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Rui Borges faz a antevisão ao Sporting x Tondela: «Já não dependemos só de nós, mas temos de fazer a nossa parte»

Dinis Jacob · 4 min

Rui Borges Sporting
Foto: Sporting CP

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Esta terça-feira, Rui Borges antevê o Sporting x Tondela, encontro em atraso da 26.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges realizou, esta terça-feira, a antevisão ao Sporting x Tondela, jogo em atraso da 26.ª jornada da Primeira Liga. Após o empate em casa do último classificado AVS SAD, os leões procuram regressar aos triunfos, ainda com o sonho do título em mente e uma corrida ao segundo lugar apertada.

«Como se gere o capítulo emocional? A parte mental é a mais importante neste momento, a capacidade de ligar toda a gente para a exigência do jogo. Temos de nos focar muito naquilo que e a nossa arte e fazer tudo para vencer o jogo em casa, perante os nossos adeptos e uma equipa que está a precisar de pontos. Uma equipa que tem sido bastante audaz com o novo treinador naquilo que é a estratégia. É uma equipa que gosta e tem tentado ganhar mais algum protagonismo naquilo que é o jogo. Pressiona bastante alto até, essa audácia também é de relevar. Por isso, é uma equipa que vai dar a vida para levar os pontos. Nós tambem temos que a dar porque precisamos deles, queremos muito e necessitamos de ganhar para igualar o segundo classificado. Já não dependemos só de nós, mas temos de fazer a nossa parte. É um jogo difícil na reta final, cada um com os seus objetivos, independentemente daquilo que é a qualidade individual e coletiva, nestes momentos há sempre algo extra de força e de atitude e nós temos que a ter. Mais até na parte mental porque ajuda a física, a estratégia, ajuda em tudo. A malta tem noção daquilo que é a responsabilidade e daquilo que temos de fazer»

«Mudanças no onze? Tudo o que tenha a ver com o jogo eu gosto de falar, mas não aquilo que é o adepto. O adepto diz pra eu meter o Manel, e se eu meto o Manel dizem: ‘Devias meter o António’. O adepto é o adepto, em casa, sentadinho com uma sandes mista e está tudo bem. Isto tem muito para alem do que é escolher 11 para jogar, não é ‘Vou meter estes 11 porque são os melhores’. Os melhores é relativo. Em relação ao AVS, eu tenho muito a ver com a ligação com os jogadores e aquilo que eles dizem e sentem. Não há muito para treinar nesta fase… Nem ao campo vou às vezes. Há muito para respirar e ajudar a recuperar a 100%. Houve jogadores que claramente nao estavam capazes de dar o seu contributo a 60, 70 ou 80 minutos. As opções tiveram de ser essas. Mas não foi por isso que ganhámos o jogo, não ganhámos porque não fizemos golos. A equipa está muito desgastada e já não conseguia dar mais, mas ainda assim podíamos ter ganho o jogo, porque fizemos mais do que suficiente para isso».

«O desgaste mental piora a parte física. Claro que quando podíamos ter feito ainda mais e mexeu um pouco connosco. Depois o jogo com o Benfica em que marcámos é anulado e sofremos logo a seguir. Por muito que digamos que não, tudo isso mexe connosco. Depois o jogo com o FC Porto logo a seguir… Foi uma sequência de quatro jogos sem intervalo no meio. Uma sequência com uma exigência e um desgaste tremendo».

«Renovação? Não sei, porque não ligo nada a isso. Estou feliz e estou num grande clube. Infelizmente, nestas últimas semanas tiraram-nos da luta pelo tricampeonato. É explícito isso… O FC Porto esteve lá em cima o tempo todo e está a uma vitória, mas andámos sempre na luta e sinto muita confiança. Jamais deixarei cair sobre os jogadores a culpas do que quer que seja e eles merecem todo o meu apoio».

«Quantidade de lesões? Normal não é, lógico, mas há coisas que não controlamos. Se houvesse muitas lesões musculares, aí tínhamos de repensar o que andamos a fazer. Mas há coisas que não podemos controlar e é normal que se pague a fatura de tantas lesões, por não conseguir os jogadores. Houve alguns momentos, com Taça da Liga e Taça em que foi possível, mas em momentos decisivos não foi possível. Ficámos sem o Fotis, o Pote também ficou de fora. Normal não é, mas não conseguimos gerir lesões traumáticas. (Lesões musculares) há em todas e se calhar até menos aqui do que em outros clubes. Quanto às traumáticas tivemos muitas e condicionou-nos muito. Não vou estar aqui armado em maluquinho e a dizer que sou o maior e que não aconteceu. Mas o que posso dizer é que os rapazes deram tudo».

«Mercado de inverno e manto verde? Sobre o manto verde não vou falar. Sobre a outra parte, eu não podia adivinhar que ia haver tantas lesões em 29 jogadores. Fomos buscar o Luís Guilherme e lesionou-se logo. O Faye demorou um pouco a adaptar-se. Entretanto voltou o Quenda também… Só se quiserem que tenhamos um plantel de 50 jogadores. E se calhar até vai ser preciso porque há cada vez mais lesões e a sobrecarga a que os jogadores estão sujeitos é surreal. Compete-nos esperar que não tenhamos mais lesões que não conseguimos controlar, sendo que as únicas que conseguimos são as musculares».

«Jogadores em dúvida? Em dúvida está o Vagiannidis, o Bragança e o Diomande. O Nuno Santos voltou a trabalhar com a equipa no último treino antes do AVS e optamos por não o colocar. Está convocado para amanhã».

«Recuperação dos lesionados? O Iván (Fresneda) está fora, e o Fotis (Ioannidis), (Gonçalo) Inácio e Morten (Hjulmand) também. O Morten já disse que dificilmente jogará e o Inácio também está com bastantes queixas».

Dinis Jacob

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