o PSG. E foi isso que pedimos, mas também parte muito deles individualmente. Podemos é alertá-los no nosso discurso e mudar algo estratégico para eles estarem ligados também. Inexplicavelmente entrámos mal na segunda parte, e são apenas 10 minutos, mas são 10 minutos que nos podiam ter colocado a perder e não pode acontecer. Temos de perceber o que temos de fazer para isto não acontecer. Temos de perceber entre todos o que podemos melhorar. O Arouca não estava a criar qualquer problema. Mas não estamos na cabeça deles, é difícil. Mas a equipa soube reagir e por toda a capacidade que a equipa teve, acho que acaba por ser uma vitória difícil mas justa».

De seguida, o treinador dos leões refletiu sobre a expulsão de Matheus Reis:

«A malta festejou tudo, a quente, se calhar disse algo a quente, não sei. Sabiam a dificuldade do jogo, o Arouca também aqui ou ali foi perdendo algum tempo. É normal a malta estar mais em stress, é normal que se diga uma coisa ou outra que não devemos. Não sei ao certo».

Por fim, falou sobre os principais desafios provocados pelo Arouca durante o encontro:

«Muito honestamente, em termos táticos, o Arouca tinha uma dinâmica de empurrar o nosso extremo para a linha de cinco, e vir com o Fukui com as zonas mortas da largura, a empurrar o Morten em alguns momentos e nós não queríamos isso. Tentámos ajustar ao intervalo, mas nem foi por aí que criaram perigo, foi através de uma perda de bola nossa, num momento de pressão ofensiva deles e num ataque rápido. Fomos controlando o jogo, o avançado deles foi mais de duelos, mas o Matheus e o Inácio estiveram bem. Num momento ou outro chegámos atrasados na referência, mas em termos táticos foi muito isso, o Fukui a tentar empurrar o Luís Guilherme ou o Geny para a linha de cinco. Mas nem foi por aí».

Dinis Jacob

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