Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 destacou valorização dos jogadores.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador destacou os pontos centrais do trabalho tático realizado e olhou para a importância da valorização dos jogadores.
«A finalização é uma das coisas que trabalhamos muito, tal como a capacidade dos jogadores criarem oportunidades de golo, seja em transição ofensiva, seja em ataque organizado, seja na bola parada. São coisas a que damos mesmo muita importância. Sabemos que, na qualificação, temos adversários mais defensivos, com menos qualidade para nos causar problemas com bola, então apostamos muito na parte ofensiva, da reação à perda, dos equilíbrios, mas também nos desequilíbrios que podemos provocar em 1×1, criar situações de 2×1, preencher a área com muita gente. São tudo coisas que trabalhamos na seleção no pouco tempo que temos. Damos muita atenção a isso e depois também o trabalho da linha defensiva e a coordenação coletiva na pressão. Eles também têm muita cultura tática. Estes jogadores têm muita cultura tática e em pouco tempo apanham o que é para fazer. O importante é passar bem a mensagem e depois eles estarem motivados para executá-la. É isso que tem acontecido e se calhar sempre aconteceu».
«Valorizar talento? Dando-lhe o contexto certo, na minha opinião. Para nós vermos a qualidade individual é preciso que ela esteja no sítio certo. Meter os jogadores onde se sentem mais confortáveis ajuda, meter os jogadores onde eles acreditam que são bons ajuda e dar-lhes liberdade de ação e não ser demasiado estanque. Principalmente isso, dando liberdade a quem precisa de liberdade, dando contexto de 1×1 a quem precisa de 1×1, dando contexto de jogar de frente para o jogo a quem precisa jogar de frente para o jogo, meter entre linhas quem gosta e tem qualidade para jogar entre linhas. É dando um contexto em que eles se sintam bem nos seus papéis».
«Nos jogadores há uma ordem clara, e quem vê os nossos jogos percebe a ordem que nós temos em termos de organização do jogo e em termos de posicionamentos. Agora, quando eu digo que há uma liberdade, é uma liberdade criativa, uma liberdade para arriscar. Ontem vimos vários 1×1 no jogo, também vimos 2×1 a ser criados, portanto é isso que nós queremos. É um futebol coletivo com soluções e combinações. Vimos o [Gonçalo] Moreira para o [Daniel] Banjaqui dar o penálti, vimos o Quenda numa jogada mais individualizada. Há esta liberdade e soluções individuais e coletivas que nós queremos com os nossos posicionamentos criar e os jogadores decidirem em função disso. Sempre que estamos no treino, estamos a estimular estas interações com os vários jogadores que vamos tendo. Nós temos em Portugal muita qualidade nas alas. Muita qualidade nas alas, nos extremos, temos mesmo muita qualidade, médios com muita qualidade, portanto acabamos por ter que beneficiar este palco e estes jogadores que já estão a um nível elevado. Depois, todos os outros também têm que estar bem perfilados para renderem ao máximo e podermos usufruir deste coletivo».
Lê toda a entrevista de Luís Freire.

