Marco Silva realizou a conferência de imprensa de antevisão ao jogo entre o Benfica e o Hearts, da Europa League, a partir das 15h30.
Marco Silva realizou a conferência de de antevisão à primeira mão da 3.ª pré-eliminatória da Europa League, entre o Benfica e o Hearts. O treinador das águias projetou a partida e destacou as ausências no plantel encarnado:
«Acima de tudo, em termos de ambição, estamos a encarar o jogo da forma que deve ser encarado. Com esta camisola só podemos entrar com atitude similar e é para ganhar. Face à nossa história só pode ser a nossa atitude. Temos de respeitar o adversário porque estamos a disputar competições europeias. Não podemos descredibilizar. Vamos enfrentar adversários que geralmente apostam num jogo mais direto, mas queremos impor o nosso jogo. Se conseguirmos criar uma boa vantagem para o segundo jogo ainda melhor. Aursnes e Ivanovic são baixas, tal como o Banjaqui».
«Primeiro jogo da eliminatória em casa? Tem essa particularidade diferente numa decisão a dois jogos. Não teremos o fator casa no jogo decisivo, mas acreditamos que esse impacto esteja bem presente no primeiro jogo. Queremos que tenha esse fator tenha um impacto decisório logo no primeiro jogo. Teremos uma abordagem diferente do jogo passado e frente a uma equipa diferente, principalmente na abordagem ao jogo no momento defensivo, mas também no ofensivo. A ambição é claramente ganhar o jogo e poderemos ir mais confiantes para o segundo jogo. Sabemos que nada fica decidido».
«Alterações para o jogo? Em relação às alterações, uma é certa por causa do António Silva que já não está connosco. As outras terão de esperar por amanhã para saber quais serão as minhas decisões. Há melhorias nos aspectos físicos de alguns jogadores em comparação com o jogo com o St. Gallen para o qual alguns só tiveram quatro sessões de treino. Os jogadores que chegaram do Mundial têm mais uma semana de treinos do que tinham contra o St. Gallen. Tivemos uma semana completa para trabalhar e não teremos isso até à paragem de seleções, praticamente iremos jogar de três em três dias, por isso foi importante para esses jogadores. Se irão começar ou não, é uma decisão a tomar amanhã».
«Capitão do Benfica com a saída de António Silva? Dois dos cinco capitães saíram do plantel. Três continuam connosco e nos próximos dias saberão a minha decisão em relação ao grupo de capitães. Estava à espera de ter o grupo mais completo. Três mantêm-se e vamos adicionar mais um ou dois ao grupo. Amanhã, é fácil fazer as contas e é fácil de perceber quem será o capitão, não estando o Aursnes disponível…».
«Dossiê Schjelderup e reforço para a baliza? Duas boas questões, mas às quais não vou responder diretamente. O Benfica tornou pública a proposta de renovação do Andreas, é compreensível que se fale do assunto e é legítimo pelo grande final de época que fez e não o vou elogiar muito. Todos veem como nós apostamos no jogo pelos corredores e isso demonstra que ele é fundamental. É um excelente rapaz e jogador, sempre alegre no dia a dia. O meu objetivo é tirar o melhor rendimento possível dele e não tenho dúvidas de que o irá fazer. Quanto à baliza, não é um assunto».
«Número de defesas centrais no plantel do Benfica? Vou responder à questão do central, à segunda não porque não se faz avaliações do mercado a meio de agosto. Nem sempre é fácil manter os jogadores que queremos e estou a falar de um modo geral. Quanto à primeira, percebo a questão porque no 1.º jogo com o St. Gallen só tínhamos dois centrais em condições, no segundo o Tomás já estava mais preparado. Temos ainda o Índio, que está a crescer e terá o seu tempo para crescer. Não queremos queimar etapas e temos de o deixar crescer. Face às opções que temos, não há que esconder que podemos equacionar adaptar jogadores, como é o caso do Manu. Quando perdemos um jogador importante como o António Silva é natural que procuremos um reforço, mas queremos alguém que não seja para dois jogos e que seja o jogador que queremos».
«Acompanhar a Liga Escocesa? Como disse, estando na Premier League durante tantos anos, segui sempre a Liga escocesa e vi o último jogo, quando o Hearts esteve perto de ser campeão ao fim de tantos. Amanhã sabemos que temos de entrar fortes. Têm um treinador novo e muitas mudanças, é uma equipa que vem da Champions e temos de a respeitar».
«Ambiente do Hearts em casa? Têm semelhança com equipas inglesas e da Championship e sabemos do ambiente que vão criar em casa. Não que amanhã não vá ser difícil, porque vamos ter de estar no nosso melhor».
