Publicidade

Luís Freire quer valorizar os jogadores: «Para nós vermos a qualidade individual é preciso que ela esteja no sítio certo. Meter os jogadores onde se sentem mais confortáveis ajuda, meter os jogadores onde eles acreditam que são bons ajuda»

Diogo Ribeiro · 2 min

Luís Freire, Portugal Sub-21
Foto: FPF

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 destacou valorização dos jogadores.

O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador destacou os pontos centrais do trabalho tático realizado e olhou para a importância da valorização dos jogadores.

«A finalização é uma das coisas que trabalhamos muito, tal como a capacidade dos jogadores criarem oportunidades de golo, seja em transição ofensiva, seja em ataque organizado, seja na bola parada. São coisas a que damos mesmo muita importância. Sabemos que, na qualificação, temos adversários mais defensivos, com menos qualidade para nos causar problemas com bola, então apostamos muito na parte ofensiva, da reação à perda, dos equilíbrios, mas também nos desequilíbrios que podemos provocar em 1×1, criar situações de 2×1, preencher a área com muita gente. São tudo coisas que trabalhamos na seleção no pouco tempo que temos. Damos muita atenção a isso e depois também o trabalho da linha defensiva e a coordenação coletiva na pressão. Eles também têm muita cultura tática. Estes jogadores têm muita cultura tática e em pouco tempo apanham o que é para fazer. O importante é passar bem a mensagem e depois eles estarem motivados para executá-la. É isso que tem acontecido e se calhar sempre aconteceu».

«Valorizar talento? Dando-lhe o contexto certo, na minha opinião. Para nós vermos a qualidade individual é preciso que ela esteja no sítio certo. Meter os jogadores onde se sentem mais confortáveis ajuda, meter os jogadores onde eles acreditam que são bons ajuda e dar-lhes liberdade de ação e não ser demasiado estanque. Principalmente isso, dando liberdade a quem precisa de liberdade, dando contexto de 1×1 a quem precisa de 1×1, dando contexto de jogar de frente para o jogo a quem precisa jogar de frente para o jogo, meter entre linhas quem gosta e tem qualidade para jogar entre linhas. É dando um contexto em que eles se sintam bem nos seus papéis».

«Nos jogadores há uma ordem clara, e quem vê os nossos jogos percebe a ordem que nós temos em termos de organização do jogo e em termos de posicionamentos. Agora, quando eu digo que há uma liberdade, é uma liberdade criativa, uma liberdade para arriscar. Ontem vimos vários 1×1 no jogo, também vimos 2×1 a ser criados, portanto é isso que nós queremos. É um futebol coletivo com soluções e combinações. Vimos o [Gonçalo] Moreira para o [Daniel] Banjaqui dar o penálti, vimos o Quenda numa jogada mais individualizada. Há esta liberdade e soluções individuais e coletivas que nós queremos com os nossos posicionamentos criar e os jogadores decidirem em função disso. Sempre que estamos no treino, estamos a estimular estas interações com os vários jogadores que vamos tendo. Nós temos em Portugal muita qualidade nas alas. Muita qualidade nas alas, nos extremos, temos mesmo muita qualidade, médios com muita qualidade, portanto acabamos por ter que beneficiar este palco e estes jogadores que já estão a um nível elevado. Depois, todos os outros também têm que estar bem perfilados para renderem ao máximo e podermos usufruir deste coletivo».

Lê toda a entrevista de Luís Freire.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.