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Portugal na Fed Cup: A (Difícil) Luta pela Manutenção

Francisco Sampaio · 3 min

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Cabeçalho modalidadesÉ já hoje, dia 8 de fevereiro de 2017, que Portugal inicia a sua participação na poule C do torneio do Grupo I da zona euro-africana da Fed Cup, em Tallinn, na Estónia. A capitã da seleção portuguesa, Neuza Silva, levará a jogo Michelle Larcher de Brito, Inês Murta, Francisca Jorge e Rita Vilaça, as duas últimas em estreia absoluta na Fed Cup ocupando os lugares deixados vagos pelas lesionadas Maria João Koehler e Joana Valle Costa.

A estreia de Portugal será frente à Grã-Bretanha e as dificuldades esperadas são muitas. A seleção portuguesa, que na convocatória não conta com qualquer tenista presente no top 100 mundial, irá enfrentar Heather Watson (número 72 do ranking WTA) e Johanna Konta (número 10 do mesmo ranking). Na seleção da Grã-Bretanha figura ainda Laura Robson, tenista que ocupa o lugar 211 do ranking WTA mas que, em 2013, figurou no top-30 mundial. Assim sendo, e considerando o mau momento de Michelle Larcher de Brito (que deverá defrontar Johanna Konta) e a pouca experiência de Inês Murta (19 anos de idade e número 546 do ranking WTA), que deverá defrontar Heather Watson, parecem restar poucas hipóteses de sucesso e, como tal, o encontro final de pares deverá servir apenas para dar ritmo competitivo à dupla Francisca Jorge/Rita Vilaça, vice-campeãs de pares do Porto Open.

Fonte: Michelle Larcher de Brito
Fonte: Michelle Larcher de Brito

Já na 5ª feira, dia 9 de fevereiro, o desafio a enfrentar será a seleção da Turquia, e aí o principal alvo a abater será Cagla Buyukakcay, número 86 do ranking WTA. Também Ipek Soylu (número 163 do ranking WTA), tenista dotada de uma consistente pancada de direita, parece vir a ser uma adversária de respeito para a seleção portuguesa. Relembre-se que, no momento atual, a segunda tenista mais cotada da seleção turca apresenta-se mais bem classificada no ranking WTA do que Michelle Larcher de Brito, tenista que encabeça a seleção portuguesa. Apesar de Ipek Soylu ser mais competente a jogar em terra batida e de os encontros terem lugar em piso rápido (indoor), parece existir algum favoritismo por parte da seleção da Turquia, sendo claro que para alcançar a vitória as tenistas portuguesas terão que entrar em court com uma concentração e atitude competitiva irrepreensíveis.

Finalmente, na 6ª feira Portugal irá enfrentar a seleção da Letónia. A seleção de leste tem como figura de cartaz Jelena Ostapenko, número 35 mundial e tenista claramente favorita para vencer o encontro que irá disputar contra qualquer das tenista que integram a convocatória da seleção portuguesa. Contudo, a segunda tenista mais cotada da seleção letã, Diana Marcinkevica (número 307 do ranking WTA), é bastante menos consistente e poderá permitir a Portugal levar a decisão do confronto entre seleções para o encontro de pares.

Tendo em consideração este cenário avizinha-se difícil a tarefa de Portugal para garantir a manutenção no Grupo I da zona euro-africana da Fed Cup. Considerando que a Grã-Bretanha é a grande favorita à vitória da poule, fica claro que o objetivo de Portugal passa por evitar o último lugar do grupo e consequente discussão da despromoção ao Grupo II. As dificuldades são conhecidas, as seleções adversárias e, em particular, algumas das tenistas que integram as respetivas convocatórias são respeitáveis e, assim sendo, Michelle Larcher de Brito, Inês Murta, Francisca Jorge e Rita Vilaça terão que deixar tudo em campo para trazer para Portugal um resultado que encha de orgulho o ténis português.

Foto de capa: Francisca Jorge

Francisco Sampaio

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