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Marco Silva marca presença na conferência de antevisão do Benfica x Vitória SC, agendado para as 18h deste domingo no Estádio da Luz.
O Benfica prepara-se para receber o Vitória SC num encontro da 8.ª jornada da Primeira Liga. A partir das 13h30 deste sábado, Marco Silva realiza a conferência de antevisão da partida.
Fica com todas as declarações do técnico das águias.
Sobre a condição física dos internacionais e as baixas para o jogo com o Vitória SC:
«Sim, teremos algumas baixas. Os jogadores foram chegando a conta-gotas, se assim posso dizer, não todos no mesmo dia. Fomos recebendo e analisando os casos. O contacto da nossa parte, quer individualmente com os jogadores, quer com as equipas médicas e técnicas das federações, é constante e vamos estando a par de tudo o que possa acontecer na seleção. Mas, naturalmente, quando chegam há depois uma reavaliação da nossa parte. Foram chegando uns mais cedo, outros mais tarde, o que chegou mais tarde foi o Gianluca Prestianni, pela hora e pelo dia em que chegou. Olhando diretamente para os jogadores que poderão ter algumas condicionantes após os jogos da seleção: a questão do Banjaqui, não sendo nada de grave, irá estar fora do jogo de amanhã devido a um desconforto a nível muscular que sentiu no último jogo pelos sub-21; a questão do Kaminski também. Em relação ao Sudakov, a imagem e as queixas num primeiro momento levavam-nos para uma situação que podia ter um pouco mais de gravidade, mas tem vindo a treinar e a fazer um esforço muito grande para poder estar disponível. O que posso dizer é que poderá estar entre os convocados para o jogo. Os outros dois jogadores que estarão fora são o Lenglet, como já têm conhecimento, e o Barreiro».
Sobre as declarações de Fred num podcast relativamente a Jhon Durán:
«Eu até conheço bem o Fred e sei que tipo de personalidade ele tem. Se vocês olharem bem para a forma como aquele podcast estava a ser realizado e a amena cavaqueira que estavam a ter, tirar daquilo um tema parece-me um bocado exagerado, sinceramente. Mas pronto, compete-vos a vocês fazer disso notícia ou não. Foi a forma como o Fred quis, naquele momento, levar a conversa, quase como amigos numa amena cavaqueira. Se acham que isso é notícia… O Fred também disse que esperava que ele estivesse melhor, falou do potencial dele, falou de muita coisa, mas naturalmente retirou-se o lado mais negativo em relação ao Durán. Do que conheço do Durán, quer enquanto meu adversário durante alguns meses no Aston Villa e do impacto que teve lá, quer depois das passagens menos positivas por outros clubes, desde que chegou ao Benfica tem tido o comportamento que tem de ter para estar nesta casa e para jogar connosco».
Sobre a controvérsia entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus e o impacto na imagem do futebol português:
«Vou ser muito direto nessa questão. Eu, como treinador do Benfica, não tenho todos os dados. Falou-se muito devido à dimensão da nossa seleção e à dimensão do Cristiano, o que tomou proporções em termos de comunicação social não só em Portugal, naturalmente ligamos e seguimos muito mais o nosso país, mas a nível mundial, pela dimensão que ele atingiu. Acho que já foi falado até demais, mas percebo a dimensão do caso. Como treinador do Benfica, não tenho os dados todos para estar a fazer comentários. Também não gosto quando fazem o mesmo com a nossa casa, comentando sobre os nossos jogadores sem terem todos os dados. O que eu quero é o melhor para a seleção, quero que a nossa seleção vença em tudo o que eu puder ajudar, o suporte da minha parte é total, e quero que esteja tudo bem para que possamos estar cada vez mais fortes, ganhar jogos e esperar que as coisas se resolvam da melhor forma para o nosso país».
Sobre o risco de quebra de rendimento e gestão do plantel após a paragem prolongada das seleções :
«É uma realidade e é um facto. Andamos há muitos anos a este nível e sabemos perfeitamente como são os jogos após paragens das seleções. É a primeira vez que estamos a experimentar uma paragem destas, em que, em vez de duas semanas, jogamos à terceira semana. Tivemos grande parte dos nossos jogadores fora, chegámos a ter apenas seis jogadores do plantel principal para trabalhar, juntamente com os jogadores da equipa B. Tivemos alguns jogadores perto de 16 a 18 dias fora do contexto do Benfica, o que naturalmente não é agradável. Mas é o calendário e compete-nos trabalhar dentro do tempo que temos, alertando os jogadores para o mais importante neste momento, que é o foco para atingir novamente os patamares de exibição e de intensidade que queremos no nosso jogo. Esse é o nosso trabalho, alinhado com a exigência do clube e com o nosso profissionalismo. Percebo a questão e possivelmente é um facto: jogadores que chegam mais tarde, que têm viagens longas e que acabaram por jogar quatro jogos em 15 dias, o que não é muito habitual numa paragem de seleção. Alguns dos nossos jogadores jogaram mesmo esses quatro jogos, outros nem tanto. Compete-nos a nós, desde terça ou quarta-feira, reagrupar e relembrar os nossos princípios, pois, sem a rotina diária de trabalho, algumas coisas podem vacilar por estarem noutro contexto. Foram importantes estes últimos três dias já com o grupo todo para trabalharmos e estarmos ao melhor nível exigido para o jogo de amanhã».
Sobre a proteção da imagem externa do futebol nacional e a análise ao momento do Vitória SC:
«Em relação a essa questão [da imagem do futebol nacional lá fora], importa muito mais saber se nos prejudica aqui dentro. Nós temos de olhar para nós como um país que tem grande qualidade a nível de futebol, capacidade de produzir grandes talentos e de ser competitivo ao mais alto nível. Para nós, é muito mais importante proteger-nos a nós mesmos enquanto país que tem grande capacidade a nível futebolístico, independentemente de não ter as condições financeiras de outros campeonatos. Isso é o mais importante. A partir do momento em que fazemos isso internamente, externamente seremos bem vistos, como aliás já somos, pois toda a gente reconhece a qualidade que temos. Em relação à primeira pergunta, sobre ser o Vitória mais fraco dos últimos anos: é difícil para mim fazer essa avaliação e seria um erro muito grande ir por aí. Todos sabemos que o Vitória é um clube com características muito especiais, pela dimensão da massa adepta e pela exigência do clube. Olhando para os três grandes e para o Braga pelo crescimento que tem tido, o Vitória acaba por ter características muito próprias. Quem joga ou trabalha naquele clube sabe perfeitamente o que estou a dizer. É um clube com capacidade, pelo apoio e exigência enormes da sua massa adepta, e que quer naturalmente melhorar no campeonato. Nunca iria fazer essa análise porque o importante é o presente e analisar o que é o Vitória neste momento. O Vitória é uma equipa que não tem tido bons resultados, mas que em alguns jogos teve um volume ofensivo muito grande, não tendo sido muito eficaz em alguns momentos, e que quer naturalmente reagir. Tenho todo o respeito pelo Vitória e pelo que possam apresentar amanhã. Mas olhando para nós, que é o que nos compete, também temos de reagir. Não podemos esquecer que vimos de um resultado negativo, um resultado que tem peso para nós. Há que reagir e voltar, não tanto em termos exibicionais, porque o último jogo teve características muito específicas, em que jogámos mais de uma hora com menos um jogador, mas porque tivemos um resultado negativo e nesta casa isso não se pode encarar de outra forma. Temos de encarar o jogo seguinte com uma ambição muito grande. Tivemos uma paragem longa, o que não é o ideal após um resultado negativo. É importante voltarmos a jogar no Estádio da Luz, sentir a envolvência dos adeptos e demonstrar desde o primeiro minuto a atitude e exigência de sempre, mantendo todo o respeito pelo adversário. Se o Vitória quer reagir após um mau começo de temporada, nós também temos obrigatoriamente de reagir após um resultado negativo».
Sobre a situação dos guarda-redes (Trubin e Samuel Soares) e a condição física de Alexander Bah:
«O Alexander Bah está disponível para o jogo. Eu mencionei os quatro jogadores que iriam estar fora, pelo menos até este momento. O Bah tem vindo a treinar com a equipa. Fez um esforço tremendo para estar no jogo do Dragão e há que realçar não só a sua capacidade de trabalho e profissionalismo, mas também a forma como, juntamente com os departamentos do clube e connosco, conseguimos colocá-lo ao seu nível para jogar no Dragão como jogou. A forma como reagiu e jogou os 90 minutos é muito importante para nós. Teve um ou outro momento em que sentiu algum desconforto, voltou da seleção e fizemos o trabalho necessário com ele. Este tempo de paragem foi importante para ele recuperar desse pequeno desconforto e trabalhar a vertente física. A correr tudo dentro da normalidade, estará disponível para o jogo de amanhã. Em relação à questão do Trubin ter jogado mais do que o Samu: para já, estamos satisfeitos por o Trubin ter jogado e ter feito boas exibições nos dois jogos que realizou. O Samu não jogou, é uma realidade, mas todos sabemos que o titular da seleção portuguesa não é um guarda-redes qualquer é talvez um dos melhores guarda-redes do mundo. O Samu está muito satisfeito por ter sido chamado à seleção, é importante para ele estar a esse nível e nós ficamos satisfeitos pela confiança nele depositada. E há competição entre os três guarda-redes, não só entre dois refiro também o Diogo, que fez um jogo pelos sub-21. O importante é termos capacidade de formar jogadores e ajudar a seleção. Tivemos três guarda-redes na seleção nacional, o que é muito importante para um clube como o Benfica».
Sobre o aproveitamento da paragem para integrar John Durán, Sofiane El Karouani e Cláudio Echeverri:
«São situações diferentes entre os dois últimos [Sofiane e Cláudio] e o Jhon, porque os dois primeiros precisavam de mais tempo connosco. No caso do Jhon, é uma questão de tempo de jogo: já fez alguns jogos como titular do Benfica, mas não tem tido a regularidade do Pavlidis, que tem tido um início de época tremendo. Quando temos um jogador a um nível altíssimo em exibições e golos, quem está em busca do lugar naturalmente tem menos minutos, o que acontece em todas as equipas. Mas o John tem tido mais jogo do que os outros dois, chegou muito mais cedo e fez parte da pré-temporada connosco, estando muito mais integrado. No jogo de treino à porta fechada que realizámos para dar minutos a alguns jogadores, o John acabou por não jogar por ter algumas condicionantes. Para os outros dois, sim, este período foi muito importante. Para o Cláudio serviu para perceber as dinâmicas que queremos e para ter minutos num jogo de treino, aproveitando bem o tempo para se libertar e conhecer melhor a equipa. Com o Sofiane foi igual, pois também não foi à seleção e esteve connosco. Aproveitaram bem este momento e posso dizer que neste momento estão mais preparados, embora o Sofiane já tivesse jogado a titular contra o Milan na Liga Europa. Foi importante para eles, assim como para o Manu e outros jogadores que não têm jogado tanto, para estarem com a equipa e somarem minutos».
Sobre a reduzida margem de erro na tabela e a pressão de vencer :
«Nós temos é de ganhar jogos, não há que esconder. Antes da última jornada tínhamos o objetivo claro de chegar ao primeiro lugar. É para isso que olhamos e é o que temos de fazer nesta casa. Vínhamos de uma sequência de jogos de três em três dias, nas qualificações europeias e no primeiro jogo da fase de liga com o Milan, e o objetivo em todos os jogos era vencer para estarmos no topo da tabela. Neste momento, seja mais ou menos agradável olhar para a tabela, não temos outra solução a não ser ganhar jogos. Mesmo se estivéssemos numa posição confortável, a nossa solução continuaria a ser ganhar. A pressão é inerente a um clube desta dimensão, que joga todos os jogos para vencer e para conquistar títulos. Portanto, olhando ou não para os pontos, o mais importante é focarmo-nos no nosso trabalho: só há uma solução, que é ganhar os nossos jogos, continuar a evoluir enquanto equipa e ter uma identidade clara. Foi isso que nos permitiu ser fortes e competentes. Mesmo no jogo em que não ganhámos e tivemos um resultado negativo, ficou patente a nossa capacidade, quer com 11 jogadores, quer depois na circunstância difícil de jogar mais de uma hora com 10 jogadores. O importante é corrigir os erros que nos custaram pontos e encarar as coisas de frente. A solução é melhorar e ganhar jogos, pois é para isso que trabalhamos nesta casa».
Sobre o balanço do período de pausa no campeonato e a gestão do ritmo competitivo:
«Esse aspeto acabou por ser importante, mas, sendo o mais honesto possível, se pudesse ter evitado a pausa, teria evitado. É pesado estar duas ou três semanas sem competir após um resultado negativo. Quando se perde, quer-se voltar a jogar rapidamente, sentir a adrenalina do jogo, obter resultados positivos e estar com os nossos adeptos no Estádio da Luz. Isso seria o mais indicado para nós, mas o calendário é o que é e encaramo-lo de forma normal. Mesmo sem competição, o pensamento esteve sempre focado no que podemos melhorar. É verdade que demos alguma folga a certos jogadores, mas estivemos sempre a trabalhar, a preparar o regresso e a acompanhar as exibições dos internacionais. Esta pausa serviu para abrandar um pouco a dinâmica de jogar de três em três dias, embora seja por pouco tempo, pois aí vem novamente uma fase muito competitiva. Foi importante sobretudo para integrar melhor os jogadores que chegaram mais tarde ao clube, como o Sofiane e o Cláudio, que eram os que mais nos preocupavam nesse aspeto, garantindo que estão agora mais preparados».













