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Antigo dirigente do Benfica crítico com o clube: «O Benfica investiu cerca de 138 milhões de euros na pré-época para ganhar as eleições primeiro»

Diogo Ribeiro · 1 min

Famalicão-Benfica
Foto: João Freitas / Bola na Rede

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João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, criticou performance desportiva das águias. Estatuto encarnado também foi destacado.

João Gabriel analisou o momento do Benfica, depois do empate contra o Famalicão marcado por muitas críticas de Rui Costa à arbitragem. Numa publicação no LinkedIn, o antigo dirigente encarnado deixou reparos em duas direções.

Em análise estão a performance desportiva encarnada, marcada pelo forte investimento sem retorno financeiro, e a perda de estatuto pelo clube. João Gabriel garante que «o Benfica desapareceu dos centros de poder».

João Gabriel foi diretor de comunicação do Benfica entre 2008 e 2016

Eis a mensagem de João Gabriel na íntegra:

«Não foi coincidência, foi consequência.

O Benfica investiu cerca de 138 milhões de euros na pré-época para ganhar as eleições primeiro e, depois, o campeonato. A ordem foi esta — e, em bom rigor, não haveria grande problema nisso se ambos os objetivos tivessem sido alcançados.

O problema é que o investimento serviu apenas para segurar o poder, mas falhou no plano desportivo. Se falharmos a Champions o impacto financeiro será relevante, teremos menos receitas, menos capacidade para investir. E enquanto a equipa perde força, o clube perde estatuto.

Institucionalmente, o Benfica desapareceu dos centros de poder. Onde antes se via influência, hoje vê-se ausência. E há ainda um terceiro plano, talvez o mais preocupante: o da relação com as estruturas do futebol.

O Benfica tem razão nas queixas a Gustavo Correia, isso é indiscutível, mas queixar-se agora das arbitragens é o mesmo que queixar-se de um assalto depois de deixar as portas escancaradas. O clube apoiou, de forma acrítica, um determinado “projeto” para a FPF.

As arbitragens não foram azar nem coincidência, foram consequência. O comunicado depois do sucedido na Taça de Portugal foi mesmo só isso, um inconsequente comunicado».

Diogo Ribeiro

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